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segunda-feira, 27 de janeiro de 2025

terça-feira, 31 de dezembro de 2024

Marcadores 33

 


Difícil foi escolher da gentil oferta, numerosa, aqueles que mais me agradavam. Um bem haja à ofertante! Com os melhores votos de Ano Novo.


quinta-feira, 19 de dezembro de 2024

Lembrete 75

 



Para quem goste de poesia. Ou considere, naturalmente, a obra de Alexandre O'Neill, daqui lembramos que o JL dedica 7 páginas do seu último número ao Poeta. Cujo centenário do nascimento se completa hoje.

sábado, 5 de outubro de 2024

Perguntas / Respostas

 

Hoje, faz-nos imensa falta o sentido desempoeirado e isento da crítica lúcida de tempos passados, ainda que por vezes excessivamente rigorosa e sujeita a pequenos erros de apreciação. A existir, poupava-nos a edição mediocre de tantos "escritores" sem o mínimo de qualidade, que se vão vendendo a leitores sem o mínimo de exigência e critério sério.
Em função do que disse atrás, atente-se nesta entrevista de Baptista Bastos ao poeta Alexandre O'Neill:

"... Baptista Bastos - Vejamos, agora: e que é um escritor menor?
Alexandre O'Neill - Nuno Bragança. E, já que estamos nos Nunos, o Nuno Júdice. E já que estamos nos enes, o Namora.
B. B. - Um bom escritor pode escrever um mau livro?
A. O. - Pode. Por exemplo, o Cardoso Pires, n' O Anjo Ancorado.
B. B. - E um mau escritor pode escrever um bom livro?
A. O. - Pode. Por exemplo, o Alves Redol escreveu o Barranco de Cegos, um bom livro.
..."

in O Homem em Ponto - Entrevistas (pg. 176).

quinta-feira, 26 de setembro de 2024

Decadência

 
Houve um tempo, no passado, em que várias instituições ou editoras eram uma garantia de qualidade de tudo aquilo que produziam ou publicavam. A Portugália, Sá da Costa, Assírio & Alvim, por exemplo, eram nomes de prestígio no universo editorial português. Os conselhos de leitura dessas empresas, o rigor da crítica e a exigência dos leitores a isso obrigavam também, evitando os equívocos e desmandos de hoje.
Custa-me por isso a perceber que a última das editoras referidas tenha publicado uma pretensa biografia de Alexandre O´Neill (registada num poste recente do Arpose) tão mal enjorcada e desarrumada.

quarta-feira, 25 de setembro de 2024

Últimas aquisições (54)

 


Não comprei o livro sobre a biografia de Alexandre O'Neill há muito ( foi editado em Abril de 2024 ) e comecei a lê-lo há pouco tempo ( vou na página 61 ). O que foi entusiasmo antecipado, durou pouco. Da leitura, colhi uma impressão de desarrumo e, embora carreie alguma informação pouco conhecida, o texto, em si,  parece-me confuso. Não  recomendo a obra, por isso.

terça-feira, 22 de agosto de 2023

Sinal dos tempos



Em vez do cristalino e singular cantar de galo, temos agora o rouco e antipático crocitar de múltiplas gaivotas, em volta dos contentores do lixo, para nos acordar de manhã.
Longe vai o tempo de Alexandre O'Neill (1924-1986) em que, poeticamente, uma dessas aves, hoje horrorosas, lhe "trazia o céu de Lisboa..."

quinta-feira, 11 de novembro de 2021

Do que fui lendo por aí... 46



De uma saborosa introdução: 

Mas acautelai-vos: o poeta é um distraído terrivelmente atento. A sua distracção é pura economia. Apostado em caçar o essencial, o poeta resvala de olhos vagos pelo que já viu e reviu. Ele sabe que até morrer nunca mais terá tempo. (...)

