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terça-feira, 5 de outubro de 2021

Da República



 "... A diferença entre uma aristocracia e uma democracia é que numa aristocracia os governantes são uma classe, especialista pelos hábitos e tradições e aprendizagem de governo, como os sapateiros, os alfarrabistas e outros artistas no seu ramo; ao passo que numa democracia os governantes são, não uma classe, mas uma acumulação de indivíduos. ..."

Fernando Pessoa (1888-1935), in Da República (Ática, 1979), página 152.


(Teoria altamente discutível, porventura...)

quinta-feira, 5 de outubro de 2017

Uma preciosidade...

... que, 107 anos depois, ainda vai funcionando...

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

3 pontos de vista, a propósito da comemoração da República


1. "Se a República não for mais do que a continuação da Monarquia sob outro nome, a Monarquia menos o Monarca; se representar as mesmas tradições administrativas e financeiras; as mesmas influências militares e bancárias; se fizer causa comum com a agiotagem capitalista contra o povo trabalhador; se não for mais do que uma oligarquia burguesa e uma nova consagração dos privilégios pelos privilegiados - em tal caso diremos que nos é cordialmente antipática essa pretendida república de antropófagos convertidos."
Antero de Quental, in A República e o Socialismo.

2. "O movimento do 5 de Outubro, na sua intenção, não nos seus resultados, foi feito contra o tipo de governantes que havia estado no poder. Continuar a obra da República é, antes de mais nada, realizar a intenção, não direi que levou os revolucionários a combater, mas que pôs a boa vontade e o aplauso da nação inteira por trás dos revolucionários. (...) ...Republicana, porque a Monarquia, sendo o sistema concentrador de tudo quanto nos atrasou e fez decair, tem de ser mantido fora do poder, de mais a mais, estando ainda seguindo a mesma orientação no exílio, tendo ainda os mesmos vultos que a comprometeram, não tendo ainda mostrado o menor arrependimento pelos defeitos e erros que a afundaram."
Fernando Pessoa, in Da República (1910-1935).

3. A eternização no poder, ao seu grau supremo, de uma família, por meras razões de sangue e passado, não resiste, como ideal ( mesmo respeitando os contos de fadas), a uma análise serena e racional de contraditório. Deixar ao acaso biológico a obrigação de uma continuidade de sucessão humana, no poder, sempre me pareceu contranatura e levar a situações caricatas, quando não, trágicas, na condução, ou mesmo apenas de representação de um Povo ou de uma Nação. Bastaria lembrar, por exemplo e para o efeito, as loucuras de Jorge III, na Grã-Bretanha, ou de D. Maria I, em Portugal. Fiquemos por aqui...

domingo, 5 de outubro de 2014

Corrigir o tiro


Não deixa de ser curioso constatar que nenhum português republicano, à partida, se exima de celebrar o 1º de Dezembro, ou relembre sem alegria, historicamente, essa data nossa e colectiva de restauração.
Em contrapartida, é também verdade que alguns (poucos, é certo) portugueses vejam este dia de 5 de Outubro, com grande irritação ou procurem transformá-lo numa outra data, muito menos importante, alternativa.
Claro que há muitas formas de democracia...

República


É uma das mais emblemáticas fotografias da implantação da República Portuguesa: da varanda da Câmara de Lisboa, José Relvas , na manhã de 5 de Outubro de 1910, anuncia ao povo a instauração da República. Que hoje se comemora.

sábado, 5 de outubro de 2013

Reflexões lineares do comum da terra


Diz o simples:
entre a sina maléfica ou determinismo ontológico de estarmos subordinados, pelos séculos além, a uma casta ou família cuja degenerescência se vai acentuando pelo descair do lábio inferior, entre outros sintomas,
e
a possibilidade de ir escolhendo, ciclicamente, novos chefes mesmo que, entre eles, possam aparecer alguns tolos, ou virem a revelar-se alguns silvas, mas que podem vir a ser amovidos, no próximo ciclo eleitoral -
Viva a República!

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

O incrível acontece


Hoje, cerca das 09h45, na varanda da Câmara Municipal de Lisboa, a Bandeira Nacional Portuguesa, foi hasteada ao contrário, pela mão de Cavaco Silva, ajudado por António Costa. Viu-se perfeitamente, na RTP 1. Que "isto" andava muito mal, sabia eu, que os valores andavam às avessas, é que não...
Valha-me deus!...