domingo, 5 de outubro de 2014

Heidegger, prós e contras


A figura de Martin Heidegger (1889-1976) continua a ser polémica e a despertar paixões, sobretudo pela sua adesão e ligação ao nazismo, durante os anos 30, que o filósofo alemão nunca explicou suficientemente, bem como pelos fundamentos das suas teorias filosóficas.
Este interesse apaixonado, que se acentuou recentemente com a saída dos seus "Cadernos Negros", em França, justifica que o jornal Le Monde (26/9/14) lhe consagre duas páginas inteiras, com depoimentos de cinco colaboradores e analistas.
Independentemente de eu não tomar posição, por insuficientes conhecimentos pessoais e próprios, não quero deixar de traduzir um pequeno excerto da análise de Jean-Marc Mandosio (1963), ensaísta e tradutor, que segue:
"...O problema principal é evidentemente que a filosofia de Heidegger é feita em grande parte de jogos de linguagem e revela-se de uma extrema pobreza: por trás do jargão heideggeriano, as suas interrogações, inçadas de citações poéticas, e as suas etimologias fantasistas que fazem derivar o alemão do grego, não têm muito de sério nem de consistente. ..."

2 comentários:

  1. Respostas
    1. Uma opinião não faz história, mas, não há dúvida, que estas afirmações de Mandosio, para mim, ignorante que sou, não são desprovidas de sentido...

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