Mostrar mensagens com a etiqueta Sapo. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Sapo. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 15 de maio de 2025

Desabafo (97)

 
A Sapo procurava hoje, em anúncio, escritores para livros infantis.
Bastaria andar pela blogosfera para os encontrar às dezenas nos blogues mais banais.
Ou pedir ajuda à criativa do Zink para os contratar.
Que a infantilidade, actualmente, abunda, e as criancinhas ainda não têm o sentido crítico apurado...

terça-feira, 19 de novembro de 2024

Adagiário CCCLXXIII

 

Sapo que salta, água não falta.

quinta-feira, 23 de março de 2023

Curiosidades 97



A obra de Gilberto Freyre Casa Grande e Senzala é uma fonte que parece quase inesgotável sobre a etnografia brasileira, sobretudo do passado. Crendices e costumes atávicos abundam nesta recolha, tal como aqui deixamos um testemunho pitoresco e parcelar:

"... Mas o grosso das crenças e práticas da magia sexual que se desenvolveram no Brasil foram coloridas pelo intenso misticismo do negro; algumas trazidas por ele de África, outras africanas apenas na técnica, servindo-se de bichos e ervas indígenas. Nenhuma mais característica que a feitiçaria do sapo para apressar a realização de casamentos demorados. O sapo tornou-se também na magia sexual afro-brasileira, o protector da mulher infiel que, para enganar o marido, basta tomar uma agulha enfiada em retrós verde, fazer com ela uma cruz no rosto do indivíduo adormecido e coser depois os olhos do sapo. Por outro lado, para conservar o amante sob o seu jugo precisa apenas a mulher de viver com um sapo debaixo da cama, dentro de uma panela. Neste caso, um sapo vivo e alimentado a leite de vaca. ..."

Gilberto Freyre (1900-1987), in Casa Grande e Senzala (pg. 314).

terça-feira, 1 de novembro de 2022

Adagiário CCCXLIII



Há um ano que me mordeu o sapo e só agora me inchou o papo.*


* imagem e leitura não aconselháveis a algumas etnias.

sexta-feira, 6 de abril de 2012

O sapo e a avareza


A identificação simbólica do sapo com a avareza, deveria ser um tema recorrente da época, porque Leonardo da Vinci (1452-1519), na recolha de uma lenda, e Lucas Cranach (1472-1553), através dum desenho, nos deixaram os seus testemunhos. O desenho de Cranach encima este poste. No seu fabulário (tradução de Virgílio Martinho, 1974), Leonardo da Vinci, sob o título de "O Avarento", escreve:
"De vez em quando o sapo estendia o focinho e comia uma pequena porção de terra.
- Porque é que estás tão magro? - perguntou-lhe um dia uma joaninha.
- Porque tenho sempre fome - respondeu o sapo.
- Mas se te alimentas somente de terra! - exclamou o gentil insecto. - Porque é que não comes até te fartares?
- Porque um dia - retorquiu o avarento em tom lúgubre - a terra podia acabar."