A visão do mar leva-me, quase sempre, para longe.
Os naufrágios de família que, às vezes, sepultamos sob escombros, inesperadamente e sem querermos, podem voltar à tona.
Nesta incomodidade, é talvez útil reavaliarmos o peso, a justeza de decisões que foram tomadas, as consequências. Embora saibamos, de alma, que já não podemos mais voltar atrás.
Depois, com racional crueza, é melhor fecharmos, outra vez, a porta do porão no navio submerso.
para H. e H. N., afectuosamente.
