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sábado, 24 de maio de 2025

Com ambição de máxima

 
A concisão e a discrição são virtudes maiores de maturidade atingida, embora nem todos o reconheçam ou cultivem, e possam demorar anos a adquirir, como princípio. Poupam aos mais velhos a paciência e o cansaço quotidianos. Porque a síntese e o equilíbrio são sempre um esforço de inteligência lógica, irreconhecível dos espalhafatosos e incontinentes, sempre abundantes por este nosso mundo vulgarmente irracional. A redundância, o excesso e a verborreia não deixam de ser epidemias contagiosas e de pouca utilidade.
Assim parece ser bastante difícil dizer apenas o essencial à vida.

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Em louvor da concisão


Torna-se um penoso sacrifício tentar acompanhar, por dever cívico e de cidadania, os desenvolvimentos, diálogos e diatribes da pré-campanha eleitoral para as legislativas. Os remoques de tasca, à altura dos diálogos em táxis, são constantes e pobretes. Porque, no meio dos ecos sucessivos, raramente sai uma questão essencial e nova, uma ideia original, uma causa por que valha a pena lutar.
A minha decisão já foi tomada, há meses, e, quando muito, apenas procuro robustecê-la ainda mais.
Um artista autêntico e válido terá, da sua passagem por este mundo, três ou quatro mensagens a deixar, que testemunhem a sua visão e integridade original e própria. Admito que, se for um génio, possa deixar um pouco mais, mas não muito. É por isso que penso que o estimado poeta Ramos Rosa teria ganho em não ter sido tão perdulário...
Quanto à arte da política, como em Portugal e na Europa não vislumbro nenhuma luminária genial, era tão bom que eles (políticos) falassem menos (já nos bastam os comentadores barrocos)! Cultivando uma usura prudente e uma concisão que nos poupasse os ouvidos saturados e fartos de tanto lugar comum.