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sexta-feira, 14 de fevereiro de 2020

Desabafo (53)


Segundo notícias recentes, os médico pretendem ter o mesmo ordenado que os juízes. Concordo.
A formação académica é tão exigente nos juízes como nos clínicos. Possivelmente, até mais, nestes últimos. Por outro lado, na minha vida, precisei muito mais de médicos do que de magistrados. E se um médico faz uma asneira, está feito e até pode ser irradiado pela Ordem. A um juiz, nada lhe acontece, por muitos erros e asneiras que faça. E andam por aí montanhas de exemplos...
Finalmente, os meritíssimos, na sua grande maioria, são lerdos e, normalmente, tiranetes à portuguesa..

sábado, 18 de janeiro de 2020

Desabafo (52)


Há quem saiba reflectir, quem saiba simplesmente pensar. Quem pense mal. Afortunados os que têm sentido crítico sobre o que vêem, pois se poupam a muitos disparates. Depois, há os blogues abaixo de cão, os comentários burros ou disparatados, que se colam a postes bem intencionados - há que ter paciência e caridade e não re-comentar. Dos pobres de espírito há-de ser o reino dos céus, diz a Bíblia.
Metafisicamente, e  por prudência, evitei falar no inefável partido livre (livre?).

sexta-feira, 13 de dezembro de 2019

Desabafo (51)


O que será que aproxima Ricardo Araújo Pereira de John Cleese?
A altura.
Os restantes acompanhantes são os anões da Branca de Neve.

quarta-feira, 28 de agosto de 2019

Desabafo (48)


Não referir um nome não significa, evidentemente, que a pessoa, o tema ou o objecto não existam. Nem vale a pena, de forma insensata, espetar-lhes agulhas ou pregos como ainda alguns africanos fazem com os medievais e toscos manipansos. Mas a net abunda nisso.
E fico pasmado com o tempo que perdem, esses internautas de meia tijela, a falar dos ogres deste mundo, a indignar-se com causas pindéricas por motivos politicamente correctos, num coro e cacofonia infantil de quem não tem mais nada que fazer.
Eu próprio, embora de forma abstracta, às vezes, também peco, infelizmente - que me perdoem!

terça-feira, 30 de julho de 2019

Desabafo (47)


Já sabemos como o Google é popularucho. Mas, ao menos, podia ter o sentido das proporções.
Por motivos futuros e objectivos, quis ter uma perspectiva visual da obra do pintor caldense José Malhoa (1855-1933). Usei, assim, o motor de busca. Resultado: por cada quadro que vi do Pintor, tive que suportar, bem à vontade, cerca de 10 fotos de um cantor pimba nacional, que usa o mesmo nome...
Irra!

quarta-feira, 22 de maio de 2019

Desabafo (46)


Volta, Dylan, que estás perdoado!
Afinal, quem é Luís de Camões, comparado com Alfred Nobel!?
Apenas um pobre homem luso que nem sequer inventou a dinamite...

terça-feira, 14 de maio de 2019

Desabafo (45)


Há um momento em que, talvez ajudados pela idade, descobrimos que as elites (políticas, culturais, financeiras...) nacionais actuais, e não só cá, oscilam, maioritariamente, por entre a mediocridade, o lixo e um bando de ladrões, associadas entre si.
É por isso que, sempre que posso, evito citar nomes desta ralé ética e procuro não remexer no lixo.

segunda-feira, 11 de março de 2019

Desabafo (44)


Assisto, com alguma tristeza ontológica, à subserviência portuguesa a tudo o que é estrangeiro.
Basta passar por alguns blogues, para ver a pouquíssima atenção que dedicam a coisas nacionais.
Há por aqui, evidentemente, terceiromundismo mental, talvez vergonha à terrinha que os viu nascer e prosápia de mostrar, aos outros, que são viajados e cultos. Mas, isso, nota-se à légua, porque é mero ornamento balofo.
Tenho que ir a Pinhel, um dia destes!...

