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sábado, 25 de outubro de 2025

O tempo volta para trás



Esta noite, de sábado para domingo poderemos dormir mais uma hora. Às 2, os relógios devem ser atrasados para a 1h00 da madrugada. É a chamada hora de Inverrno.

terça-feira, 21 de outubro de 2025

Osmose 146

 
O Inverno veio a sério, bem como o seu desencanto recolhido. Não merece sequer lembrar Shakespeare. Felizes os que se foram habituando a hibernar, de seu natural,, no tempo certo. 

sábado, 26 de outubro de 2024

Mudança horária

Sob o patrocínio de Morfeu e dos poderes instituídos, esta madrugada ganharemos mais uma hora de sono - os relógios, às 2h00, deverão ser atrasados para a 1h00, dando-se início temporário ao horário de Inverno.

Adenda: o retardador de relógio, embora pareça, não é o Alfred Hitchcock.

domingo, 24 de outubro de 2021

Osmose 122


Nunca, com a extrema nitidez minimalista de ontem, eu lhe tinha notado e sentido os sinais físicos, na pele. Do frio. Quase inconscientemente fui buscar a camisola de caxemira para me agasalhar. Mais tarde, talvez por volta das 18h30, comecei a sentir os pés a arrefecer. Ambos, enquanto me sentara a ver o Dossiê Pelicano (1993), de Alan J. Pakula, com o jovem Denzel Washington e a ainda muito mais nova Julia Roberts. Depois, foram as mãos: primeiro a esquerda; e aí uns vinte minutos a seguir, a mão direita a ficar fria. O Outono tinha marcado presença, pré-anunciando o Inverno que viria a seguir. De forma indesmentível, apesar do Verão de S. Martinho andar  por aí, com o seu solzinho ameno enganador...

domingo, 1 de novembro de 2020

Adagiário CCCXVII



Dia de S. Brás (3/11), a cegonha verás e se não a vires o Inverno vem atrás, 

sábado, 12 de janeiro de 2019

Um poema celta anónimo


Despedida do Verão


Ouvi minha mensagem: o cervo brama,
o inverno fez descer a neve e o verão já se foi.
Vem um frio que corta e o sol está baixo,
o seu curso é breve, o mar cheira a maresia.

Os fetos estão pardos, murchou seu verdor.
O corvo faz ouvir o seu rouco grasnar.
A geada faz encolher as asas dos pássaros.
Há geada - eis todo o meu recado.


(Século IX)

domingo, 3 de abril de 2016

Osmose 61


Abril é sempre um tempo duvidoso. Mas neste pequeno país, há sempre diferenças que se notam.
Não me recordo de Sol a Norte, nesse casulo cinzento em que a meninice se fechava, e que ia de Novembro a meados de Março. E, de Maio, ainda me estão presentes as contínuas trovoadas. Como a luz eléctrica, quase sempre acesa, mas a piscar, no interior dos quartos, salas e corredores.
Daí ter aceite como bálsamo raro, a luz de Lisboa, mesmo de alguns Invernos mais pluviosos e sombrios, em que até o basalto me parecia mais claro, fazendo-me esquecer, sem saudade visível, o tripartido granito, escorrendo água, continuamente, de casa para casa, igreja a igreja, coroadas por nesgas raras, onde o azul mal ameaçava a breve alegria no olhar.
As aguarelas de infância serão, porventura, traiçoeiras e inexactas na memória, mas não deixam de ser um estado de espírito, recomposto pela vida.

domingo, 3 de maio de 2015

Circunstância


Voltou-se o Domingo ao Inverno, se calhar, arrependido...
E a Primavera, jovem e tímida, parece ter-se intimidado, depois de, pressurosa, ter puxado pelas hortênsias, ter acordado os brotos no limoeiro e estimulado as tenras alfaces, recém-plantadas, a crescerem na floreira artesanal, a leste.
Tudo parece voltar e obedecer a ritmos caprichosos, desdenhando das obrigações de Maio ou do tempo que, classificado e marcado pelo Homem, não se arbitra pela lei da Natureza.
Até as andorinhas se precatam de voar, muito menos altas, por causa das pequenas gotas de chuva, circunstância do acaso e humor das estações volúveis. E, cautelosas, voltam de regresso, em voo rápido, aos aconchegados ninhos dos beirais.

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Mais 3 haiku de Inverno


A chuva recomeça a cair -
o bater volúvel
do coração da noite.

Sumitaku Kenshin (1961-1987)
...
Tolhidos pássaros não sabem
já o Norte seguro -
que o vento os desencaminha.

Ishi Kyôko (1944-1999)
...
Será preciso atravessar
tantas nebulosas para achar
apenas um jardim de pedras?

