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segunda-feira, 12 de junho de 2023

A evitar, absolutamente (5)



Há mais de 4 anos que eu não abria esta temática. Nunca o fiz por gosto, antes por despeito e imperativo de consciência. E por aviso aos incautos, pela falta de qualidade: de vinhos, livros...
Acontece que, com um pequeno intervalo temporal, experimentei 2 vinhos brancos alentejanos de marcas diferentes, mas do mesmo ano de colheita (2022) e com as mesmas castas no lote: Roupeiro, Antão Vaz e Arinto. Um da zona de Reguengos de Monsaraz (Pedra do Casar, 12,5º), o outro vinho da região de Borba, com 13º.
A apreciação foi idêntica: vinhos medíocres, de sabor acre e desagradável. Tenho alguma dificuldade em aceitar e perceber como é que a Adega Cooperativa de Borba sobretudo, produtora com linhagem de qualidade firmada, foi capaz de pôr à venda este branco inqualificável.



Se é certo que, por vezes, a casta Antão Vaz, se não for bem doseada, pode diminuir o vinho, inclino-me mais para ter sido o Roupeiro a prejudicar o resultado final. Negativo, que abarca também a fraca qualidade do vinho branco produzido e posto à venda pela Carmim.
Há, por isso, que evitar esta infeliz dupla vínica alentejana.

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Mercearias Finas 78 : as Velhíssimas lusitanas


Sempre achei uma pepineira saloia, este gosto pasmado de tantos portugueses que prescindem de algumas das muitas  belíssimas e velhíssimas aguardentes lusas, para se curvarem alarve e servilmente perante conhaques franceses, whiskies escoceses, irlandeses, americanos. Alguns acharão que ganham mais status e consideração mas, na maior parte dos casos, são apenas ilustrados exemplos da nossa falta de sentido crítico. E de falta de gosto, gastronómico.
Qualquer estrangeiro experimentado, a quem demos a provar uma Adega Velha nortenha, fica quase sempre deslumbrado. E a Fim de Século mede-se bem, e por alto, com muitos dos melhores digestivos de franças e araganças. Para não falar da Ferreirinha, da Casa de Saima e tantas outras. Porque têm aroma, sabor personalizado, o toque profissional da manufactura, quase e ainda, artesanal.
Em bares lusos ou em casas portuguesas folgadas é raríssimo encontrar-se alguma escolha criteriosa de aguardentes nacionais mas, quanto a whiskies: é fartar, vilanagem...
Todo este arrazoado para destacar, pela alta qualidade, e nomear a magnífica Aguardente bagaceira Velhíssima de Borba ( da Adega Cooperativa alentejana homónima) que descobri, há semanas, e que é um espanto. Nos seus 40º amenos, no aroma, no sabor e na cor. E no apreço saudoso que nos deixa na memória gustativa. A preço compatível e honesto, bem merecido. E em garrafa elegante.