Mostrar mensagens com a etiqueta Natureza. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Natureza. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 11 de dezembro de 2025

Estado da natura 7

 



A natureza há-de sempre reservar-nos surpresas.

segunda-feira, 27 de janeiro de 2025

Estado da natura 1

 

Este ano, as frésias estão preguiçosas em aparecer, enquanto as clementinas, ansiosas, vieram cedo (já as provámos, estão boas) e as suculentas, normalmente, difíceis em dar de si, já começaram a florir nos vasos da varanda a sul. Excepcionalmente, e por conselho avisado da D. Lídia, da sua banca já nos estreamos nos morangos de Palmela. Óptimos que eles estavam!

sexta-feira, 6 de outubro de 2023

Natureza latente



Na zona climática intermédia, depois da natureza generosa dos frutos de Verão, a rosa alta, embora se tenha despedido de todas as folhas, mantém-se na jarra com todas as pétalas ressequidas, mas presas ao caule, em suspensão. Como se quisesse ficar connosco. A laranja, enrugada embora, conserva a maturidade e faz-lhe companhia, na fruteira ao lado. Perto, há pêras em abundância, melão, bananas da Madeira e sul-americanas, mais um diospiro já maduro. Do Outono já entrado, só podemos esperar em diante a surpresa das romãs, as castanhas e outros (poucos) frutos secos.
Quanto a romãs, uma amiga dedicada ofereceu-nos 3 bem bonitas. Por sainete, HMJ, juntou-lhes um diabrete barcelense, na fotografia que tirou. E talvez para lembrar Eugénio de Andrade: Das romãs eu amo/ o repouso no coração do lume.

segunda-feira, 8 de novembro de 2021

Animação a Sul



Com o bom tempo, embora frio, a Natureza, na varanda a Sul, tem andado num rodopio. O limoeiro, fora de tempo e desalinhado, resolveu dar de si e já tem 6 brotos extemporâneos, dois dos quais floridos. Uma osga jovem veio não sei de donde, a grimpar pelas paredes, até se esconder atrás do vaso grande do lilaseiro. Mais importante ainda, uma felosa novinha visitou-nos esvoaçando demoradamente e, por 2 ou 3 vezes, quase esbarrava nos vidros da janela, parecendo querer entrar, para nos fazer companhia na sala.
Só a hortênsia está sossegada no seu vaso grande do canto, fazendo o seu luto hibernante de flores secas e folhas amarelecidas e escassas. 


sábado, 3 de julho de 2021

Constatação

 


Ainda que outrabandista, a imagem é a comprovante prática da conhecida lei do químico francês Lavoisier (1743-1794), que afirma:

Na Natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma.

sexta-feira, 30 de abril de 2021

Natureza viva



No ano passado a natureza foi-nos madrasta. Nenhum dos limoeiros produziu frutos e a oliveira, a sul, diminuiu grandemente a sua safra, a que estávamos habituados. A própria Amaryllis (também chamada Açucena), tão pontual pela Primavera, se negou a florir. Atentamente, HMJ corrigiu-lhe a terra e alargou-lhe o vaso. Este ano, as coisas parecem correr de feição: a Amaryllis, num dos rebentos produziu trigémeas, e promete, noutro segmente, produzir mais duas flores esplendorosas. É obra!

sábado, 24 de outubro de 2020

Natureza caprichosa

 


Diversos sinais, pelas varandas de casa, levam-me a concluir que, do ponto de vista agrícola, a temporada 2019/20 foi extremamente atípica, para não dizer estranha. Várias plantas nem sequer floriram, outras não produziram fruto. Apenas a oliveirinha da varanda a sul manteve a sua fiel rotina, embora a safra (57 azeitonas) tenha sido das menores. Mas o melhor ainda estava para vir: hoje, nessa mesma varanda, deparei-me com o limoeiro, lá existente, com 9 florações bem recentes. Em finais de Outubro!? Não dá para crer...