domingo, 3 de março de 2019

Desabafo (42)


Tenho de admitir que é uma insuficiência minha. Fruto, talvez, da impaciência juvenil e dialogante que não me abrandou com os anos.
Mas tenho de confessar, humildemente, que fico possesso quando cumprimento alguém e esse alguém me não responde. Não dou sequer o benefício da dúvida de essa pessoa não ter dado por isso, ou de estar distraída. E, nos metros seguintes do andar, vou a rosnar os piores insultos...
Mas a meu favor pesa que prezo a atenção de cada ser vivo a tudo que os outros lhe manifestam. A diligência, as prioridades e a boa educação. Que não perdoaria a mim mesmo, inevitavelmente.
Esta omissão ou demora desatenta dos outros, nos mais diversos aspectos, sejam eles quais forem, colhe em mim o mesmo desagrado humano. Talvez porque tenho um critério pessoal daquilo que é essencial e do que são as frioleiras subjetivas e secundárias, até no trato humano.
E é por aqui que se apascentam,  também, com respeito ou ternura, as afinidades mais sólidas.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2019

Desabafo (41), ou as novas linhas de produção...


Raramente sou elegante e cordato quando, do outro lado da linha, algum desconhecido(a) me contacta, nestas acções emparvecidas da Meo (quanto a uma nova modalidade de tarifário...), da parte de uma provável esconsa clínica de saúde (alertando-me para exames profiláticos grátis...), ou de alguma empresa (para eu opinar sobre a qualidade de algum serviço que me fora prestado).
Francamente, não tenho pachorra, tempo ou paciência para estas baboseiras do marketing moderno...
Mas, depois de desligar, tomo consciência de que do outro lado estaria, provavelmente, um precário(a) de um vago Call center, mal pago e obrigado, para subsistência, a estes trabalhos indigentes que os CEO, refastelados nas suas mordomias, imaginam para seu gozo e gáudio pessoal e impingem, obrigatoriamente, aos seus servos, como tarefa repetitiva e diária.
E, se creio que nunca fui malcriado ao declinar, por telefone, estas palermas propostas, não me peçam que use, cavalheirosamente, os termos habituais das delicadezas da democracia, nestes contactos.
Ironia, ainda vá, hipocrisia, nunca!

domingo, 3 de fevereiro de 2019

Desabafo (42) : a excepção e o hábito


Rara é a semana que não vou a uma livraria. Maioritariamente, a um alfarrabista. Por isso me surpreendo daquelas e daqueles que fazem desse facto uma festa e o anunciam aos quatro ventos, numa explosão de alegria incontrolada e acontecimento memorável.

domingo, 6 de janeiro de 2019

Desabafo (41)


Cada vez mais acredito que a justiça (não merece maiúscula...) portuguesa age, em boa parte das iniciativas, por pulsões, despidas da mais elementar racionalidade. E que correspondem a ataques e contrataques de natureza impulsiva, muitas vezes , ideológica e próprias de claques emocionais. Como se fosse no futebol, tipo: ai acusas aquele!, pois eu vou mandar prender um do outro lado!...
Pelo meio, vão ficando pessoas, honestas ou sérias talvez, com a vida completamente estragada, a família desfeita, a reputação abalada. Porque muitos destes processos nem sequer vão a julgamento, uma boa parte dos presumíveis acusados são ilibados, muitos anos depois da sua vida ter ficado em suspenso e comprometida para sempre.
A fraca qualidade da investigação, o tempo gasto e a debilidade das provas não abonam o profissionalismo de quem as trabalha. Nem a produtividade. Por outro lado, a diversidade das sentenças nas diversas instâncias a que os processos sobem em recurso, que muitas vezes são contraditórias, criam, num leigo, a impressão da volubilidade caprichosa dos juízes ou, pelo menos, da ambiguidade das leis.
E até parece que ninguém pede contas a quem... Neste corporativismo fechado, desregulado e impune.
Enquanto isso, o jornalismo de sarjeta, em conúbio promíscuo com alguns agentes dessa mesma justiça vendida, à portuguesa, vai reinando e aproveitando para manchetes de primeira página, com que o vulgo pacóvio, lumpen e invejoso se delicia, entretem e se baba...
Será que ninguém consegue pôr cobro a isto?!

