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segunda-feira, 9 de julho de 2018

Atendendo aos tempos que correm...


...Si la presse n'existait pas, il faudrait ne pas l'inventer.

Se a imprensa não existisse, seria preciso não a inventar. 

Honoré de Balzac (1799-1850), in Les Journalistes.

domingo, 8 de julho de 2018

Morte assistida


Nunca morri de amores pelo DN. Acomodatício aos regimes e conservador com o poder, teve, no entanto, alguns bons jornalistas. E, nos anos 60, a sua página literária semanal dirigida por Natércia Freire, revelava alguma qualidade, apesar de muito encostada à Direita e às academias dominantes...
Mas não foi sem alguma melancolia que tive notícia da sua desaparição como diário, para surgir apenas semanalmente, ao Domingo. Pacheco Pereira prognosticou-lhe a morte anunciada, com uma prévia e prolongada agonia - previsão que subscrevo também, pelos indícios.
Resolvi, no entanto, dar uma última oportunidade ao velho(-novo) DN, e hoje comprei-o na banca. O jornal é enorme e incómodo de ler, pelo tamanho. Custa 3 euros e traz uma revista (Evasões), mas muito fracotinha. Vários colaboradores e cronistas, de que se aproveitam, na minha modesta opinião, apenas os artigos de Ferreira Fernandes, Soromenho Marques e Fernanda Câncio. E uma entrevista a José Gil, interessante. O resto, é banalérrimo.
De surpresa, apenas a reprodução, em separado, de um cartoon de Stuart Carvalhais, que aproveitei para imagem deste poste. Mas, como era também gigantesco, usei apenas cerca de 1/3 dele...

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Apontamento 17: A deriva populista



Paul Klee, [Mundo em Ruínas]

Falam-nos, insistentemente, de uma maior complexidade no governo do mundo e dos países em particular, sem nos explicarem, com rigor, competência e responsabilidade, os motivos que levam os actuais "lideres" a ajoelharem-se perante o mundo financeiro.
Em vez de uma informação esclarecida sobre o "estado das nações", assistimos a uma imprensa cada vez mais acéfala ao serviço da voragem financeira, desviando a atenção do cidadão para um "pasto fácil", mas perigosamente populista. 
Um exemplo eloquente deste "desvario" é a fogueira que certa imprensa tenta atiçar relativamente aos povos do Norte contra o Sul, virando os trabalhadores do sector privado contra os do público, tentando quebrar a solidariedade e a estima entre novos e velhos, minando os fundamentos da Democracia ao atacar, sem princípios, os que exercem - ou exerceram - cargos políticos ou públicos, com dedicação e competência.
A última vítima destas "performances" lamentáveis e paupérrimas - como os recentes "briefings" do Governo - foi o anterior Presidente do Supremo Tribunal de Justiça que, pela idade e condição social, dispensa, de todo, o meu desagravo. Lamento, profundamente, este tipo de jornalismo que, ao ver a lista mensal de reformados da Caixa Geral de Aposentação, se fixou apenas na figura de Noronha de Nascimento, aposentado no limite de idade, i.e., aos 70 anos.
Com tanto "mundo em ruínas" - para seguir a imagem de Paul Klee - se os Maduros, Lombas ou outros quejandos não têm mais nada para dizer, pelo menos que nos deixem o silêncio da noite.

Post de HMJ