sábado, 20 de junho de 2020

Natura


Tenho a impressão que a Natureza anda esquisita e desajustada do tempo, agora que acabámos de entrar no Verão. De produções, nem se fala: dos limoeiros e oliveiras, nas varandas, a safra virá a ser mínima, se vier a existir, no futuro próximo.
Há alguns anos atrás e na varanda a leste outrabandista, insolitamente, uma jovem rola foi lá dar e não queria sair. Ao fim da tarde e antes de nos deitarmos deixei-a no peitoril e, na manhã seguinte já não a encontrei. Na sexta-feira, foi a vez de um andorinhão que nos entrou pela janela.
Havia vários, em Lisboa, desde a véspera, frenéticos, zilreando e em voos rasantes, paralelos às janelas, caçando insectos ao fim do dia. E na manhã de sexta-feira, um deles, jovem, com penas entre os castanhos e o antracite, errando o rumo veio assustar HMJ, caindo-lhe na mesa.
Houve um pedido de ajuda e agarrei-o pela asas e lá o deitei, de novo, à vida.

domingo, 16 de junho de 2019

Uma louvável iniciativa 54


Com apoio mecenático de algumas instituições nacionais, decidiu, em boa hora, a Casa de Serralves (Porto) editar um interessante guia de bolso que permite identificar, para quem não saiba, as diversas espécies que povoam os seus jardins.
Num design caprichoso, mas elegante, dele constam árvores e arbustos, aves e animais terrestres, insectos e répteis, numa profusão multidisciplinar, sempre acompanhada do desenho das espécies, assim como de breves descrições das mesmas.


Útil e culturalmente informativa, esta louvável iniciativa merece destaque e o nosso aplauso.

com agradecimentos a A. de A. M..

quinta-feira, 6 de junho de 2019

Da natureza


Cruzou-se comigo há pouco a palavra toupeira, que o bicho, em si, há dezenas de anos que não vejo nenhum. E teria que regressar aos quintais de infância, para das toupeiras me lembrar. Mas eram uns pequenos animais felpudos que sempre me pareceram gentis pela sua discrição.
Subterrâneos habitantes da natureza, parece que são nocivos às auto-estradas e às sementeiras, por isso, destestados pelos lavradores. Para além destes, têm como inimigos figadais os milhafres, as corujas e as raposas. Talvez por isso, as toupeiras são espécie protegida na Áustria e Alemanha.
A sua prática cegueira não evitou, no entanto, que o seu nome seja dado, por alcunha, ao espião traidor e infiltrado em serviços de espionagem. O que não abona o conceito que da toupeira têm governos, instituições e as classes cultas da sociedade.
A favor do bicho, louve-se a sua contribuição para a renovação das terras, evitando a erosão dos terrenos e as inundações. Têm vida breve: cerca de 4 anos. Diariamente, escavam cerca de 20 metros de túneis subterrâneos, em busca de minhocas, sua alimentação preferida. Além disso, gastam pouco oxigénio. Sendo assim amigas do ambiente.
Felizmente, ainda não entraram na política...

terça-feira, 5 de julho de 2016

Da leitura (13)


A minha experiência humana era ainda curta; por falta de uma boa luz e palavras apropriadas não abrangia tudo. A natureza mostrava-me, visíveis, tangíveis, uma grande quantidade de maneiras de existir das quais eu nunca me tinha aproximado. Admirava o isolamento magnífico do carvalho que dominava o parque-paisagem; entristecia-me a solidão acompanhada das ervas. Conheci as manhãs ingénuas e a melancolia crepuscular, os triunfos e os declínios e as renovações e as agonias. Alguma coisa em mim um dia concordaria com o perfume das madressilvas. Todas as tardes me sentava entre as mesmas urzes e olhava as ondulações azuladas das Modédières, todas as tardes o Sol se punha por detrás da mesma colina: mas os vermelhos, os rosas, os carmins, os púrpuras e os violetas nunca se repetiam. Nas pradarias imutáveis zumbia de madrugada até à noite uma vida sempre nova. Face ao céu que muda, a fidelidade distinguia-se da rotina e envelhecer não era necessariamente uma negação.
De novo era única e desejada; era preciso o meu olhar para que o vermelho da faia encontrasse o azul do cedro e o prateado dos álamos. Quando partia, a paisagem desfazia-se, não existia para mais ninguém: não chegava a existir.

