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domingo, 9 de fevereiro de 2025

Da leitura 60

 

É o jornalista de Le Monde, Harry Bellet (1980) que o refere, e eu traduzo: "Último dos simbolistas ou no grupo dos primeiros pintores abstractos, quem era Piet Mondrian (1872-1944)? Ele detestava a cor verde porque lhe lembrava demasiado a natureza, mas pintava árvores como ninguém, e flores durante quase toda a sua vida, cuja venda lhe assegurava a sua subsistência. Era aparentemente austero, mas também um excelente dançarino e amador de jazz...".
Ao inverso, lá diz o provérbio: "Se não fossem os gostos, que seria do amarelo." Na verdade, podemos procurar em vão, na obra do holandês Mondrian, alguma árvore em que o verde surja, mas não encontramos nunca essa cor. Achamos o cinzemto, aparece o vermelho, mas verde é que não há...



quinta-feira, 28 de outubro de 2021

Azulmente

 



segunda-feira, 26 de agosto de 2019

Osmose 108


A contemplação do movimento sempre me descansou e atraiu o olhar. É por isso que gosto de ver o mar ou observar a deslocação das nuvens no azul. E me cansa o percurso prolongado do verde, ao longo de uma floresta densa e sem vento. É evidente que tenho de levar em conta, objectivamente, a forma de como reajo às cores.
Ontem, por volta das 19h00, o céu e as nuvens apresentavam-se assim (fotografia acima), no meu horizonte da varanda a leste, em tom quase lilás. Cerca das 20h30, ao sumir-se a luz, as nuvens estavam já brancas e eram suavemente, arrastadas pelo vento para norte. Trovejou depois por três vezes e choveu. E o céu, com a lua minguante, estava de novo límpido, cerca da meia-noite.
Que me venha alguém explicar a Natureza e decifrar a razão mais íntima das nuvens. Agradeço.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

De algumas cores, usadas por Max Jacob (1876-1944)


Dizia Maurice Vlaminck (1876-1958) do uso de cores, por parte de Max Jacob:
"Ele coloria pequenos esquissos com cores como aquelas que os miudos costumam comprar na papelaria do bairro. Para estes pequenos trabalhos, ele usava um pouco de tinta da China, o azul, o rosa, e cinza de cigarro diluida, no fundo da sua chávena, num resto de café."

segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

Citações CCCVI


Toda a alegria de dirigir os jogos e as lutas das sete cores do prisma será semelhante à de um músico multiplicando as sete notas musicais, com o objectivo de produzir a melodia.

Paul Signac (1863-1935).
...

O efeito deixado sobre a retina por um vermelho, bruscamente afastado, depois de uma longa exposição, não é o vermelho mas o verde. E se o olhar se expuser longamente ao verde, o efeito deixado por  estas mesmas condições será a emergência do vermelho. A mesma feitiçaria preside à alternância do amarelo e do violeta, do azul e do alaranjado. Cada um pode constatar empiricamente, e desta maneira, a lei das complementaridades e a existência de três pares de cores.

Paul Klee (1879-1940). 

quarta-feira, 20 de maio de 2015

Osmose (53)


Fértil que tem sido, este mês, o vento agita profundamente as copas das árvores, pela manhã.
Do interior da casa, através da janela, é por aí que lhe reconheço a existência. Invisível, o movimento que provoca denuncia a sua passagem. Mas como poderia eu descrevê-lo, por palavras e gestos, a quem, de todo, o desconhecesse?
Talvez da mesma maneira como se ensinam as cores a uma criança. Porque as palavras que as identificam são, apesar de tudo, redundantes e arbitrárias. As suas existências, raramente, as justificam, objectivamente. Essas, sim, são meras invenções humanas para chamar nomes às coisas.