Kimura Toshio (1956)

sábado, 27 de abril de 2013

Todos os anos, pela Primavera


Numa pontualidade, que parece confundir-se com o dever, todos os anos, esta planta da varanda a Leste, que me foi oferecida, há longos anos pela N. C., floresce pela Primavera. No ano passado, pelo início de Maio (Divagações 24, em 14 de maio de 2012), com 3 flores, este ano, virada aos quatro ventos, com mais uma floração que no passado, por estes finais de Abril.
Depois, há-de remeter-se ao silêncio de Inverno, numa vivência verde de algumas fortes folhas altas e discretas, e no que parece um humilde esquecimento do seu próprio esplendor e beleza que, na altura devida e própria, florirá, de novo.

domingo, 31 de março de 2013

Este perverso Inverno deslocado


Através do vidro da sala, que dá para a varanda, olho, em frente, melancólico para a rua quieta de luzes amareladas (cenário ideal para um romance flamengo de Simenon) e impaciento-me, no que me resta de juventude poupada, com a teimosia deste tempo invernoso, sorumbático e pesado. Chove, e parece chover por quantas nuvens desfeitas hão-de vir. Nem sequer a reflexão, que o recolhimento propicia, me consola. Não fossemos, nós portugueses, filósofos medíocres e ligeiros, e desta clausura forçada sairíam obras-primas. Mas, desta oblíqua melancolia, talvez que, em remotas mansardas ou escritórios climatizados, estejam a ser escritos maravilhosos e líricos poemas lusos. Talvez nem tudo se perca...
Mas, isto, é o menos. Porque antes de filosofar, há que viver - assim o diziam os antigos. E a nossa agricultura vai de rastos. Os cereais não puderam ainda ser semeados e, quanto às batatas, com a terra alagada e ensopada de água, nem vale a pena pensar. E, soube há dias, por um Amigo, que a caça de pêlo não procria assim, em terreno húmido. Coelhos bravos e lebres, pelo menos, capricham e só acasalam em terreno seco. Por isso, também as coutadas vão atrasando a renovação das próximas vítimas. A desolação começa a tomar o aspecto de catástrofe. Primavera virgem e inocente, nas mãos deste velho e perverso, sabido Inverno que lhe não dá espaço, nem lugar.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Insólito


Embora me lembre de Invernos com muita neve, como no ano de 2010, ou temperaturas mínimas perto dos 20º negativos, é espectáculo raro ver rios, como o Mosela na imagem, com grossas placas de gelo.
E como é insólito, recebi, hoje de manhã, a foto acima reproduzida de um recorte de jornal de Coblença. Os barcos foram forçados a parar, porque as comportas não aguentam o embate das placas na entrada das embarcações. Em Colónia, os lagos da cidade transformaram-se em pistas de patinagem.
No entanto, o espectáculo insólito não faz esquecer que, no Centro da Europa, os rigores do Inverno matam. E, como julgo, a experiência de Invernos rigorosos é um traço distintivo da mentalidade dos seus habitantes.

Post de HMJ
Para RG e JG, com agradecimentos

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Ao acordar


Uns, com uma ridente Primavera, outros com um serôdio Inverno...

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Florir de Inverno


Pardais havia poucos, quando saí: pareciam arrepiados. Mas um melro destemido atravessou, por entre os pingos de chuva, elegante em linha recta, e veloz, à minha frente. O seu destino era um ramo flexível e despido, onde se pôs a balouçar, quase, aproveitando a pequena réstea de sol que perfurava as nuvens cinzentas, a sul. Punha-se a jeito para não esfriar. Um outro (fêmea?) seguiu-lhe o exemplo, um pouco mais abaixo, na árvore. Nenhum deles cantou, provavelmente, para não gastar energias. As poucas pessoas no largo, ajoujadas de sacos de compras, apressavam, lépidas, o passo, em direcção a casa.
Depois, quando descia a rua, reparei na cameleira floridíssima de branco, até parecia de neve. E, no jardim da esquerda, vi então as estrelízias nas suas pétalas agudas. Pareciam bicos vermelhos de pássaros, desafiando o frio e a chuva.

P.S.: para c. a..

domingo, 5 de dezembro de 2010

Letras sobrepostas


Como ao vestir, de novo, roupa de véspera o corpo se sente incomodado, e um desconforto se instala, quando é Verão, porque a transudação parece ter vidrado o tecido já usado; ou, se for Inverno, a pele se ressente da aspereza engelhada e de um odor a flanela húmida, assim a revisitação de obras acabadas ou antigas - que fizemos - nos provoca, também, um estranho desconforto: parece que já não cabemos nelas. E, se as queremos re-criar, cerzi-las de novo, é trabalho difícil, aturado, a mais das vezes, próximo do insucesso. Por essa, e outras razões, lhe chamei, em poste anterior: arte menor.
Porque se, muitas vezes, a emoção que as ditou, ressurge, já não há natural invenção, mas acrescento de experiências e tempo - perdeu-se a pureza original. Se o primeiro verso nos é dado (e, às vezes, também o segundo), ele não volta mais. E, se o não fixarmos ou anotarmos (numa rua, num encontro, num café, num autocarro) de imediato, ele perde-se da nossa vida e nunca mais se cruza connosco.
Por outro lado, revisitar obras antigas, acabadas na sua imperfeição, para as re-criar ou corrigir, tem os seus perigos traiçoeiros. Porque já não existe a força interior que as ditou, muita embora ressurja, normalmente, a paixão, a reflexão ou a ternura num dejà vu enganador, num jogo de espelhos de falsas imagens nebulosas. Mesmo que sejam elegias, cristalizadas no irremediável, ainda sentidas e presentes na sua eternidade fatal - sem retorno. A erosão do Tempo diferiu-as, para sempre.