Simone de Beauvoir, in Memórias de uma menina bem-comportada (pgs. 129/30).

domingo, 31 de janeiro de 2016

As cidades e as serras


A actual ficção portuguesa é, retintamente, urbana. Talvez pela negativa. Houve tempo em que eu pensava que, prosa e poesia, lusas, seriam eternamente bucólicas, campestres, verdejantes ou acastanhadas pelo Outono. Mas o neo-realismo excedeu as medidas, saturou, numa obrigação ideológica que pouco tinha de natural. Entretanto, as populações foram abandonando o campo e as serras interiores, para os trocarem pela terra prometida das cidades. Seminários e Escola do Exército (Academia Militar) forneciam, também, o trampolim necessário ao desígnio dos mais ambiciosos e inteligentes, embora fatidicamente pobres: assim, Aquilino, assim, Vergílio Ferreira...
Ficaram, no entanto e actualmente, em alguma da literatura portuguesa, vestígios residuais: um lado muito provinciano de ver a vida, um apetece-me estar em paraísos artifíciais, uns piercings caracterizantes de mais nada, um ronceiro hábito de cafés cosmopolitas, uma fome de séculos, uma miopia de civilização natural, um lado patego e irreal de imaginar as metrópoles mais emblemáticas. E uma enxúndia barroca de palavras que ainda cheira a estrume e folhas mortas, na sua origem, agora artificial, irrealista, irrelevante. Porque não era assim, dantes, nem lembrava o falso, quando de cenários se falava, ou de viver se escrevia.

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

A ara panteísta


O pequeno centro comercial suburbano tinha, em dois dos seus quatro cantos, triângulos côncavos, inicialmente cobertos por um relvado ralo e descuidado. Embora com ressalto, um deles era quase um monturo onde os cães se aliviavam e a rapaziada mais selvagem costumava depositar embalagens vazias daquelas plásticas que contêm guloseimas gordurosas, na boa tradição e causa da obesidade americana e nacional. Mas, pela Primavera deste ano, começou lá a crescer um pequeníssimo jardim...
A mulher, quando vou cedo comprar o jornal, costumo vê-la, quase sempre. Já velha, composta mas com pobres roupas, começa por vasculhar os dois contentores do lixo, com a ajuda de um pau comprido, manejado pelo braço direito, tendo no esquerdo um saco para onde mete pequenas coisas de duvidosa qualidade, e uso, que vai retirando dos contentores. Mas foi ela que começou a plantar o jardim triangular num dos cantos do centro comercial, e onde já nasceram formosas flores.
Depois da pesquisa minuciosa do lixo, a mulher, invariavelmente, dirige-se ao seu canteiro florido. Ajeita algumas hastes de plantas, parece acariciar algumas flores mais juvenis, como algumas mulheres fazem nos altares das igrejas, que estão a seu cargo. Depois queda-se, por uns bons minutos, numa contemplação silenciosa e votiva da sua natureza privada, que, talvez amorosamente, foi criando. E que lhe pertence por direito de tratamento e zelo. Eu passo respeitosamente ao largo, em silêncio que não desperte essa paixão tranquila e comungante com a natureza renascida.

segunda-feira, 27 de julho de 2015

O quintal-bonsai


Conheci alguém que se sentava, ao fim da tarde, num banco de madeira, a contemplar, com delícia provável, o progresso da Natureza e o resultado do seu trabalho, na pequena horta familiar. E, vê-lo assim em contemplação silenciosa e feliz, fazia-me recordar a velha fotografia emblemática de Alexandre Herculano, em Vale de Lobos, derreado aparentemente, e sentado num cesto vindimeiro, em abandono relaxante, depois do trabalho agrícola. Convém lembrar que o nosso grande historiador produzia, na sua quinta, o melhor azeite português, na altura.
A Norte, no minifúndio secular, o meu quintal de infância era minúsculo: couves tronchas, alguns tomates, ameixas vermelhas deliciosas que, quando a árvore secou, foram substituidas por limões (...fruto de inverno/ por onde passa/ o verão.), escassas alfaces tenras, porque o terreno era muito limitado, embora fosse tratado com zelo exemplar por minha Mãe e pela sacrificada Maria.
Agora, ainda é menor o espaço, mas as emoções não se alteraram muito. Ao ver estes poucos e pequenos, lindos tomates, as pequenas azeitonas a crescer, os três limões rugosos, na varanda a leste, posso afirmar, sem vergonha nenhuma, que me sinto feliz.

