Mostrar mensagens com a etiqueta Balanço. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Balanço. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 31 de dezembro de 2020

Em contraciclo


É de bom tom, tradicionalmente, jornais, revistas e pessoas fazerem, pelo fim do ano, o balanço dos livros ou melhores obras que leram, no decurso do ano que passou. Eu, porém, tenho uma pedra no sapato: há uma série de livros, altamente considerados pelos cânones literários que eu nunca consegui ler até ao fim, ou que abandonei ao principio da leitura - penitencio-me, embora, nalguns casos tenha tentado várias vezes, ao longo da vida, acabar de os ler.

Para minha vergonha (!), aqui vai, por ordem alfabética de apelidos dos escritores, a lista infamante:

1. A., Rúben - A Torre de Barbela.

2. Broch, Hermann - A Morte de Vergílio.

3. Céline, Louis-Ferdinand - Viagem ao fim da Noite.

4. Döblin, Alfred - Berlim Alexanderplatz.

5. Figueiredo, Tomaz de - Dom Tanas de Barbatanas.

6. Joyce, James - Ulisses.

7. Mann, Thomas - José do Egipto.

8. Musil, Robert - Um Homem sem Qualidades.

9. Pasternak, Boris - O Doutor Jivago.

10. Proust, Marcel - À Procura do Tempo Perdido.

11. Régio, José - A Velha Casa.

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

O desforço


Creio que o nosso espírito democrático ainda é uma criança e julgo também que uma boa parte dos nossos políticos reage, normalmente, após uma vitória ou derrota, ao nível chinelístico do futebol. É certo que eu não tenho grandes ilusões sobre as qualidades filosóficas dos portugueses, mas tenho sempre a expectativa de que, um dia, sejamos capazes de raciocinar sobre a realidade, com alguma, mínima, isenção. Provavelmente, já não será no meu tempo de vida, mas faço votos para que não demore muito a atingirmos a maturidade democrática. Assim, gostaria de não ter presenciado:

1. O independente que ganhou a Câmara do Porto, no momento de vitória, ter feito um discurso de desforço na melhor esteira cavaquista. Esperava-se outra elegância de um Tio tripeiro. Embora eu saiba  também que não há só Tios, no Sul... 

2. Que os clarividentes eleitores de Oeiras tenham dado razão à máxima: O crime compensa.

3. Depois de tanta fidelidade canina, o pafunço-mor não merecia a deserção dos rangéis, do bochechudo de barba por fazer do jornal Público, nem sequer a estocada final do Gand'a Nóia, na televisão. Embora seja normal os ratos deixarem o navio, antes deste se afundar por completo.


P. S. : Já agora, limpem-me os outdoors, antes que venha a chuva! Não justificam a memória futura!

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

O estado do Blogue


Dia em que Jean-Claude Juncker fará o seu discurso sobre o estado da União Europeia (que não é famoso...), em que logo à noite haverá o debate televisivo entre os dois candidatos a primeiro-ministro de Portugal; em que se vai reiniciando o ano activo e escolar, para muitos, e, a pouco mais de dois meses do Arpose completar 6 anos, talvez seja a altura de fazer um tentame de balanço.
Números, já que andamos na Idade da Economia: 7.872 postes (com este) e um pouco mais acima de 270.000 visitas. Algum cansaço, pouca inspiração e a noção concreta e real de que aquilo que tinha para dizer, em grande parte, já o disse. É evidente que todos os dias há notícias e factos novos, e que alguns deles merecem uma apreciação subjectiva e pessoal, porque nos importam ou estimulam. Nem diário, nem almanaque (embora não muito divergente), fragmentário sempre, o que será um blogue, senão o espelho polifacetado de quem o faz? Variam apenas na forma ostensiva de exposição ou na sua discrição levemente desvelada; na sua intensidade maior ou na leveza banal da superfície.
Às vezes, penso que já todos os países do mundo cá vieram (Presunção e água benta, cada um toma a que quer...), até que me aparecem, como recentemente aconteceu, visitantes da ilha de Reunião, das Antilhas holandesas ou do Cazaquistão, e eu me conscencializo de que há mais mundos, como dizia José Régio... Depois, há interrogações que não têm resposta, nem lógica, como por exemplo: saber porque é que vêm tantos visitantes, de França (!), sugar ao Arpose uma imagem de um quadro do pintor francês Nicolas Poussin? De forma vaga, poderia dizer que são os resultados da globalização... ou a pobreza bibliográfica e iconográfica das bibliotecas de muitos cibernautas.
E, já que há muito não falo das search words chegadas ao Arpose, para acabar com uma nota de humor (ou da iliteracia e ignorância), aqui vai uma, que chegou ontem, vinda de França, num português muito mascavado. Assim: "carri chas da caicha a berta a venda em portugal" (sic). E o Google, naquela sua sapiência de máquina parva algorítmica e marcana, indicou, ao cibernauta desleixado, o poste "Cromos 10 : Artistas de Cinema" (de 17/1/2011). Percebem? Eu, não.
Uma boa tarde, para todos os que visitem o Arpose!

