Nunca percebi muito bem a razão, necessidade e até a urgência do Acordo Ortográfico. A não ser por essa, bem portuguesa, mania de legislar sobre tudo e sobre nada, até aos mais ínfimos pormenores, para depois não observar, nem cumprir. Lembrava-me sempre do exemplo da ortografia inglesa nas suas vertentes variadas: Grã-Bretanha/Estados Unidos/Commonwealth. Nem mesmo os mais puristas ingleses se lembraram, alguma vez, de uniformizar as variantes e disciplinar a escrita do inglês. E daí nunca veio mal ao mundo...
Houve muito boa gente, em Portugal, que se pronunciou, aberta e violentamente, contra o Acordo Ortográfico. Um deles foi Vasco da Graça Moura. Entretanto, tomou posse, há dias, no CCB, substituíndo Mega Ferreira. E, hoje, o jornal "Público" noticia que V. da Graça Moura "mandou retirar dos computadores do CCB a ferramenta informática que altera os textos segundo a nova ortografia". Coerências...e, agora, o Viegas que descalce a bota.
