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terça-feira, 4 de julho de 2023

Um folheto invulgar



Com 12 páginas apenas, este belo e não frequente folheto, de um dos meus poetas de referência e gosto, que me foi oferecido. Grato reconhecimento ao Amigo ofertante.



sábado, 21 de julho de 2018

Bibliofilia 163


Recentemente adquirido, por 18 euros, este folheto O Novo Janeiro de 1831, de 24 páginas, publicado na Impressão Regia, em 1830, por José Daniel Rodrigues da Costa, é um dos últimos editados em vida do autor que terá falecido em 1832. O seu prefácio põe, no entanto, em dúvida, a indicação de Inocêncio, repetida a partir daí por vários publicistas, que dá Rodrigues Costa como tendo nascido, nas imediações de Leiria, a 31 de Outubro de 1757. No antelóquio, escrito em 1830, José Daniel refere: Desde a idade de dezeseis annos me avezei, não com vaidade, mas com amor ás Bellas Letras, a compor, e a imprimir; acho-me hoje com os meus setenta e quatro... Fazendo fé nesta sua afirmação, ele teria nascido no ano de 1756. E não em 1757, como Inocêncio escreveu.

Como já por aqui referi, no Blogue, a propósito de outras publicações de José Daniel Rodrigues da Costa, que são muitas, a sua obra não é erudita, nem de grande cultura, mas é divertida e irreverente, sendo muito popular, na época. Por outro lado, dá-nos uma visão viva dos costumes lisboetas de então, usando com frequência expressões populares e um vocabulário rico, algum do qual, hoje, raramente é usado, ou caiu mesmo em desuso.
Durante a leitura do folheto, fui tomando nota das palavras que não conhecia e, depois fui procurar-lhes o significado, nos dicionários que tinha à mão. Das 6 que anotei, apenas 1 não consegui esclarecê-la. Aqui as compartilho, com quem visitar o Arpose:

pg. 11 - côvo = cesto comprido de vime usado na pesca.
pg. 12 - martinetes = espécie de martelão movido a água ou vapor empregado nas indústrias mecânicas; martelo de piano.
pg. 13 - atafaes = o que cobre a retranca das cavalgaduras.
pg. 15 - giribanda = termo popular para designar descompustura, reprimenda.
pg. 20 - bovinete = (foram infrutíferas as minhas tentativas para saber o significado desta palavra).
pg. 23 - alicantina = astúcia, manha, trapaça, velhacaria.

domingo, 10 de junho de 2018

Divagações 130


Andaram-me pelos olhos e pelas mãos três livros de poesia deste século, ultimamente. Um, em releitura, que, se não fosse o posfácio de Eugénio de Andrade, não se salvava de todo. Os outros dois deixaram-me um desconforto frio, sobretudo pela arquitectura pobre sobre que foram construidos.
Também hoje se usa, na prosa, o recurso forçado à ficção autobiográfica, bem como prosear à custa de glosar clássicos ou autores já firmemente ancorados nas histórias literárias. Na poesia, é o excesso ao quotidiano que, se poderá atrair um incauto e pouco experiente leitor pelo realismo dos cenários, não deixa de ser um artifício bem mediocre. Que não permite que o poema suba às alturas, sacrificando-o à vulgaridade mais banal.

Li, algures, que, em França, cerca de 1/3 da tiragem dos livros publicados acabam guilhotinados. Será que voltamos ao terror e ao lixo? E quem subsidia estas editoras incontinentes? Será a Banca? Que depois pede ajudas ao Estado, para não se afundar?
Mal ou bem, acabamos sempre por ser envolvidos.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Um folheto em forma de assim...


O título deste poste é uma glosa sobre um livro de crónicas, um pouco surrealistas, de Alexandre O'Neill.
Quase toda a gente teve, decerto, a experiência incómoda de querer explicar, para outros, alguma coisa, facto, situação ou obra, e sentir uma extrema dificuldade em fazê-lo, por lhe faltarem palavras.
O folheto, de que se mostra o verso e reverso, em imagens, recolhi-o num pequeno supermercado semi-gourmet, da zona do Chiado. Mas, para além de pensar que se refere a vinhos e apetrechos com ele relacionados, não lhe descortino o objectivo concreto, nem o que pretende demonstrar.
Críptico, dispersivo, desordenado nas ideias que pretende (?) transmitir, misturando "alhos com bugalhos", tem qualquer coisa de autista. Resta-me classificá-lo como: um folheto em forma de assim - para usar uma expressão de O'Neill.
Se alguém souber interpretá-lo, faça o favor, que eu agradeço. Pode ser que a dificuldade de compreensão seja apenas minha. 

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Para adivinhar o futuro



O folheto, em imagem, foi impresso em papel de paupérrima qualidade, talvez para poder ser vendido a preço baixo. Capa e contracapa, de cor tijolo-claro, são quase transparentes e de espessura muito fina. Esta 10ª edição terá sido editada no primeiro quartel do século XX. Impressa no Porto, vendia-se também em Lisboa, na Rua do Duque, 10. Seria barata para alcançar um grande público.
Terá sido um sucesso, ou best-seller, na época, pelas edições que teve. Sintético nas palavras, limitava-se a indicar à esquerda o tema do sonho e, à direita, o seu significado de futuro. Destinava-se, com certeza, a um público pouco habituado a filosofias. E o folheto não teria, em linha de conta, certamente, as teorias de Freud. Mas deve ter alimentado muitas expectativas... e sonhos.