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terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Um novel ficcionista de sucesso


Na sua colecção de romances históricos, a Porto Editora pré-anuncia com previsível sucesso a sequência das Quinta-feiras romanceadas, de autoria do ex-PR de Boliqueime. A carneirada lusa rejubila e Trump já prometeu adquirir 500 exemplares, para oferecer aos governantes dos países amigos e a 496 empresários da construção civil estadunidenses. A Editora tripeira agradeceu. Comovida.

P.S.: aqui ficam as capas dos próximos livros, para que os analfabetos funcionais não se enganem nas compras...




agradecimentos cordiais a AVP.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Uma questão de gosto


Embora politicamente situado, nada tenho contra a Direita, desde que civilizada, consistente e pensada. Moreiras, ainda que pedreiros-livres, Pintos, mesmo que salazarentos, porque estruturados ideologicamente, são-me estimulantes. Não me provocam nem urticária, nem alergia: obrigam-me ao confronto mental e ao debate interior, no aspecto político, o que é sempre salutar no plano das ideias.
Agora, não me obriguem, hoje, quinta-feira, a ir ao CCB, acompanhar o beija-mão da coscuvilhice, estar em fila indiana para o autógrafo duma pobre personagem algarvia, que esteve 10 anos em Belém, só para aparecer momentaneamente na TV. Apoiar a sua mediocridade, num ajuste de contas mesquinho com o passado, só revelaria, da minha parte, falta de gosto e de sentido crítico para com a História. Seria, no mínimo, excessivamente doentio.
Em contraponto, preferi trazer da rua do Alecrim, hoje, do meu alfarrabista de referência, dois livros (em imagem) de homens de Direita, para ler, mas que foram ideologicamente esclarecidos, coerentes, estruturados, consistentemente, na sua prática política.
Além de que os livros estão muito bem escritos...

sexta-feira, 4 de março de 2016

A evolução na descontinuidade...



A Galeria Presidencial ficará acrescida, proximamente, com o retrato do ainda presente PR, executado por C. Barahona Possollo (1967). Ironicamente, não resisto a comentar que o menos lido, dos 3 últimos Presidentes eleitos democraticamente, é aquele que aparece com mais livros no retrato... Como diria o povo: "Não há fome que não dê em fartura."


terça-feira, 12 de janeiro de 2016

Comic Relief (120)


Camaleão excelentíssimo... ou, transforma-se o amador na coisa amada.

agradecimentos a C. S..

quarta-feira, 15 de abril de 2015

A cândida cegueira


Há pessoas que, encerradas nos seus pequenos mundos, claustrofóbicos, nhúrrios, não conseguem nunca ver a realidade e o horizonte. Mesmo que os vejam do alto...

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

3 títulos para o estado da Nação


 Do jornal Público, de hoje, passo a transcrever:

1. "RTP tira Liga dos Campeões à TVI em negócio de (18) milhões (de euros)."
2. "Campanha de Cavaco gastou 25 mil euros para oferecer 110 relógios (Tissot) a colaboradores." 
3. "Galp prepara novo braço-de-ferro com o fisco em Dezembro." (Estão em causa 35 milhões de euros de cobrança.) 

Comentário sucinto: eu creio que devem andar por aqui alguns fora-da-lei...

sábado, 12 de abril de 2014

Dinastias



Pequenas diferenças distinguem os figurantes: o local e data de nascimento, o peso, a cor das gravatas e os sapatos.

sábado, 12 de outubro de 2013

Comic Relief (75)


Como, hoje, o Blogue, via adelphia. net (Colorado Springs), já teve 4 visitas soezes da NSA, vem a propósito esta cuidada e inteligente prudência do nosso PR...

grato reconhecimento a AVP.

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Em jeito de esconjuro, e por causa das cagarras


Terá sido ele c'agarrou?

Seja como for, aqui vai o esconjuro:

Mulher do mercador que fia, escrivão que pergunta pelo dia, oficial que vai à caça, não há mercê que Deus lhe faça.

terça-feira, 9 de julho de 2013

Os novos astrólogos...


...ou : cada político tem a D. Maria que merece; ou o jornalismo imitativo e cego, também já chegou a França, ou...a silly season já se instalou em pleno, na Europa.

com agradecimentos cordiais a AVP.

sábado, 8 de junho de 2013

Comic Relief (68)

Mais um tiro no pé... ou talvez na Gramática.

