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sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Fruta da época (2)


Há sempre uma fruta esquecida, que espera por nós. Não me lembrara eu, ainda, das bonitas romãs ( Nas romãs eu amo/ o repouso no coração do lume. Eugénio de Andrade), mas ofereceram-no-las, hoje. Com elas vieram também pequenos diospiros (dulcíssimos!), marmelos rijos que hão-de dar boa marmelada e as (2) singulares abóboras manteiga, que aqui ficam em imagens fotográficas.

terça-feira, 29 de setembro de 2015

Fruta da época


A Norte, era em Novembro que os provava. Translúcidos ou densos no seu avermelhado tentador, mas alguns ainda travavam e deixavam sabor áspero na boca, durante minutos. Sempre gostei de diospiros, que ultimamente, para maior facilidade, como em chávena de chá e com colher, para melhor aproveitamento. Agora, pelo menos no Sul, chegam mais cedo. E, ontem, lá se foi o primeiro desta época. Bom.
Já só faltam as castanhas, mas, ao que me disseram, já andam a assá-las pela rua. Não perdem pela demora que, em as vendo eu, logo hei-de prová-las, também...

sábado, 21 de dezembro de 2013

Primícias


As clementinas, tangerinas, as romãs e as castanhas, bem como as nozes, já me tinham passado pelo estreito, este ano. Mas eu ia desesperando dos diospiros, porque, talvez como as perdizes, por o tempo (clima) não ter ajudado, nunca mais apareciam. Ou, melhor, os diospiros espanhóis, eu ia vendo-os, na sua palidez anémica e amarelada, na sua rijeza bruta para trincar, pressentida e detestável para mim, habituado que fui à macieza translúcida e vermelha dourada dos lusitanos. Os castelhanos, dispenso-os.
O facto é que eu costumava prová-los pelo Outono, já em Novembro e, este ano, nada. Foi preciso esperar pela entrada do Inverno, quase no fim de Dezembro, para os ver, na banca do Mercado, oferecendo-se maviosos, de cor e perfeição, aos meus olhos saudosos. Lá comprei dois, agradecendo à Natureza não se ter esquecido de mim.
E, amanhã, sem falta, hei-de provar o primeiro.

N. B.: teimosa, e mesmo que erradamente, escrevo e leio sempre "diospiros".

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Recém-chegados


O fumo ou neblina aromática dos assadores de castanhas já flui e inunda o ar das ruas. Os diospiros (recuso-me a esdruxular a palavra, os puristas que me desculpem!) já fizeram a sua aparição nos expositores e bancas dos lojistas dos lugares. Mais cedo do que o habitual, e portugueses - dantes, só apareciam em Novembro.
Ao abrir a janela que dá para o rio, (19 horas de ontem), revoadas sucessivas de insectos quase me entram em casa. Dirigem-se para oeste, e são de dimensão média, quase grandes (libélulas?). Vêm do Tejo e as esquadrilhas parecem desesperadas e aflitas. Percebo, depois, que fogem dos bandos vorazes de estorninhos que volteiam em novelos intensos sobre as águas. Provavelmente de bico aberto para os (as) caçarem.
Uma temperatura ameníssima de Outubro paira ao começo da noite. Só o Verão se atrasou...para nosso agrado, de citadinos, para mal dos campos e da agricultura. Bragança já tem falta de água. 

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Fruta da época : os diospiros


Frágeis de transporte e embalagem, sápidos quando não "travam" na boca, lindos de morrer nas fruteiras, os Diospyros kaki fazem as minhas delícias desde a infância. O seu nome identifica-se, no grego, com o alimento de Zeus - ao que dizem. E são oriundos da China. Vou, hoje, comer o primeiro desta época. E, contra ventos e marés, continuarei a grafar "diospiros" (acentuação grave) que foi como aprendi, e gosto de dizer.

P.S.: para MR, com as melhores lembranças.