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quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

Saber esperar

 

Ao longo da minha vida, comprei alguns livros a preços excessivos, por vezes. Isso deveu-se à urgência de eu ter determinada obra à mão, para estudo, ou à passagem de alguma data comemorativa referente ao autor, que encarecia o produto, temporariamente. Em finais do século XX, as Obras de Sá de Miranda, na sua primeira edição (1595) atingiram um pico bastante alto de preço pela passagem do 4º centenário da sua impressão por Manuel de Lyra, em Lisboa.
Outro exemplo notório de procura e alta de preço deu-se com a Mensagem (1934), de Fernando Pessoa, cuja edição terá sido de 600 exemplares,  de que damos a evolução de valores, ao longo do tempo, e que muito recentemente tinha, na leiloeira ANNO QUARTO, uma estimativa de venda de 2.000 euros. Pois os mais recentes exemplares, saíram assim:

- Leiloeira de Serralves 2011 : 2.500 euros.
- Livraria Castro & Silva : 10.000 euros.
- Bestnet : 4.800 euros.
- José Vicente Leilões, 2019 : 27.850 euros (edição escrita à máquina, com dedicatória manuscrita do poeta para a  irmã).

As variações de preços acabam por ser difíceis de explicar...

sexta-feira, 11 de julho de 2025

Fernando Guimarães (1928-2025)

 

Decano dos grandes poetas portugueses, ainda vivo, e portuense, calou-se ontem para sempre a sua voz singular. Ensaísta arguto e crítico também de poesia, além de tradutor de qualidade, com extensa obra.



Por outro lado, pertencia por direito próprio àquele grupo raro de poetas portugueses pensantes que engloba Sá de Miranda, F. Manuel de Melo e Jorge de Sena, entre os mais destacados.
Citémo-lo, a propósito:

A morte está cansada e assim encontra
no teu corpo a nudez, lugar de outro repouso.

quarta-feira, 23 de abril de 2025

A propósito de Sá de Miranda

 


Numa recente lista de novidades, o livreiro-alfarrabista Luis Gomes anuncia, no seu lote 26814, a venda de uma edição de As Obras do Doutor Francisco de SAA..., impressa em Lisboa, no ano de 1677, à custa de Antonio Leite. Esta impressão de As Obras é referida como sendo a quarta, embora o especialista e investigador Pina Martins a considere como a quinta, nesta sequência cronológica: 1595, 1614, 1632, 1651, 1677.
Rectificação que considero oportuna neste que é considerado o Dia Mundial do Livro.

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2024

Bibliofilia 210


Creio que nunca comprei um livro com a intenção de que se viesse a valorizar, muito embora tivesse reservado, em livrarias de proximidade, antecipadamente, algumas das últimas obras de Herberto Helder, por causa da especulação que se fazia à volta dos seus títulos, sobretudo por parte de alguns livreiros e alfarrabistas mais oportunistas. 



O livro mais caro que paguei (em leilão) foi A Diana, de Jorge de Montemor (1520?-1561), impressa, em Lisboa, por Pedro Craesbeek, no ano de 1624. O exemplar foi adquirido numa almoeda de José Manuel Rodrigues, em Abril de 1998. 



Em valor, o meu segundo livro mais caro terá sido uma edição de 1614 de As Obras..., de Sá de Miranda, e que, provavelmente, teria pertencido ao bibliófilo e estudioso, professor universitário, J. V. Pina Martins. O livro foi-me atribuído, em leilão dos Silva's/ Pedro Azevedo, no ano de 1993.



Em terceira posição, quanto ao preço de compra, situa-se um exemplar da edição original, impressa em Roma no ano de 1664, das Cartas Familiares... , de D. Francisco Manuel de Melo, adquirido a 15/5/1997, por Esc. 53.616$oo, no leilão nº 49 de José Manuel Rodrigues. É edição muito rara, embora a centésima carta da quinta centúria tenha sido fotocopiada. Os exemplares íntegros são escassos por rasura, no tempo, da Inquisição que, também frequentemente, rasgava as 5 páginas do texto dessa carta.

terça-feira, 4 de julho de 2023

Um folheto invulgar



Com 12 páginas apenas, este belo e não frequente folheto, de um dos meus poetas de referência e gosto, que me foi oferecido. Grato reconhecimento ao Amigo ofertante.



quarta-feira, 7 de dezembro de 2022

Bibliofilia 202



Recebi recentemente um catálogo de Natal de um livreiro alfarrabista de Lisboa, promovendo a venda de alguns livros interessantes. De uma forma geral apercebi-me que havia uma acentuada quebra de preços, muito embora, por outro lado, algumas obras mais procuradas e raras se tinham estabilizado ou até, nalguns poucos casos, subido de valor. No primeiro caso, estava a Antologia de Poesia Erótica e Satírica, na sua contrafacção do Rio de Janeiro, sem as ilustrações de Cruzeiro Seixas, que se vendia por 30 euros; ora a mais próxima venda anterior tinha alcançado os 68 euros, segundo os meus apontamentos. Da Artis, vinha proposta a venda, da colecção de as mais belas poesias trovadorescas, da écloga Crisfal, a 25 euros. Esta colecção é de grande qualidade estética, e foi editada durante parte dos anos 50/ 60.



As obras, de cada um dos autores, numeradas, tiveram orientação e escolha de José Régio, tendo sido ilustradas pelos melhores pintores portugueses da altura. Nomeadamente: João Abel Manta, Alice Jorge, Rogério Ribeiro, Júlio Pomar, Lima de Freitas...



Fui ver o que tinha: os números 7, 10 e 12. Respectivamente, de Sá de Miranda, Diogo Bernardes e Frei Agostinho da Cruz. Pois todos eles tinham sido comprados (em muito bom estado) por apenas 6 euros, cada um.

Ora, de 25 para 6 euros, de há uns anos atrás, sempre é uma diferença de tomo muito significativa.

segunda-feira, 2 de novembro de 2020

Livrinhos 29

 


Nos tempos áureos da sua nobre actividade, a Livraria Sá da Costa, particularmente na sua colecção de Clássicos, produzia, para além da edição normal, uma outra numerada e restrita de maior tamanho, especial em melhor papel e, por isso, mais cara. E ainda uma outra, em tudo semelhante à impressão original, mas em miniatura, e de pequeníssima tiragem.


Estes dois volumes que tenho, das Obras Completas de Sá de Miranda, possuem encadernação do editor , em pele, e, se não fossem os sinais assassinos dos bibliófagos sobre as capas, estariam perfeitos; mas o miolo está impecável. A impressão é de 1944.