Nesta baforada de quentura árida que, mesmo em casa, entra pelas janelas e varandas, não posso deixar de me lembrar da Toada de Portalegre, de José Régio:
"...(Lá vem o vento suão
Que enche o sono de pavores,
Faz febre, esfarela os ossos,
Dói nos peitos sufocados..."
Mas, a ler o poema todo prefiro, sem dúvida, ouvir esta transcrição para harpa, da Mondschein Sonate, de Beethoven, interpretada, suavemente, por Catrin Finch.