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quinta-feira, 3 de outubro de 2019

Mais uma capa memorável


Uma questão de pêlos, peles ou pelas?
O último TLS (nº 6078) dedica 7 páginas ao tema. Valerá mesmo a pena?
E, já agora, qual será o sexo dos anjos?


segunda-feira, 15 de abril de 2019

Uma questão de género?


A questão não é metafísica e nem terá grande importância, afinal.
Conheço razoavelmente a obra de Simone de Beauvoir (1908-1986), menos, a de Sartre (1905-1980). O mesmo poderei dizer das suas biografias, que se entrelaçam. É sabido que ambos tiveram uma vida amorosa e sexual diversificada, plural, livre e heterodoxa, ainda que dupla, temporariamente, mantendo no entanto constante uma ligação entre si.
A pergunta que me faço é pela diferença do que sei. Não consigo dizer sequer um nome das ligações amorosas de Sartre, embora saiba que teve várias, uma delas até proposta por Simone, numa espécie de ménage à trois. Ao contrário, se me perguntarem o nome de algum dos amantes de Simone de Beauvoir, de imediato me ocorrem logo três apelidos: Bost, Algren, Lanzman.
Pergunto-me a razão do facto e da diferença, embora me ocorram algumas hipóteses possíveis. Não muito satisfatórias, porém, do meu ponto de vista.

sábado, 21 de maio de 2016

Géneros(amente)


A estreia, este ano, deu-se há dias, perto de Palmela, num despretencioso restaurante à beira da estrada. Não eram ainda excelentes, mas comiam-se bem, as sardinhas. E tenho que agradecer a duas delas porque, femininas, tinham mílharas (ou ovas). Por circunstância de sexo, certamente, os restantes peixes não as tinham. Deviam ser sardinhos.
A propósito, e para acompanhar, veio, fresco, um monocasta Fernão Pires, masculino portanto, e das Terras do Sado. Mas sosseguem os ardentes prosélitos e as prosélitas defensoras do género, porque há em Portugal um criterioso equilíbrio. Esta casta, na Bairrada, tem outro nome - Maria Gomes. E fica, assim, tudo nos conformes.
Por igual, distribuído.

domingo, 19 de maio de 2013

What's in a name?


É notório que a língua inglesa é mais sucinta do que a portuguesa. E, em leituras, por vezes torna-se difícil a própria distinção dos géneros. Vem isto a propósito de um artigo do TLS sobre um livro de J. Lepore que, a princípio, considerei como sendo do sexo masculino. Só no quarto parágrafo, a utilização de she me fez ver que se tratava de uma senhora - Jill Lepore, historiadora.
E lembrei-me que, em tempos de remota juventude e por razões filatélicas, troquei correspondência com a Nova Zelândia. Mais concretamente, com alguém que dava pelo nome de L. Jorgensen, a quem eu principiei a tratar por Senhor. Na terceira carta fui esclarecido que se tratava de Mrs. L. Jorgensen. E que, portanto, se tratava de uma senhora.