Das coisas de cultura as fronteiras são quase sempre muito pouco permeáveis. Daqui até à França vai um instante mas, se prolongarmos o percurso até à Alemanha, em parte por causa do idioma, são precisos talvez anos até lá chegar, culturalmente. Eu levei muito tempo até vir a conhecer o magnífico Schwebender Engel de Ernst Barlach (1870-1938) que se guarda numa pequena igreja do centro de Colónia (Antoniter Kirche). O rosto do anjo foi inspirado na também escultora Käthe Kollwitz.
Mas não somos só nós a demorarmos a chegar até tudo aquilo que a cultura alemã tem para nos oferecer. O jornal Le Monde de 9/12/2022 dá-nos conta disso de forma muito objectiva, quanto à obra maior de Käthe Kollwitz.
Refere, de início, o artigo de Harry Bellet (e traduzo): "Quem, em França, conhece Käthe Kollwitz (1867-1945)? (...) A artista alemã é mais bem conhecida na China. (...)".

