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sexta-feira, 20 de março de 2015

Divagações 83


Questão curiosa: se não aceitamos um banqueiro escroque (Oliveira Costa, por exemplo), porque é que aceitamos e temos simpatia por um cavalheiro ladrão (Arsène Lupin, neste caso)?
Grande parte da diferença de critérios reside nos planos em que ocorrem os casos: na realidade ou na ficção. Somos até capazes de, num filme, apoiarmos (intimamente) o vilão da fita, desde que tenha habilidade e classe, e seja corajoso. Mas, na vida real, condenamos, sem apelo nem agravo, o malfeitor (Ricardo Salgado, por exemplo, [não refiro Passos Coelho, porque lhe falta classe e habilidade...], no caso BES).
Talvez se possa concluir que não há somente uma ética, nem uma forma humana, única, de julgar.

quarta-feira, 16 de abril de 2014

Respeitinho e conivência jornalística


Por várias razões, não vi, ontem, a entrevista do PM, na televisão, feita pelo jornalista da SIC, Gomes Ferreira. Mas não resisto, pela pertinência, a citar uma pequena parte da crónica, intitulada "Impulso jornalístico", que Rui Tavares lhe dedicou, no jornal Público de hoje. Segue o excerto:
"...A realidade, porém, não só ultrapassou a imaginação como a atropelou e fugiu. No único momento em que José Gomes Ferreira se lembrou de insistir numa pergunta, Pedro Passos Coelho franziu o sobrolho e levou o jornalista a escusar-se: «Desculpe, foi um impulso jornalístico.»
Quando um jornalista pede desculpa por fazer jornalismo, está tudo dito. Um dia, este Governo conseguirá que os juízes peçam desculpa por fazer justiça, os pensionistas por estarem vivos e os desempregados por ainda não terem emigrado. ..."

sábado, 6 de julho de 2013

Dos inconvenientes deste Verão português, com música pimba


Não bastasse este calor excessivo, para ter de assistir, ainda, ao canto desafinado de dois rapazelhos de coro, quais apostólicos Pedro e Paulo, numa rábula mesquinha, pouco antes do jantar. O regente do coro, inane como sempre, deve ter-se acobertado à sombra de Belém. Não veio ao Tivoli...
Em sintonia, na região outrabandista, há festa na aldeia. As vozes indigentes dos carreiras, dos barreiros e doutros pimbas de serviço atroam os ares e fazem-se ouvir em altíssimos decibéis. Pagos decerto pelo presidente da Junta de freguesia - felizmente em vias de extinção.
Irra!, que não há sossego, nem pachorra, nem orelhas para viver, continuamente, nesta opera buffa à portuguesa! É só música, e da pior...

terça-feira, 2 de julho de 2013

O "cadavre exquis", ou a II Brigada do Reumático


Não saberão os mais jovens ou aqueles que ignoram a história portuguesa mais recente, por se dedicarem mais fervorosamente à história americana ou do mundo internacionalista, mas, a 14 de Março de 1974, houve uma manifestação de apoio e desagravo ao então Presidente do Conselho Marcelo Caetano, por parte da maioria dos oficiais Generais portugueses, liderados por Paiva Brandão, que botou discurso. Já o Estado Novo estava apodrecido e moribundo. E, isto, apenas 2 dias antes do abortado golpe das Caldas e cerca de 40 dias antes do 25 de Abril. A esta manifestação orquestrada chamou-se, pelo patético da situação : a Brigada do Reumático. Se, porventura, houver no Parlamento uma moção de confiança ao governo de Passos Coelho, o Paiva Brandão desta reedição da Brigada do Reumático, terá com certeza o nome de Luis Montenegro. Há nisto, por ironia, várias coincidências. Uma delas, é o facto de Passos Coelho ser do mesmo signo astrológico de Marcelo Caetano. Muito embora Thomaz tivesse larga experiência de tempestades marítimas e o actual PR, não. E sejam de signos diferentes.
Entretanto, não haverá ninguém que nos livre de um pesadelo Seguro, no futuro? É que de Spínola, já eu tive que me baste. E, esse, ao menos, tinha experiência...
 

