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sábado, 14 de dezembro de 2013

Livrinhos 21


A obra, com 8,5 por 12 cm., supera ligeiramente as condições mais restritas desta rubrica, mas merece aqui constar. Além disso, estas Rimas, de Gustavo Adolfo Bécquer (1836-1870), são livro de qualidade, com poemas que constituem, talvez, o que de melhor produziu o Romantismo espanhol. O livrinho foi editado em 1949 (Madrid), e tinha o preço de capa de 10 pesetas.
Filho de pintor, com origens flamengas, Gustavo A. Bécquer, nascido em Sevilha, tinha um irmão (Valeriano) que também pintava. É dele o retrato do Poeta, que encima este poste.

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Livrinhos 6 : Alencar e Bécquer



Peninsulares, os livrinhos, um foi impresso em Madrid, no ano de 1949, integrado na colecção "Mas alla" (nº 26), do editor Afrodisio Aguado, S. A., e contém a versão integral das "Rimas" de Gustavo A. Bécquer (1836-1870). Custava, inicialmente, 10 pesetas, o que correspondia a 5$00 escudos portugueses, na altura. Comprei o voluminho, em Lisboa, em segunda mão, por Esc. 200$00, em finais dos anos 90 do século passado.
O segundo livrinho, "Iracema" de José de Alencar (1829-1877), pertencia à "Biblioteca Lilás", e foi editado no Porto (Ed. J. Pereira da Silva, Largo dos Lóios), por volta de 1922, e tem dedicatória manuscrita. Foi adquirido por Esc. 2$50, na Livraria Académica, também no Porto, por volta de 1959. Em imagem mostra-se, também, o início de uma nota do Editor, no mínimo, curiosa.  

para MR, que foi pioneira desta rubrica, no Prosimetron.

domingo, 10 de julho de 2011

A leitura em "zapping"


Usado para caracterizar a constante mudança no visionamento de diferentes canais e programas televisivos, o "zapping" também pode praticar-se ao ouvir música e, talvez mais frequentemente, na leitura de livros diferentes. É um hábito ou vício que, nos tempos mais recentes, me começou a inquietar e, no último mês, me levou a disciplinar, um pouco mais, as leituras, tentando levá-las a eito, uma a uma. Com alguns resultados práticos: acabei de ler 3 livros (até aí, a meio), um dos quais já andava comigo há mais de um ano...
Pese a vergonha (?) como compromisso escrito porque, mesmo assim, aqui vai a lista cronológica (pela data de início de leitura encetada e não acabada) dos livros que ainda ando a ler, em simultâneo:
1. "La cour des ducs de Bourgogne" (Payot, Paris, 1946), de O. Cartellieri.
2. "Rimas, Leyendas y Narraciones" (Editorial Porrúa, México, 1981), de Gustavo Adolfo Bécquer.
3. "Palmeiras Bravas" (Portugália Editora, 1963), de William Faulkner (tradução de Jorge de Sena).
4. "A Intrusa" (Editorial Minerva, 1968), de William Irish (tradução de Baptista de Carvalho).
Creio que será este último, se a disciplina se mantiver, o primeiro que  acabarei de ler...

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Confluências



No panorama da poesia castelhana do séc. XIX, Gustavo Adolfo Bécquer (1836-1870) ocupa um lugar cimeiro. A sua poesia é uma confluência do romantismo, simbolismo e dos inícios do modernismo espanhol. Partilhava com o irmão, Valeriano (que lhe fez o retrato que ilustra este post), o gosto pela pintura, que também praticou, mas foi como poeta que Gustavo se notabilizou. Apesar da sua curta vida, cedo minada pela tuberculose, influenciou as gerações seguintes, de forma importante. Gustavo Bécquer que também teorizou sobre Poesia costumava dizer, citando Lamartine, que: "a melhor poesia escrita é aquela que se não escreve". As suas últimas palavras, pouco antes do Natal de 1870, foram:" Todo mortal".
Traduz-se de Bécquer um dos poemas das suas "Rimas, possivelmente inspirado numa das suas musas, Julia Espín, que cantava ópera.

Do salão, no canto mais escuro
Talvez esquecida por seu dono,
Coberta de pó, silenciosa
Podia ver-se a harpa.

Quantas notas dormiam nessas cordas,
Como pássaro que adormece pelos ramos,
Esperando a branca mão de neve
Que soubesse acordá-las.

Ah! pensei: quantas vezes o génio
Dorme assim no íntimo da alma
E, como Lázaro, espera pela voz
Que lhe diga: "Levanta-te e caminha!"

P.S.: para a "oliveira da eurídice", vai esta harpa fazer companhia ao prosaico "Teodoro".