Tenho a impressão que a Natureza anda esquisita e desajustada do tempo, agora que acabámos de entrar no Verão. De produções, nem se fala: dos limoeiros e oliveiras, nas varandas, a safra virá a ser mínima, se vier a existir, no futuro próximo.
Há alguns anos atrás e na varanda a leste outrabandista, insolitamente, uma jovem rola foi lá dar e não queria sair. Ao fim da tarde e antes de nos deitarmos deixei-a no peitoril e, na manhã seguinte já não a encontrei. Na sexta-feira, foi a vez de um andorinhão que nos entrou pela janela.
Havia vários, em Lisboa, desde a véspera, frenéticos, zilreando e em voos rasantes, paralelos às janelas, caçando insectos ao fim do dia. E na manhã de sexta-feira, um deles, jovem, com penas entre os castanhos e o antracite, errando o rumo veio assustar HMJ, caindo-lhe na mesa.
Houve um pedido de ajuda e agarrei-o pela asas e lá o deitei, de novo, à vida.
