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terça-feira, 30 de maio de 2017

A propósito de Edvard Munch


Curador de uma recente exposição (Mot Skogen = Em direcção à Floresta) da obra de Edvard Munch (1863-1944) - no seu Museu de Oslo -, do escritor norueguês Karl Ove Knausgaard (1968), especializado em História de Arte, apraz-me citar algumas palavras suas, muito perspicazes, e que talvez mereçam uma reflexão:

"Todos temos, mais ou menos, uma vida interior caótica, todos temos pensamentos que nunca expressamos, sentimentos que não gostamos de ter, sonhos proibidos e desejos sem esperança, e estamos cheios de memórias, que existem sob várias formas e feitios, do vago e selvaticamente impressivo, até ao nitidamente lembrado. Todos temos mentiras que se foram transformando em verdades, e estamos repletos de equívocos, confusões, banalidades e defeitos... Mas raramente assumimos uma forma de os comunicar, como Munch fez. Porque os reservamos para nós mesmos."