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domingo, 26 de julho de 2015

Uma fotografia, de vez em quando (65)


Nascido no Luxemburgo, Edward Steichen (1879-1973) cedo foi levado pelos pais, que emigraram, para os E. U. A., tendo adquirido a cidadania americana, em 1900. Notável retratista de celebridades (Matisse, Churchill, Greta Garbo...), colaborou intensamente na Vogue e na Vanity Fair. Foi também pintor e galerista, tendo dirigido o departamento de Fotografia do MOMA, de 1944 a 1962.
O magnífico retrato do poeta Carl Sandburg e mulher, Lilian, já aqui apareceu (6/1/2011) no Blogue. A outra fotografia, em imagem, intitulada "Homem desconhecido com charuto", é de 1915.

domingo, 8 de janeiro de 2012

"...and the winner is..."


Nesta primeira semana de 2012, não tenho a menor dúvida em atribuir o Óscar da "Stupid question to a snappy answer" (ou vice-versa, na versão Mad Magazine) a esta frutuosa e acéfala colaboração Google decrépito/pesquisador baralhado, como passo a exemplificar.
O investigador desarrumado escreveu: "templos e cemitérios históricos maria salomé". (Mas que desarranjo de espírito!...)
O motor de busca Google virou-se logo para o Arpose e, caquético, em vez de encaminhar o curioso para a imagem de um poste sobre Carl Sandburg, de 1/12/2010, no seu Alzheimer progressivo, indicou-lhe: "Leituras Antigas II...", em que se fala de Cortez e Sir Walter Raleigh...
Ó Google, e se te fosses recauchutar?!...

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

No aniversário do nascimento de Carl Sandburg


Oferenda e Recusa

Podia amar-te
como raízes secas amam a chuva.
Podia abraçar-te
como ramos ao vento
agarram suas pétalas.
Perdoa-me
por ser tão breve.

.................................

Deixa o teu coração
contemplar a branca espuma
do mar, e fica só.

O amor é uma estrela enlouquecida.

Tu e um círculo de estrelas
podem dizer o meu nome
e depois esquecer-me.

O amor é uma estrela enlouquecida.


Carl Sandburg (1878-1967)

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Mais um poema de Carl Sandburg



Erva

Empilhem ao alto os corpos em Austerlitz e Waterloo.
Enterrem-nos bem fundo e deixem-me trabalhar -
Eu sou a erva; cubro-os a todos.
E empilhem-nos bem alto em Gettysburg
E amontoem-nos, alto, em Ypres e Verdun.
Enterrem-nos bem fundo e deixem-me trabalhar.
Dois anos, dez anos e os passageiros hão-de perguntar ao motorista:

Que lugar é este?
Onde é que estamos nós?

Eu sou a erva.
Deixai-me trabalhar.
1917; 1918

sábado, 30 de outubro de 2010

Carl Sandburg


Já aqui referi (26/2/2010) o poeta americano, de ascendência sueca, Carl Sandburg (1878-1967). Tem obra vasta, principalmente poesia, mas também escreveu uma biografia sobre o presidente Lincoln (1939). Os dois poemas que vamos traduzir pertencem ao livro Honey and Salt, de 1963. Sandburg foi, também, um activista importante na luta pelos Direitos Cívicos, nos Estados Unidos da América. Ganhou, por três vezes, o prémio Pulitzer. A sua poesia, muito inspirada pela Natureza, lembra a poesia japonesa, até pela simplicidade.

Metamorfose

Quando a água se faz gelo recorda
que já foi água?
Quando o gelo volta a ser água lembra-se
que antes fora gelo?

Partindo

Porque terá ele escrito para ela
dizendo, "Não posso viver sem ti" ?
E porque terá ela escrito para ele,
"Sem ti não posso viver" ?
Porque ele foi para oeste e ela para
leste e ambos continuaram a viver.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Citações XIV : Carl Sandburg



A poesia é o diário de um animal marinho que vive na terra, mas quer voar.

Carl Sandburg (1878-1967), poeta norte-americano.