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Comic Relief (60) : toponímia nacional


A pedido da maioria esmagadora dos portugueses, vai ser inaugurada, em breve.

com agradecimentos a ms.

sábado, 29 de dezembro de 2012

O pai natal dos pobrezinhos

Já não tenho paciência para ouvir a maioria dos comentadores televisivos, nem ler grande parte dos cronistas do meu jornal diário. São autênticas cassetes de ressonância uns dos outros, papagueando o mesmo blá-blá deslavado e desmiolado, abordando tudo pela rama do lugar comum, estupidificante e fastidioso. No meio deste cacarejar acarneirado há, felizmente, algumas (poucas) excepções.
A crónica de José Pacheco Pereira, hoje sábado, no jornal Público, é um brilhante exercício de inteligência e de análise na desmontagem dos pressupostos e mentalidade que enferma a mensagem de "Pedro e Laura" no Facebook. Há ocasiões em que gostaríamos de ter escrito o que acabamos de ler. Esta é, para mim, uma delas. Por isso, com a devida vénia a J. Pacheco Pereira e ao jornal, passo a reproduzi-la, parcialmente.
Mas, quem puder, que faça o favor de ler a crónica (Os convidados da mesa de Natal dos portugueses), integralmente. Não será, com certeza, tempo perdido.


quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Os sinais inequívocos


A saga Loff/Ramos prossegue, para entretém de um pequeno grupo de intelectuais que preferem ocupar o seu tempo e palavras em "guerras de alecrim e manjerona", em vez de se preocuparem com a res publica portuguesa actual.
Aqui há algum tempo, mas não muito, citei, aqui no Blogue, Henrique Granadeiro que dizia: "Estamos a viver um PREC de direita". Hoje, gostaria de referir um desabafo do arquitecto Siza Vieira que, na Bienal de Cádiz, disse: "...ultimamente, a sensação em Portugal é de se viver de novo em ditadura". Não se poderá dizer que a questão do momento histórico, que se vive no País, seja, nos 2 casos, vista do mesmo ângulo, porque são duas personalidades políticas distintas. Mas é um facto que:
- Nunca houve, nestes últimos 40 anos, tão manifesto desrespeito pela Constituição e pelos Direitos Humanos, como hoje, em Portugal.
- A última vez que houve diminuição de salários, decretada pelo Governo, foi há cerca de 80 anos, no início do consulado de Salazar. E agora.
Poderia alongar-me em exemplos, mas não quero. Por outro lado, afirmar-se que não há grandes diferenças entre esquerda e direita, é mera falácia de alguns pseudo-apolíticos - situação civil e ética que não existe - por mero comodismo mental. Em abono do que disse, creio ser vantajoso ler-se uma carta-aberta que Eugénio Lisboa (ver Blogue "Da Literatura", de Eduardo Pitta, 10/9/12) dirigiu ao PM e um artigo esclarecedor de José Vítor Malheiros, no Público de ontem, intitulado: "O sonho de Pedro Passos Coelho" - que vai em imagem, neste poste.

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Sofismas


"Não podemos crescer, com dívida..." - disse, ontem, Passos Coelho no seu discurso, no decorrer da Cimeira Ibérica. A proposição assertiva, no seu tom de infalibilidade, está por provar e há muitos exemplos exactamente no oposto desta afirmação. Se não, veja-se a colossal  e assustadora dívida norte-americana. Atente-se em como foi feita a fortuna de George Soros (1930), especulador profissional húngaro, de origem judaica, que fez tremer a libra inglesa, em Setembro de 1992. E que, agora, se dedica à filantropia e obras de benemerência (suprema ironia!). Recorde-se o percurso sinuoso do comendador Berardo (1944), que tem grande parte da sua colecção de arte refém de Bancos amigos e confrades.
Por aqui me fico. Será bom que o PM pense, antes, de dizer as coisas. Ou, pelo menos, escolha melhores exemplos para justificar as suas afirmações.

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Interlúdio de desporto radical


Com agradecimentos a ms.

sábado, 25 de junho de 2011

Ridículas, festivas e pimbas


Passos Coelho optou por viajar em classe económica, para Bruxelas, para dar exemplo ao país. Poupança para o Estado português: zero - desde o tempo de Salazar que os membros de qualquer Governo luso são transportados gratuitamente, pela TAP. E também não valia a pena querer transpor Massamá para os altos céus. Nem havia necessidade... Mas o País agradece o nobre gesto e regista a ignorância administrativa.
A Net (Wikipedia) anota que hoje se celebra o dia do "cotonete" - rima, e é verdade. Fiquei curioso em saber quando se comemora o dia do palito, o dia da melga e da varejeira, e o dia do disparate. Será que temos de viver sempre em festa, assim feios, assim porcos, assim estupidamente consumistas? Viva o dia da Mãe!, com esse, ao menos, ainda concordo.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Iconografia moderna e laica (8) : a entrega


"...um dos Doze foi-se oferecer aos grandes sacerdotes para O entregar..."
S. Marcos, 14: 10-11.