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domingo, 25 de janeiro de 2026

Foi assim a Norte

 


Não era muito frequente, a neve. Lembro-me dela, na zona, quando tinha 5, 14 e aos 20 anos de idade.

quarta-feira, 25 de dezembro de 2024

Ideias fixas 91


O azeite, virgem extra, tinha vindo do Esporão, os alhos eram bravos e picantes, a penca poderia ter vindo do Norte, como o verde tinto (alvarelhão, pedral e vinhão) viera de Monção. O lombo do bacalhau era da zona de Ílhavo, quanto à salga, e tinha entre 5,5 e 6 centímetros de altura, com lascas bem generosas.

Ele, sem jeito, no decurso de uma conversa, e a despropósito lançou para a mesa:

"Os minhotos são manhosos, os transmontanos, imperativos."


sexta-feira, 2 de junho de 2023

5 dizeres regionais minhotos



Numa revisita à obra Apontamentos acerca do Baixo-Minho (1957/8), de F. J. Martins Sequeira, recolhi um pequeno conjunto de termos regionais pitorescos que passo a citar, dando o respectivo significado:

1. Andrómina - tretas, mentira, intrujice. (Conhecia a palavra endrómina, como engano, falsidade.)
2. Bègueiro - mulo, macho, jumento de carga.
3. Comilice - trapaça ao jogo, batota, fraude, exagero de preço.
4. Lorfinho - muito fofo, macio.
5. Pito - âmago apodrecido da fruta, sem mostras por fora: «uma pêra que parecia tão linda e tem pito.»

segunda-feira, 1 de agosto de 2022

Adagiário CCCXXXIXL

 


Em meados de Agosto calcula-se o mosto.

quinta-feira, 7 de março de 2019

Das histórias


Será que ainda haverá histórias por contar? Duvido.
Originárias de mitos, ancestrais, dão expressão catárctica às angústias humanas ou, de forma positiva, aos anseios mais íntimos, inconfessáveis ou não, dos seres humanos. E a sua urdidura ou trama reside em contos ou fastos mais antigos, normalmente, a que cada geração dá formato actualizado na sua época, sem transgredir demasiado, a matriz original. O ponto acrescentado ("quem conta um conto, acrescenta um ponto") à verdade real ou à imaginação ficcionada pode, no entanto, dar-lhe a suficiente beleza e qualidade que obriga a narrativa da mera tradição popular e oral, a passar para a classe superior de literatura escrita.
Será por isso curial lembrar, a propósito, as palavras de Almeida Garrett, para explicar a génese da sua peça teatral "Frei Luís de Sousa":

Há muitos anos, discorrendo num Verão pela deliciosa beira-mar da província do Minho, fui dar com um teatro ambulante de actores castelhanos fazendo as suas récitas numa tenda de lona no areal da Póvoa de Varzim além de Vila do Conde. Era tempo de banhos, havia feira e concorrência grande; fomos à noite ao teatro; davam a comédia famosa não sei de quem, mas o assunto era este mesmo de Frei Luís de Sousa. Lembra-me que ri muito de um homem que nadava em certas ondas de papelão, enquanto num altinho, mais baixo que o cotovelo dos actores, ardia um palàciozinho também de papelão... era o de Manuel de Sousa-Coutinho em Almada!

quinta-feira, 9 de agosto de 2018

Do que fui lendo por aí... 21


A louçania da mulher minhota não dispensava, por festa, romaria ou procissão, os atavios de ouro - lembro-me bem... Talvez por ali houvesse, também, alguma vaidade de mostrar os seus pertences de família ou a capacidade do seu dote. Dir-se-ia que, nalguns casos, pecava por exagero.
Mas qualquer dona minhota que se prezasse teria certamente, no seu bauzinho de jóias, as arrecadas de filigrana e o seu grosso cordão dourado. E as criadas de servir, muitas vezes trabalhavam uma vida inteira para investir no fio de ouro, que compravam, normalmente a prestações, no ourives da terra.


Por isso, não estranhei que, num artigo da Revista de Guimarães (vol. LXVII, Jan.-Jun. de 1957), intitulado "Das origens e técnica do trabalho do ouro", o coronel Mário Cardoso (1889-1982) referisse, em nota de rodapé, o seguinte: "...sabe-se que as mulheres ibéricas superavam as etruscas, célticas e outras, na sua vistosa indumentária e na riqueza exuberante com que se ornamentavam, cobrindo o toucado com diademas e rosetas de ouro, o pescoço e o peito com múltiplos colares e pendentes, grandes arrecadas, nas orelhas, pulseiras, braceletes (...) de uma grande quantidade de jóias de ouro ao pescoço, cordões, cruzes, medalhões de filigrana, etc., que por vezes cobrem todo o peito da lavradeira." (pgs. 18/9)

um agradecimento especial a H. N. - ele sabe porquê...

quinta-feira, 28 de setembro de 2017

Alguns regionalismos albicastrenses (1)


1. Acarcoujado - dobrado, inclinado.
2. Aconapado - muito remendado.
3. A de-rabo - atrás de.
4. Agostadouros - pastos de Verão, dos restolhos.
5. Aldeagas - homem muito falador.
6. Alonso* - parvo.


