Mostrar mensagens com a etiqueta Catherine Deneuve. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Catherine Deneuve. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 28 de setembro de 2018

Blasfémias


À falta de melhor, vamo-nos entretendo com as telenovelas marcanas que inundam os blogues e as redes sociais desmioladas e nacionais. Repisam, remoem, simulam escandalizar-se, e os comentários vão no mesmo sentido indigente aprovador e ofendido, hipócrita.
Mark Felt (1913-2008), o garganta funda do Watergate, não resistiu, 4 anos antes de morrer, a revelar que tinha sido ele o informador. Remorso ou tentativa de passar por herói? Francamente, não sei, mas inclino-me mais para a segunda hipótese. Como aqueles velhinhos que se perdem a falar de conquistas passadas e de aventuras que já não podem repetir...
Um pouco da mesma forma com que as e os mitús vem contar, publicamente, 30 ou 40 anos passados, os abusos de que foram vítimas. Se não tiveram coragem, na altura, porquê este exibicionismo de agora? Serôdio, no mínimo, para não dizer: hipócrita.
Corajosa, quanto a mim, foi Catherine Deneuve (1943) que, ao contrário da corrente, foi capaz de denunciar, publicamente esta hipocrisia chunga dos politicamente correctos, que pagam ou se vendem por cinco minutos de fama, ressuscitando o passado ou apoiando causas mortas.