Agradecimentos a AVP.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Portugal no seu melhor


Por mero acaso, assisti na TV a um diálogo (com moderadores equilibrados, mas activos e perspicazes) entre Manuel Alegre e José Cid. Sobre temas da actualidade. Nada de mais oposto, politicamente. José Cid, monárquico empedernido, Manuel Alegre, retintamente republicano, mas ambos de uma coerência ideológica firme e cristalina que nunca excluíu um diálogo urbano, solidário e inteligente. Houve momentos de emoção, de humor, de picardia, por vezes, mas sempre num tom de respeito democrático e elevado. Foi salutar, para mim. Até ambos, numa aliança de nobreza e dignidade, recusaram "jogar", durante o programa, o desporto, muito em voga hoje em dia, denominado "tiro ao Cavaco" - assim crismado pelo acutilante Professor Marcelo.
No final, José Cid sentou-se ao piano e cantou, com letra de Manuel Alegre, uma canção dedicada a um amigo comum - Adriano Correia de Oliveira. O Poeta assistiu, de rosto emocionado. Foi um momento bonito de uma fraternidade portuguesa que pode ultrapassar os pormenores da divergência, para se unir, naquilo que nos é essencial. 

sábado, 12 de novembro de 2011

Uma caracterização fradesca, de V. P. V.


Não sou, nem de longe nem de perto, um fã entusiasta de Vasco Pulido Valente. Mas aprecio a forma exemplar e escorreita da sua escrita, a fina ironia, desculpando-lhe o azedume, por vezes, excessivo. Com Medina Carreira, é talvez o maior produtor de "frases assassinas" e de raciocínios agressivos, mas correctos, em Portugal. Ontem, no "Público", caracterizava, argutamente, na sua crónica, três dos mais conhecidos e angélicos (ou fradescos) políticos portugueses. Segue a transcrição parcial:
"...Só falta a Seguro o chapéu e a sotaina preta para concorrer com o famigerado jesuíta (bom ou mau, como preferirem) do socialismo romântico. Com aquela voz doce e aquele ar pesaroso vai longe com certeza.
O dr. Cavaco, que anda mais pelo frade ascético, também nos disse duas vezes que os sacrifícios deviam ser «distribuídos» com «equidade» e com justiça e que era muito feio abusar dos mais pobres. Gostava ele que todos nós, mesmo no meio da crise, conseguíssemos viver em grande entendimento, doçura e caridade. ..."

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Iconografia moderna e laica (15) : a conversão de S. Paulo

1. "(S. Paulo) fazia o percurso pela estrada de Damasco quando, de repente, uma luz vinda do Céu, o envolveu na sua claridade. Caíndo do cavalo, para a terra, ouviu então uma voz que lhe disse: "Saul, Saul porque me persegues?"
Actos dos Apóstolos, 9: 3.
2. " ...a retórica do ataque aos mercados internacionais e às agências de rating não resolve um único problema do país..."
Cavaco Silva, em Castro Verde, Novembro de 2010.
3. "...as agências de rating são uma ameaça à estabilidade da economia europeia. ..."
Cavaco Silva, em 8 de Julho de 2011.

P.S.: com a devida vénia a Rui Tavares, e ao jornal "Público".

Obsv. despropositada: só soube, há cerca de 15 anos, que a maior colónia de camaleões se situa na mata de Monte Gordo, e no Algarve, claro. Não resisto a dizer que gosto imenso de camaleões... Acho imensa graça aos seus lentos movimentos, embora com línguas extremamente rápidas para apanhar insectos.

terça-feira, 7 de junho de 2011

Portugal dos pequeninos


Dos jornais: "Cavaco Silva condecora Manuela Ferreira Leite com a Grã-Cruz da Ordem de Cristo, no próximo 10 de Junho."
Pese embora a honestidade da estimada Senhora, o que é que ela fez de notável por Portugal? - pergunto-me eu. Já agora porque é que o nosso venerando PR não condecora o Fernando Nogueira que lhe herdou o reino do PSD, numa altura bem feia? ou Marques Mendes e Luís Filipe Menezes. E, por uma questão de isenção, condecorava também António Guterres e Ferro Rodrigues - era uma geralada à portuguesa. E o Santos e Castro, e o Carvalhas - era um gesto bonito...
Isto de nos conhecermos todos uns aos outros, este amiguismo que tresanda, por sermos um país pequeno (de mentalidade), custa-me sempre a engolir...Razão tinha o Jorge de Sena.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Os tiques gestuais dos políticos



Não tenho quaisquer dúvidas que os gestos físicos dos políticos, na maior parte dos casos, são estudados ao pormenor, premeditados e encenados para surtir um efeito mediático e, aparentemente, natural. Às vezes, servirão também para disfarçar uma contrariedade e melhor ocupar o espaço de um silêncio. Com certeza, quase toda a gente se lembrará do coçar das bochechas de Mário Soares ou do abrir dos olhos, bogalhudos, de Freitas do Amaral, e do posicionamento paralelo dos braços, em movimento oblíquo (de cima para baixo), de José Sócrates, ao discursar, em público - quando faz uma comunicação ao País, de S. Bento, é mais comedido.

Hoje à noite assisti, via tv, à comunicação do PR e ao 1º debate político, com vista às próximas eleições, entre Paulo Portas (CDS) e Jerónimo de Sousa (PCP), que foram ambos cordatos, inteligentes nos argumentos, e autênticos, creio. Da comunicação de Cavaco Silva, não tenho nada a dizer: foi igual a si mesmo. Disse o óbvio e previsível. E da sua gesticulação, que quase não existe, acho-a parecida com a dos manequins da Rua dos Douradores (ou será da Rua dos Fanqueiros, na Baixa lisboeta?), num dia de vento - apenas pequenas oscilações do corpo hirto.