sexta-feira, 28 de dezembro de 2018

Desabafo (40)


A caridade hipócrita natalícia não deixa de me surpreender...
Com o que ganham as empresas farmacêuticas, este anúncio, hoje publicado, é de uma indigência flagrante e vergonhosa. Que o salário-base proposto seja inferior ao salário mínimo nacional previsto para 2019 (600 euros), só pode surpreender pela desvergonha assumida.
Arre!

sábado, 6 de outubro de 2018

Desabafo (39)


É no mínimo insólita e caricata, a ignorância e pobreza da globalização internáutica. Que, no fundo, vem ilustrar e dar razão, pelo menos, ao dito popular: Em casa de ferreiro, espeto de pau.
Eu explico: nos últimos dois dias, houve cerca de 10 visitantes franceses que vieram, tipo moscas tontas, aterrar no Arpose, num poste sobre o fotógrafo gaulês Robert Doisneau (de 17/1/2014).
Vieram de Marselha, eles vieram de Villeurbanne, de Paris... Em busca de imagens, os pobrezinhos?
Irra!

sexta-feira, 28 de setembro de 2018

Desabafo (38)


As gentilezas da democracia e a complacência em relação às artes não dão, seguramente, muito bons resultados.

terça-feira, 11 de setembro de 2018

Desabafo (37)


Contra mim falo, infelizmente. Razão tinha Pacheco Pereira ao dizer que quem dava, realmente, notícias em tempo útil, embora no meio de miudezas e dislates intencionais, era a CMTV, porque os outros canais generalistas se limitavam a papaguear, em cacofonia sobreposta, aquilo que já todos sabiam.
E, para minha pena, terei que destacar também alguns vídeos e textos com interesse que o site do Observador, às vezes, publica, pelo meio da palha direitista e bafienta que lhe encomendam e pagam. Chamaria a atenção, por exemplo, para um recente, sério e magnífico artigo do historiador Luís Filipe Thomaz.
Com a probidade científica, que todos (creio) lhe reconhecem, o texto esclarecedor intitulado Por um Museu dos Descobrimentos, foi editado a 6/8/2018, no Observador. E faz parecer uma redacção infantil o abaixo-assinado que por aí circulou, subscrito por um punhado de puritanos e puristas politicamente correctos, mas ignorantes e fanáticos.
Que se me perdoe este elogio, em desconto de alguns, poucos, pecadilhos que terei cometido à esquerda...

quinta-feira, 26 de julho de 2018

Desabafo (36)


Fico logo de pé atrás, quando um administrador de blogue se auto-trata em diminutivo.
E começo a pensar se será por modéstia, ironia ou por infantilidade própria.
É claro que também pode ser para se auto-acariciar.

quarta-feira, 18 de julho de 2018

Desabafo (35)


Os jornais noticiam que: Os Maias deixam de ser leitura obrigatória no Secundário. Pois muito bem!
Sugiro que os professores, na sua inefabilidade construtiva, substituam Eça, pela leitura da Caras ou do CM. Mas tão só dos títulos, em maiúsculas, para não cansar muito o olhar e as meninges das criancinhas.

domingo, 13 de maio de 2018

Desabafo (34)


Volta Calvário, que estás perdoado!

quarta-feira, 28 de março de 2018

Desabafo (33)


Andam por aí uns falcõezinhos de bornil, com longos pios e tentames de altos voos, a querer imitar as águias-reais... Deus lhes dê juízo e sentido de proporções!