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sexta-feira, 15 de julho de 2016

2 pontos de ordem à mesa, ou o mau perder dos "estadistas" medíocres europeus


Já não me surpreendem, mas irritam-me as bocas foleiras de alguns estadistas europeus sobre a política portuguesa. Como se fossem eles os patrões desta nossa terrinha. Ele são os boeres, os suabos, os gauleses e, agora, até um espanholito das Finanças se dignou mimosear-nos com uns dichotes pacóvios. Porque será que eles não tratam mas é de arrumar a casa e resolver, sim, os problemas deles?
Mas, ontem, fiquei estupefacto com as declarações agressivas de três ou quatro luminárias políticas (alemãs e francesas, principalmente) sobre o novo governo inglês constituído por Theresa May. Boris Johnson foi o bombo da festa. O Ministro dos Negócios Estrangeiros francês até lhe chamou mentiroso, perante as câmeras da televisão gaulesa. E o banalíssimo Hollande também mandou bocas. Já não há decoro, nem maneiras!
É esta a classe lumpen que governa a Europa. Deus nos acuda!

terça-feira, 12 de julho de 2016

(des)Colagem política


Não gosto de propagandear azémolas e vendidos, no Blogue, por isso raramente os faço representar em imagem. Como dizia o Namora, a publicidade, ainda que negativa, ajuda...
Este Bloem (significará flor, em neerlandês? Se é, não é tulipa, nem que se cheire...) Di(j)sse e tem dito várias coisas desagradáveis e autoritárias sobre Portugal. Nem sequer são inteligentes e, por isso, não as suporto.
Gelificado de cabeça, bastardo do ganancioso Blair e pau mandado do aleijadinho germânico, este boer anquilosado e cavernícola apenas ambiciona uma reforma dourada como o bovino luso-barrosão.
Deus, se existe, que não lha conceda!


domingo, 10 de julho de 2016

França - Portugal


Não me é indiferente a final, em Paris, da selecção de futebol de Portugal contra a França.
Mas sei também que, seja qual for o resultado, nada se alterará na minha vida. Nem na de milhões de portugueses, cá dentro ou lá fora. Talvez apenas os portugueses, que vivem em França, ganhem alguma maior auto-estima e se sintam fortalecidos nas suas capacidades, no seu país de adopção ou necessidade.
Mas os tiranetes da CEE continuarão a incomodar-nos e a tentar humilhar-nos, fazendo chantagem psicológica, financeira e económica, como se nada se tivesse passado. E vai passar, realmente?
Acima de tudo, não sou pela emoção fácil, nem pelos triunfalismos vaporosos. Além disso, sei também que as televisões e os jornais, à falta de melhor assunto, me vão xingar o juízo, com o tema, durante dias e dias...
Por isso não estou optimista com as perspectivas.
Há que lembrar, neste caso, o poeta Alexandre O'Neill: ...Acaso o nosso destino, tac!, vai mudar?

sábado, 25 de junho de 2016

O romance da coxinha


Estes avisos funestos que, agora, aparecem nos maços de tabaco, fazem-me lembrar as novelas Tide radiofónicas dos anos 50/60 portugueses. Pela sua iconografia quitche, paupérrima de imaginação, pueril, emocionalmente primária, que foi gerada pelos apparatchik da CEE, e por eles imposta que constassem nas embalagens de cigarros europeus. Bem fizeram os britânicos em querer sair deste navio de tolos, que mete água por todos os lados...
Quanto à vertente imagem piedosa, que encima o poste, gostei que tivessem ressuscitado a saudosa Lady Di, travestida de mãe inconsolável. Mas, por outro lado, fiquei desconfiado. E muito! Não será isto uma forma ardilosa e uma alternativa encapotada para publicitar a interrupção voluntária da gravidez? Ora, cuidem-se!...

quinta-feira, 23 de junho de 2016

Esboço premonitório ou projecto em jeito de fábula


Era no tempo em que tudo parecia poder vir a acontecer. E ainda não havia a CEE...
Sentado frente à janela da sala de jantar, eu via as metamorfoses vertiginosas das nuvens. Porque elas têm, em si, uma capacidade de sugestão e engano infinitos. E são como um pintor que desenha, mas nunca está satisfeito com o que faz. E vai apagando.
Devia ser Junho. Um Junho não muito definido, que ameaçasse chuva ou trovoadas. E, nessa altura, eu gostava muito de Geografia: aqueles mapas coloridos dos países, os riscos a negro dos rios, o castanho macio das montanhas. A princípio, nas nuvens em frente, começaram a aparecer-me os contornos nítidos da Grã-Bretanha; mas logo, e pouco depois, desenharam-se os limites mais pequenos da ilha de Chipre. Cinco minutos após, as nuvens eram apenas um ponto, como se fora, ao Sul de Espanha, o minúsculo protectorado de Gibraltar.
Que se desvaneceu da minha visão, como por encanto quase de imediato, e eu voltei, de novo, à realidade. E pensei que devia ter ido chover para outro lado...

quarta-feira, 23 de março de 2011

O hara-kiri lusitano


Começa hoje. Dos nossos magníficos 7 samurais (6 partidos e um PR limitado, nos seus horizontes cerebrais). Afora os 3 "treinadores de bancada", obsoletos e perfeitamente inúteis para a democracia: PCP e BE, mais os Verdes parasitas e gritantes, restam mais 3. O PS que, canhestro, deu um tiro no pé, antes de o obrigarem ao hara-kiri. O CDS que está sempre pronto para usar o táxi dos 4 deputados - oxalá, nas próximas eleições antecipadas. E, finalmente, o inefável PSD, com o seu coelhinho tirado da cartola da JSD, directamente. Com boa voz, contudo, e muito bem colocada.
Leia-se o artigo de Teresa de Sousa - com quem mais uma vez estou de acordo - no "Público" de hoje, e que começa por imaginar "os donos da Europa" a dizer: "Mas aquela gente é louca. Nós, aqui, a fazer um esforço tremendo para encontrar uma solução que vá de encontro daquilo que eles precisam e eles dão um tiro na cabeça. ...", para completar o raciocínio do bom senso.
Não posso, no entanto, esquecer aquela frase do coelhinho PSD quando lhe perguntaram sobre o futuro de Portugal e ele respondeu: "...uma coligação alargada...". Ou não sabe fazer contas (PSD+CDS, são só 2), ou então é genial (Rui Rio+António Costa+ o "Independente" Portas - mas não creio que Passos Coelho queira, humildemente, ficar de fora...). Estrabão é que a sabia toda, sobre os lusitanos... Quanto ao presente PR, é meramente irrelevante e decorativo. Mas, se calhar o Barroso que faz anos hoje, e que se perfila à sucessão do Cavaco, deve ter dito ao Coelho: "Força!, arruma com eles, de uma vez por todas! Porreiro, pá!"; e lá voltou, esfregando as mãos, ao seu gabinete da Presidência irrelevante da CEE, todo contentinho de si.