Desta noite televisiva e política, apenas um facto novo. Na gesticulação de Paulo Portas apareceu, pela primeira vez (que eu desse por isso), a junção do dedo indicador com o dedo polegar (expressa no desenho que encima este poste), cuja patente pertence, do meu ponto de vista, a Santana Lopes que, ainda agora, mediaticamente, a usa com foros de originalidade. Pergunto-me: o que significará esta imitação descarada de Paulo Portas? O futuro o dirá. Sublinho também que o político do CDS abandonou, pelo menos hoje e no debate, o seu bordão repetitivo e já gasto, para chamar a atenção, do "Oiça!". Resta-me acrescentar que esta posição dos dedos, juntando o polegar ao indicador, tem um significado simbólico nas crenças ou mitologia indianas (andará por aqui mão de Narana Coissoró?). E por aqui me fico, hoje.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Tentativa de Golpe Palaciano


Por uma fuga de informação de que dois jornais diários, hoje, se fazem eco, terá havido uma frustrada tentativa de golpe palaciano na reunião do Conselho de Estado, de ontem. Assim, e segundo fonte não identificada, 3 Conselheiros de Estado teriam proposto e tentado convencer o PR Cavaco Silva a promover, perante a difícil situação económica e política, um Governo de Salvação Nacional de iniciativa presidencial. Evitando, deste modo, a realização de eleições cujo resultado se prevê muito duvidoso. Criar-se-ia, assim, a tão desejada credibilidade nacional e uma acalmia nos mercados internacionais.

Os três Conselheiros de Estado, não identificados na notícia referida, teriam até a lista de ministeriáveis, parte deles oriundos da própria Instituição, reunida, ontem, em Belém. Seria assim um Governo de Senadores respeitáveis e com provas de honestidade, competência e bom senso político, no seu passado. Um dos jornais, de hoje, traz parte da lista dos ministros desse Governo proposto. Segue:

Primeiro Ministro - Marcelo Rebelo de Sousa

Ministro da Administração Interna - Alberto João Jardim

Ministro dos Negócios Estrangeiros - Mário Soares

Ministro das Finanças - Medina Carreira

Ministro da Justiça - Pedro Santana Lopes

Ministro da Defesa - Ramalho Eanes

Ministro da Economia - Bagão Félix

Ministro dos Assuntos Parlamentares - Vasco Pulido Valente

Ministro da Saúde - Jorge Sampaio

Ministro da Segurança Social - Jerónimo de Sousa

Ministro das Obras Públicas - Passos Coelho

Ministro para a Religião e Minorias Étnicas - Francisco Louçã

Ministro da Cultura e Comunicação Social - Pinto de Balsemão

Ministra da Educação - Odete Santos

Ministro do Desporto e Artes Marciais - José Lello.

Ao que parece, a ideia e sugestão dos 3 Conselheiros de Estado colheu manifesto e vivo repúdio por parte do PR Cavaco Silva. Felizmente!

sábado, 18 de dezembro de 2010

Iconografia moderna e laica (9) : as negações de Pedro



"...Ora uma das servas que o viu, à luz da chama, e reconhecendo-lhe o rosto, disse: «Este também estava com Ele!» Mas ele negou, dizendo: «Mulher, eu não o conheço.» Lucas, 22, 56-57.

Dos jornais: "...Cavaco ocupou-se mais a justificar-se do que a responder a Clara de Sousa. E uma das questões em que mais se sentiu atacado foi na imagem de ser conivente com a aprovação de um «mau Orçamento»."

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Reflexões e memórias


Do ex-Presidente da República Mário Soares, lembro-me, entre muitas outras, frequentemente de uma frase: "...o direito à indignação". Do ex-Presidente Jorge Sampaio recordo pelo menos, o: "...há mais vida para além do défice!" Mas poderia citar mais algumas frases que têm, por detrás, ideias, reflexões próprias, originais da parte destes dois homens políticos.
Mas hoje, ao ler o jornal, e por associação, tentei lembrar-me de alguma frase do nosso actual Presidente, em exercício, e não consegui lembrar-me de nenhuma. Será que estou a perder a memória?
Ora, na crónica de hoje, de Rui Tavares, no "Público", encontrei matéria para reflexão. Que passo a partilhar e citar (com a devida vénia ao cronista e ao jornal referido):
"...Cavaco Silva não é, essencialmente, um pluralista. Sempre insistiu que duas pessoas confrontadas com os mesmos dados têm a mesma opinião. Isto significa que não entende por que têm os outros uma opinião diferente da dele; (...) Não haver cartazes na rua é um bom começo, principalmente quando se tem a TV e os jornais todos os dias assim: «Cavaco defende previsibilidade» «Presidente recomenda precaução», «Cavaco Silva condecora empresários». Ui, que profundo. ..."
Afinal, acho que não estou a perder a memória: não havia era nada para fixar...