quarta-feira, 4 de março de 2015

Idiotismos 29


Os anos que eu levei até saber que o curioso toponímico Marateca (concelho de Palmela) poderia ter-se originada na simples expressão: Mar até cá...
Das cores dos cavalos, entre outras, conhecia eu, baio (crina e rabo pretos), de cor isabel (entre o branco e o amarelo). Mas quando dei pelo poema de Alberti, cantado por Ibañez (poste de 1/3/2015), estranhei o verso: "/Galopa, caballo cuatralvo/". Esclareci a dúvida num competente dicionário espanhol. Um cavalo assim, teria as quatro patas em pelagem branca. Quanto ao termo português (Quatralvo, que eu não conhecia) os 2 dicionaristas, que eu consultei, não coincidem inteiramente. Se Houaiss regista como cavalo com pintas brancas nas quatro patas, já Moraes refere: "diz-se do cavalo malhado de branco até aos joelhos". A Coudelaria de Alter, talvez melhor que os dicionaristas, pudesse resolver com rigor esta questão... 

segunda-feira, 17 de março de 2014

Cores


Ao que dizem alguns estudiosos, na pintura italiana do Renascimento predominavam as cores suaves, mais claras ou esbatidas do que aquelas que alguns restauros, posteriores, vieram a acentuar para a modernidade. Por outro lado, e ao que parece, nas obras escritas da Antiguidade clássica, o azul não era usado para caracterizar o céu. E será que o azul existiria, como cor e palavra, nessa época? Homero refere, sim, a "aurora dos dedos róseos".
O branco sempre foi considerado. E adquire preponderância em pessoas tão distintas e distantes como Mussolini e Le Corbusier, que, este último, nas suas obras de arquitectura sempre privilegiou. O ditador italiano gostava também do ocre e dos castanhos que, de alguma forma, simbolizavam a terra, a cor da terra.
E que dizer do branco das casas algarvias ou alentejanas, a que o azul está, normalmente, associado? Razões, talvez, da forte luminosidade solar, porque caminhando para norte de Portugal, já as cores se vão diversificando mais, apesar do granito. Sendo que o preto raramente é usado na pintura das casas. Negro que, embora nos vestidos, acaba por dar um aspecto de distinção ou, até, de isolamento - viuvez.
Para não falar da neutralidade activa do cinzento-farda: dos meninos de Jeová, que se distinguem à légua; do cinzento-claro monótono e bancário, do austero gris-gestor formatado...

sábado, 19 de janeiro de 2013

Ver


"A história das artes plásticas, sobretudo nas suas relações iniciais e recentes com a escrita, mostra bem que a percepção sensorial e o pensamento simbólico nunca existiram separados. As estruturas da percepção organizam-se de acordo com actividades, hábitos e valores sociais: a discriminação de tonalidades de branco pelo esquimó e de tonalidades pardacentas pelos povos pastores subtropicais atinge uma acuidade que escapa a todos os nossos olhos; a simples percepção das cores insere-se em quadros valorativos e ideológicos. Ver, humanamente, é já idear. O mero aprendizado da fala dota uma criança com a mais complexa instrumentação simbólica até hoje criada. Portanto o uso de diagramas e símbolos matemáticos não vem instaurar o pensamento simbólico: vem despegá-lo do espírito das crianças, na altura que já é oportuno que elas vejam as palavras, as frases, os textos, como coisas de uma até então despercebida categoria: coisas com que, mentalmente, se agarram as outras coisas mais óbvias. ..."

Óscar Lopes (1917), in Gramática simbólica do português (Lisboa, 1972).

quinta-feira, 26 de maio de 2011

As cores, o daltonismo e a filatelia


Para quem, como eu, "sofre" de um ligeiro daltonismo (1/10) que dificulta a identificação rigorosa das cores malva, lilás, violeta claro e outras intermédias, estes catálogos cromáticos são duplamente úteis. Mais ainda porque, filatelicamente, cada país dá um nome específico, e à sua maneira, a alguns tons ou variedades de cor dos selos postais, sobretudo clássicos. Por exemplo, o "prussian blue" dos ingleses que difere, quase imperceptivelmente ( pelo menos para mim), do "Preussisch blau" dos selos da Alemanha. Daí a importância e necessidade, para identificarmos a variedade de tom de uma peça filatélica, de compararmos, lado a lado, o exemplar em causa e a cor do mostruário cromático. Um dos catálogos, em imagem, é uma edição da empresa filatélica Stanley Gibbons (inglesa), o alemão é editado pela firma Michel, de Munique.