Alexandre O'Neill (1924-1986), in prefácio às Obras de Nicolau Tolentino (Estúdios Cor, 1968).

segunda-feira, 4 de outubro de 2021

Lembrete 85



A editora manifesta-se pela qualidade do que edita. Os dois livros saíram em Julho e Agosto deste ano, respectivamente. Quanto aos autores, creio que não vale a pena enaltecê-los. É certo que não iniciei ainda a leitura de nenhum dos volumes, mas sei que não irei ser defraudado ou desapontado...
E ainda que eu não aprecie o futebol, tal como ele é praticado hoje em dia, recomendo ambas as obras, em louvor da boa disposição.



segunda-feira, 13 de julho de 2020

Scanar O'Neill (1924-1986)



De Feira Cabisbaixa (1965), Ulisseia.

quinta-feira, 19 de março de 2020

E se falássemos de outras coisas?...


Com as restrições impostas às populações parece que a poluição geral está já a diminuir nalguns países.
Devo louvar a resiliência da minha tabacaria outrabandista que, embora reduzindo o seu  horário (só abre da parte da manhã), me permite comprar o meu jornal diário para me dedicar ao meu mais rotineiro exercício mental - o sudoku.
E, entretanto, desapareceram as gaivotas, na zona, esse bicho feio, alado e agressivo que já foi  agradável de se ver e poético (vide Alexandre O'Neill, Amália e A. Oulman). Encerrado, por tempo indeterminado, o restaurante-café outrabandista, que lhes atirava as sobras da comida, elas desampararam a loja.
O que o autismo nórdico não conseguiu, tem vindo a conseguir o contágio sínico - haja saúde.
(Nem tudo são desgraças, ó gentes, falai de outras coisas mais animosas! Puxai pela imaginação, ó bloguistas-donas-de-casa encarceradas na vossa obsessão!)

quinta-feira, 31 de janeiro de 2019

Se... um poema


Desde que haja algum talento, traquejo de ofício e sensibilidade, o célebre poema If, de Rudyard Kipling (1865-1936), pode ser acrescentado, de versos, interminavelmente, sem que se lhe altere, de forma significativa, o seu conteúdo original. Ou pode ser glosado até à exaustão, nas suas proposições condicionais e moralistas. Alexandre O'Neill (1924-1986) fê-lo, com humor e sucesso, em Feira Cabisbaixa (1965). Outro tanto se poderia dizer do soneto camoniano "Amor é um fogo que arde sem se ver..." que, por sua vez, também foi imitado (mal, quase sempre), embora de forma séria, por tantos poetas portugueses.
Há que desconfiar, sempre, da qualidade poética destas ladainhas encantatórias e destas verborreias irradiantes e repetitivas que pululam em todas as literaturas, e agradam a muita gente, pouco preparada. Talvez alguns dos poemas consigam atingir a bitola da  verdadeira poesia. Outros, que são a grande maioria, não.
Fica o aviso à navegação.

sexta-feira, 17 de agosto de 2018

Tiro no escuro...


Quando um bom poeta morre e dele sabemos que não virão mais poemas, só nos resta relê-lo ou ler sobre ele. Por isso, quando vi, na FNAC, a Colóquio, cuja temática principal era sobre Alexandre O'Neill (1924-1986), mesmo sem a folhear, agarrei no volume e, com um livro de W. G. Sebald (Campo Santo), dirigi-me à caixa, para os pagar.
E só não recomendo a Colóquio, por princípios enraízados,  devido ao facto de a não ter lido ainda. 

quarta-feira, 8 de agosto de 2018

Retratos (20)


A damisela (O´Neill dixit) postava-se à direita do blogue, de perfil, semi-sorridente e de óculos escuros, satisfeita de si. Escrevia elegantemente, com minúsculas depois dos pontos finais. Gostava  dos livros do mãezinha, do Cruz, e dos daquele rapaz que tem um piercing no sobrolho. O seu C. V.  abusava um pouco da psicologia positiva, de life changer, de life coaching, de workshop, de academia...
Se a lêssemos, uma beatitude espalhava-se pelo nosso dia, num optimismo vaporoso de rósea felicidade invencível.
As suas referências atestavam formação jurídica, mas que pouco teria praticado, para criar a sua academia, onde administrava cursos de bem-estar na vida. Pagos, claro. Numa entrevista, muito publicitada, insistia na ideia de descomplicar (?) os dias e reafirmava que gostava de buganvílias e de mirtilos, ao brunch.
Mais tarde e por acaso, e depois de lhe ter fixado o rosto, vim a vê-la de corpo inteiro - era francamente obesa, apesar dos mirtilos.

segunda-feira, 17 de julho de 2017

À espera de Godot...