quinta-feira, 12 de junho de 2014

Números vistos por dentro, em jeito de balanço


A fortuna, sobrevivência, assiduidade de visitas e favoritismo dos postes depende de muitos factores. Um dos mais importantes, creio, é a iconografia usada. A preponderância da imagem, em detrimento do texto e sua leitura, explica talvez a preferência, por vezes, de muitas visitas pelo insólito e inesperado. E a sua pressa... Abundam, na net, os blogues bissextos, congelados, acabados para sempre; mas há também os que mudam de nome (?). Fidelidade e persistência são virtudes raras. Dão trabalho e cansaço.
O Arpose, que recentemente ultrapassou quatro anos e meio de vida, tem um histórico de 6.413 (incluindo este) postes publicados e 16.566 comentários, dos quais cerca de metade pertencem aos colaboradores, que habitualmente re-comentam. Com cerca de 600.000 visitas às páginas (incluindo as espúrias, dos computadores mecânicos, que procuram inçar o Blogue de publicidade parva, mas que vão directos para o spam), os visitantes verdadeiros, por nacionalidade têm o seguinte Top5:
1. Portugal (como seria natural): com 302.359 visitas.
2. Brasil: 146.066.
3. Estados Unidos (muitas das quais do Google): com 67.285 visitantes.
4. Rússia: 28.175.
5. Alemanha: 18.189.
Quanto a postes, o seu favoritismo pode resultar de múltiplos factores que podem ir da imagem apelativa ao texto curioso e que desperte interesse. Mas também a reprodução da iconografia em lugar cimeiro de um motor de busca, a inclusão num qualquer feicebuque ranhoso (e vem logo imensos carneirinhos...) e, porque não, por razões insondáveis da procura da mainstream dos cibernautas. Seja como for, aqui vão os postes mais visitados do Arpose:
1. Mercearias Finas 28: Castas de uvas portuguesas (29/3/2011) com 1.493 visitantes.
2. Do "Bestiário" de Leonardo da Vinci (28/10/10): 1.297 visitas.
3. Ainda Julio Camba: em louvor do linguado (24/6/10), com 1.063 visitantes.
4. Pinacoteca Pessoal 6: Vincent van Gogh (27/2/11) - 913.
5. Bibliofilia 53: Eau de Cologne (29/10/11), com 846 visitas.

E é tudo, por hoje.

quarta-feira, 12 de março de 2014

Os penduras, e em jeito de balanço


De há cerca de 3 semanas a esta parte, além do parvíssimo robot ianque, feito à imagem do seu dono, que costuma deixar uns comentários ruralmente palermas e desconchavados, num inglês abaixo de cão rafeiro, em ortografia paupérrima, começou também a aparecer, em visita mecânica, um(a) astrólogo(a) francês(a) (ou que, nessa língua, pobremente, se exprime) que coloca, como cega carraça parasita, propaganda sobre horóscopos dos diferentes signos, e baboseiras pueris, talvez para tentar os incautos.
O crivo, felizmente, funciona: vai tudo para o spam, como lixo abundante em que a Net é pródiga.
Depois, há os 91 estimados Seguidores do Arpose, que eu muito respeito e estimo. Mas que, em média, apenas 30 visitam com regularidade fiel (Obrigado!) o Blogue. Finalmente, para além do Google e da NSA, sempre vigilantes, há mais cerca de uma centena de visitantes anónimos, zombies mentais, que cá vem, lêem (quando lêem) apressadamente, numa urgência febril, sugam imagens, e nunca comentam o que quer que seja, numa voz passiva inquietante e assustadora da sua indigente qualidade (?) humana.
Às vezes pergunto-me se não ando, maioritariamente, a trabalhar para os bonecos...e, se não fossem os Amigos, se valeria a pena continuar, a alimentar o vazio mental e diário de tantos penduras.