A natureza tem sempre mais força do que a educação.
Voltaire (1694-1778), Vie de Molière.
Ainda que outrabandista, a imagem é a comprovante prática da conhecida lei do químico francês Lavoisier (1743-1794), que afirma:
Na Natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma.
No ano passado a natureza foi-nos madrasta. Nenhum dos limoeiros produziu frutos e a oliveira, a sul, diminuiu grandemente a sua safra, a que estávamos habituados. A própria Amaryllis (também chamada Açucena), tão pontual pela Primavera, se negou a florir. Atentamente, HMJ corrigiu-lhe a terra e alargou-lhe o vaso. Este ano, as coisas parecem correr de feição: a Amaryllis, num dos rebentos produziu trigémeas, e promete, noutro segmente, produzir mais duas flores esplendorosas. É obra!
Diversos sinais, pelas varandas de casa, levam-me a concluir que, do ponto de vista agrícola, a temporada 2019/20 foi extremamente atípica, para não dizer estranha. Várias plantas nem sequer floriram, outras não produziram fruto. Apenas a oliveirinha da varanda a sul manteve a sua fiel rotina, embora a safra (57 azeitonas) tenha sido das menores. Mas o melhor ainda estava para vir: hoje, nessa mesma varanda, deparei-me com o limoeiro, lá existente, com 9 florações bem recentes. Em finais de Outubro!? Não dá para crer...