... com perfume parisiense e leitura britânica, em Lisboa remanchada (para citar O'Neill).


para ms, em retorno e ritornello, afectuoso.

sexta-feira, 2 de junho de 2017

A lira consumida


Faleceu ontem o poeta Armando da Silva Carvalho (1938-2017).
Li-lhe alguns dos seus primeiros livros, com gosto e proveito. Mas, depois e com o andar dos anos, comecei a situá-lo entre Mendes de Carvalho (hoje, completamente esquecido) e Alexandre O'Neill, pela feroz claridade das suas sátiras aciduladas. E, aí, eu preferia, sem dúvida, a mordacidade criativa de O'Neill, onde sobrenadavam quase sempre alguns pequenos filamentos de ternura.
Mas aqui deixo estas palavras de leitor antigo, pelo seu desaparecimento.

sábado, 18 de março de 2017

Pot-pourri sobre as coisas e o seu tempo


Os autores são inevitavelmente, e como diria La Palice, do seu tempo. As suas obras marcam um gosto, uma necessidade, atavios de moda, preocupações que andam no ar. E, a maior parte das vezes, ficam marcadas, pelos tiques dessa época. Sobrevivem os clássicos, em suma, desta quantidade inúmera que se publica e vai sendo lida, descricionariamente (tijolos ou não), pelos transportes públicos, em substituição do antigo crochet, que se fazia, ou da renda (Talvez mais úteis, quem sabe?...). Isto quanto a senhoras, que alguns cavalheiros, normalmente, iam lendo o seu jornal, até chegar ao emprego.
O livro, com cuja capa (de Manuel Rosa) abri este poste, é talvez a obra de Cesariny mais próxima do temperamente lúdico dos livros de O'Neill (Mais coerentes no seu todo, é certo.), embora muito mais anos cinquenta. E, do meu ponto de vista, não é das melhores do autor-pintor surrealista. Prefiro, de longe, a sua Pena Capital (Contraponto, 1957), mais coesa e séria, tanto quanto pode ser uma obra surrealista dessa época. Às vezes, até penso, malevolamente, que Cesariny fez a opção certa. Bem vistas as coisas, a poesia não dá para viver, mas a pintura, até pela falta de sentido crítico luso, compensa, muitas vezes.

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Do cancioneiro tradicional espanhol (5)


A desconversa e o absurdo não são único apanágio da poesia oriunda dos altos expoentes culturais (Prévert, O'Neill, Ionesco, surrealismo...). Ora atente-se nestas 2 quadras traduzidas do Cancioneiro tradicional Castelhano, em apoio do que disse:

1.
Chega-te a essa vergonha
cara de pouca janela,
e dá-me um copo de sede
que venho morto por água.

2.
Um cão caiu a um poço,
outro cão o tirou dele,
só para dar a entender
que os sonhos sonhos são.

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Memória (112)


Por um acaso aparente, o nome de Mário Cesariny de Vasconcelos, nos últimos dois dias, cruzou-se várias vezes comigo. Inicialmente, e num Blogue amigo, em comentário, citei dele um pequeno poema. Depois, à noite, zapeando na TV, apanhei o falecido realizador Fernando Lopes, num programa antigo, a chamar-lhe Mago. Finalmente ontem, num jornal, vinha a notícia de que a Câmara de Lisboa lhe iria disponibilizar um jazigo individual, no Cemitério dos Prazeres. Lembro que ele tinha sido sepultado, anteriormente, no Talhão dos Artistas.
Há reconhecimentos que chegam tarde à nossa vida. Dei por Turner na meia idade, quando, por exemplo, comecei a gostar da obra de Soutine, na adolescência. Quanto a poetas, e surrealistas, sempre privilegiei mais, e desde cedo, Alexandre O'Neill, que tinha uma irreverência mais viva e criativa. Depois, não levei muito a bem que Cesariny tivesse trocado a poesia pela pintura (necessidades?) que, aliás, nunca me despertou grande interesse. Mas aqueles dedos trémulos, segurando o eterno cigarro, em dois leilões de livros, em que lhe fiquei ao pé, comoveram-me...
E, estando tão esquecido, há que lembrar que era um bom poeta.