domingo, 3 de maio de 2015

Circunstância


Voltou-se o Domingo ao Inverno, se calhar, arrependido...
E a Primavera, jovem e tímida, parece ter-se intimidado, depois de, pressurosa, ter puxado pelas hortênsias, ter acordado os brotos no limoeiro e estimulado as tenras alfaces, recém-plantadas, a crescerem na floreira artesanal, a leste.
Tudo parece voltar e obedecer a ritmos caprichosos, desdenhando das obrigações de Maio ou do tempo que, classificado e marcado pelo Homem, não se arbitra pela lei da Natureza.
Até as andorinhas se precatam de voar, muito menos altas, por causa das pequenas gotas de chuva, circunstância do acaso e humor das estações volúveis. E, cautelosas, voltam de regresso, em voo rápido, aos aconchegados ninhos dos beirais.

quinta-feira, 24 de julho de 2014

Interlúdio 49


Brincando com o perigo...

segunda-feira, 14 de julho de 2014

A sábia Natureza


A Natureza e os seus elementos mais bravios são imprevisíveis, para os humanos, na sua tendência para as compensações e equilíbrios ambientais.
A propósito deste vídeo, que AVP teve a gentileza de me enviar (e que agradeço), lembrei-me dos recentes e vários protestos de diversificadas organizações, que representam diferentes interesses corporativos (cinegéticos, ambientais, agrícolas...), relativamente à decisão de reintroduzir o (ex-)lince da Malcata, no Alentejo...

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Apontamentos 13: A Força da Natureza



O ser humano, no seu afã de subjugar a natureza em suposto proveito próprio, esquece que as leis naturais são mais fortes e imprevisíveis do que a ciência e a técnica que pretendem dominar o universo.
Por razões de ordem familiar assisti, no passado e num lugar sabiamente denominado Confluentia pela confluência dos rios Reno e Mosela, à força das águas do Reno a  reconquistar, de forma repentina,  um espaço que sempre fora seu e que, actualmente, se encontra ocupado pela acção humana.
De um primeiro andar olhava-se para a invasão das águas do rio no pátio traseiro que, felizmente, se encontra bastante abaixo da implantação do edifício, afectando, em primeiro lugar, a cave. O desnível permitiu que  saíssemos pelo próprio pé em vez de saltar para um bote dos bombeiros.
Numa outra ocasião, e porque a ameaça de cheias em Coblença é permanente e anual, acompanhei a fase pós-inundação. Junto das habitações encontravam-se os haveres estragados, como corpos desventrados. Aproximei-me, com profunda tristeza, de um monte de livros, empapados. 


Ainda hoje guardo, como memória, algumas edições clássicas de Schiller, resgatadas no meio de um entulho  que, dantes, fazia parte de um universo humano, familiar e cultural dos seus habitantes e que, infelizmente, se vieram a instalar, embora num lugar muito aprazível, em domínios que o rio reclama como seus.

Post de HMJ

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

A abelha e a vespa


Por ambas fui mordido, quando era jovem, e acho que elas consideram que eu já tenho a minha conta, porque há mais de quarenta anos que não lhes experimento o ferrão. Também nunca mais as cacei, com aquelas caixas de fósforos gigantes que abria para fechar, rapidamente, sobre as flores onde pousavam. Saiu-me cara, muitas vezes, a brincadeira, mas a tentação de repetir a proeza, era sempre muita... Por destino biológico, ao espetarem o ferrão como arma de defesa, as abelhas e as vespas, morrem pouco depois. Devido a esta semelhança pensava, dantes, que a zumbidora abelha e a agressiva vespa deviam ter um parentesco longínquo com os escorpiões... É também evidente que gosto mais de abelhas do que de vespas. E não só pelo mel.
O que eu não sabia, e soube ontem, é que a nível simbólico as vespas representam a ordem no seio da comunidade, muito embora os antigos egípcios e persas associassem a vespa ao Mal, bem como os gregos e os romanos. E, mais interessante ainda, uma lenda polaca conta que as abelhas foram criadas por Deus, e o Diabo, invejoso, também quis criar algumas abelhas, mas saíram-lhe vespas.

sábado, 15 de janeiro de 2011

Brancas e amarelas



O sol frágil e anémico no céu azul pálido, não permite, ainda, cores mais fortes e violentas, com a ajuda, que foi pródiga, da chuva. Os campos estão ensopados, e verdes. Mas proliferam as íris, as azedas despontam e outras pequenas flores humildes que oscilam, tímidas, entre o branco e o amarelo. É uma pequena e clara aleluia simples da Natureza, para quem se aperceba.