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domingo, 22 de abril de 2018

Filatelia CXXIII


Dificilmente saberemos, um dia, aquilo que Isabel II pensa da vida e do mundo. Ou mesmo do Brexit. E, embora, num tom irónico de um documentário que vi, recentemente, o jornalista refira que, em relação à biblioteca da Rainha, os livros parece não terem sido mexidos nos últimos 40 anos, dou o benefício da dúvida de que Isabel II, do alto dos seus 92 anos e da sua experiência de 66 anos de reinado, alguma sabedoria terá adquirido. Mesmo que leia pouco e que veja muita televisão. A crise do Suez (1956), a guerra das Malvinas (1982), a morte de Diana (1997), tê-la-ão, decerto, feito reflectir um pouco, pelo menos.



Também o Royal Mail sofreu profundas alterações, de 1952 até hoje. De uma gestão equilibrada em emissões de selos, gradualmente, passou a uma desenfreada política comercial, que se iniciou bem antes até da sua privatização. Por uma questão de justiça, refira-se a grande qualidade gráfica que se tem mantido, por entre ventos e marés, nas séries dos correios ingleses. Não creio que Isabel II tenha tido grande influência neste facto, muito embora a colecção filatélica da Casa Real britânica seja considerada como uma das mais completas e melhores do mundo, graças à paixão e empenho que Jorge V (1865-1936), seu avô paterno, distinto filatelista, lhe consagrou.




Hoje, data do aniversário de Isabel II (21 de Abril de 1926), o Royal Mail não se esquecerá, com certeza, de celebrar o facto, com uma condigna emissão de selos, alusiva à efeméride.


segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Descubra as diferenças


É normal que os amigos de um casal, pais recentes, ao verem o recém-nascido, menino ou menina, exclamem sorridentes e efusivos: "é tão parecido com...", " lembra...", "é a cara chapada de..." - procurando um rosto antepassado, para avalizar, pelas feições, a legitimidade do nascituro. Há, neste esforço de procurar as semelhanças, o sentido de uma moral ou de piedade cristã, que só poderemos louvar.
O futuro pode trazer também esse carimbo de legitimidade sanguínia e de genes passados. Se compararmos o rosto de Jorge V (1865-1936), de Inglaterra, com os traços do czar Nicolau II (1868-1918), da Rússia, que eram primos, e ambos netos da rainha Victoria, a semelhança é enorme e impressionante. Mas se compararmos o nosso D. Pedro IV com o seu irmão D. Miguel, portugueses e irmãos, a dissonância dos seus rostos é profunda.
O mistério reside, bem como o nó do probema, na figura augusta da rainha Carlota Joaquina. Porque como diz o povo: mãe há só uma!...
Já agora, e o Menino Jesus, a quem aparentava: ao Espírito Santo ou ao S. José?