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sexta-feira, 15 de abril de 2016

Pequena história (41)


É um factor dissonante, talvez de um ponto de vista um pouco preconceituoso, mas a desproporção de alturas em casais, que vemos, causa sempre alguma perplexidade, sobretudo quando a mulher é mais alta. O caso recente de Sarkozy e Carla Bruni, por exemplo. Mas, por cá e em tempos mais antigos, era também visível a diferença de alturas entre o rei D. Carlos e a rainha D. Amélia, mulher excepcionalmente alta, para a época.
Um equilíbrio notável, em proporção, era o que existia entre  Pedro de Freitas Branco (1896-1963) e a sua esposa, a pianista de origem francesa Marie-Antoinette Lévêsque (1903-1986): eram ambos muito altos. O maestro português media 2 metros, e a mulher atingia 1m99. Por graça, quem os via, na rua, costumava dizer: "Lá vão as duas antenas da Emissora Nacional!..."


sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

Recordações e efemérides


A quadra natalícia tem o condão, natural e instintivo, de nos reaproximar da infância, por um contágio de respiração de ambientes longínquos, mas marcantes. Das coisas mais antigas que me lembro, destacam-se os funerais da rainha D. Amélia (1865-1951) e do Marechal Carmona (1869-1951), que tiveram forte repercussão nacional e grande cobertura radiofónica e jornalística. Mas não só a morte ficou reflectida na minha memória mais recuada. Também um acontecimento patriótico e desportivo: a vitória, em 1954, na travessia a nado do Canal da Mancha, obtida pelo português Joaquim Baptista Pereira (1921-1984), esforçado nadador nascido em família pobre de Alhandra. E de quem muito poucos se lembrarão hoje, mas que o British Pathé registou em imagens, para sempre. Que se podem ver no vídeo, abaixo. Passam este ano 60 anos sobre o feito glorioso.


segunda-feira, 25 de março de 2013

Mais umas quantas vinhetas


Sem qualquer interesse ou valor filatélico, estas vinhetas, em imagem, destinavam-se a apoiar o I. A. N. T. (Instituto de Assistência Nacional aos Tuberculosos), instituição criada em 1899, pela rainha D. Amélia (1865-1951). A receita da venda das vinhetas tinha, por isso, um objectivo de solidariedade. Mas também, cumulativamente, ajudavam à divulgação cultural. Em 1973 publicitavam o Museu da Marinha, através de imagens de antigos barcos portugueses; em 1974, o Museu Nacional dos Coches.