* também conheço, do Minho, este regionalismo, com o mesmo significado.

quinta-feira, 27 de abril de 2017

Divagações 122


Eu creio que já por aqui falei do meu fastio pela ficção, ultimamente. Da desaparição súbita da minha necessária suspention of disbelief, de que falava Coleridge, e que me acompanhava desde tenra idade (à partida, inocente, e depois consciente), para entrar, sem condições prévias, na leitura das coisas imaginadas e das mentiras fascinantes de enredos que entretêm e empolgam. Ou mesmo, nessas histórias rústicas com que a Maria, afectuosamente, me povoava os minutos, pouco antes de eu adormecer, na infância, com aventuras de lobisomens do Marão, que iam a par das imagens dos monstros pacíficos dos barros geniais de Rosa Ramalho. Porque o Minho, aqui há 60/70 anos, era assim, muito naturalmente - honra lhe seja!
A História, o Ensaio, a Poesia iam sendo, exclusivamente, as minhas leituras. Dos vivos, sobravam Mário de Carvalho e Mia Couto, em prosa portuguesa, e pouco mais. Dizia, para mim: estás cada vez mais esquisito e elitista! Mas nem por isso concordava com o meu grilo falante. E tentava, heroicamente, lutar contra esse fastio, esse tédio que me provocava a ficção. Se calhar, ocasionado por esta nossa época repugnante de post-verdades, em que até os políticos ficcionam abusiva e excessivamente, a realidade dos dias e das coisas mais banais. Até porque eu já tinha a minha conta, em altura própria, do pioneiro Pessoa, em matéria de poesia.
Um destes dias, li (Expresso? Público?) uma crítica efusiva e épica ao livro mais recente da Elena Ferrante portuguesa (parecida, talvez, pelo pseudónimo e discrição, que não pela qualidade literária, por certo). Crédulo, anotei, fiquei atento e pus-me em campo, como em jeito de esperança salvífica. Proporcionou-se, anteontem, passarmos por A Escriba, nossa livraria de referência (passe a publicidade, mais que merecida), pequeno espaço, mas onde encontrámos sempre aquilo que de mais importante se vai publicando em Portugal. Displicentemente, perguntei à Dona se tinha algum livro de Teresa Veiga. Que sim: havia três obras da ficcionista. Céptico embora, folheei os livros e, por uma questão de segurança, escolhi o mais barato que, por acaso era o segundo da escritora. Paguei, por ele, 12 euros.
Depois, foram dois dias de penosa e desgostante leitura. Um sacrifício de obrigação, embora o livro esteja razoavelmente escrito: a tal escrita bem sucedida, mas que não é, em definitivo, literatura. Além de que o enredo das duas novelas é de uma pobreza confrangedora, embora a puxar ao fino, assim entre a Junqueira, Belém e Cascais, de outras eras, fora a serra de Monchique, das termas, e Albufeira, metendo uma Florbela Espanca muito pouco convincente, pelo meio, que até começa a gostar da poesia de Emily Dickinson - imagine-se. Acabei o livro hoje, com grande mortificação das meninges. E achei que bem merecia uma necessária compensação pelo sacrifício. Por isso, retirei da estante um Simenon, para reler. Porque, o gosto e o prazer - sei - serão garantidos. Apesar da ficção...

terça-feira, 5 de abril de 2016

Arquiepiscopal e minhota


D. José de Bragança (1703-1756), irmão de D. João V, e que tomou posse como Arcebispo de Braga, em 1741, pouco depois de assumir funções, incompatibilizou-se com o cabido bracarense. Deixou a cidade e dirigiu-se a Guimarães, onde foi recebido apoteoticamente pelos vimaranenses, que o acolheram muito bem e com orgulho. Primeiro aboletou-se no palacete do fidalgo Tadeu Camões, próximo da Igreja da Misericórdia e, mais tarde, mandou construir a nobre casa que hoje é chamada dos Coutos. Por lá estadiou cerca de dois anos e deixou boas recordações, além do "Guimarães agradecido", antologia em 2 volumes de poesias frustes e medíocres, que o fidalgo Tadeu Camões fez editar, reconhecidamente grato, através do Colégio dos Nobres, em Coimbra.
O palacete do fidalgo vimaranense foi sede e palco de reuniões da "Academia Vimaranense", durante o séc. XVIII, a exemplo da Arcádia Lusitana e de tantas outras agremiações poéticas, que proliferaram por esse Portugal fora, no século das Luzes. 
Relha e velha era já, porém, a rivalidade entre Braga e Guimarães que, na primeira metade do século XX, tomou proporções meramente futebolísticas, na sua forma mais popular de oposição regionalista. De Braga, se dizia em Guimarães, nos anos 50, que vivia dos rendimentos e da cumplicidade com o Poder que se instalara, após o 28 de Maio de 1926, bem como dos favores da Igreja. Porque Guimarães era a cidade laica e trabalhadora: os curtumes, a cutelaria, os têxteis, o calçado... Enquanto Braga só muito tarde acordou para a indústria, com a fábrica da Grundig, que começou a dar emprego qualificado a muitos bracarenses. Até lá, era só comércio e sacristias...  
Andei ontem por Braga, e vi-a de outro modo, já sem os preconceitos regionalistas, que a idade e maturidade me foi fazendo perder. E o que mais me surpreendeu, para além do uso comum do granito, foi a natureza monumental da sua arquitectura, acachapada à terra, mas sólida e impressiva. Mas Guimarães não deixa de ter, na sua laicidade natural e orgulhosa, a elegância aérea de alguns monumentos e edifícios, que falta a Braga, de todo. Nem tudo se perdeu na minha memória das duas cidades minhotas.

segunda-feira, 4 de abril de 2016

O comer vimaranense


À saída, o sr. Florêncio, que obstruía a porta, olhando o horizonte em busca de uma aberta azul sobre a chuva contínua, quando deu por nós, desculpou-se numa frase que eu já não ouvia, há séculos, em toda a sua propriedade e esplendor: "Desculpem-me!, que eu não dei fé..." E, graciosamente discreto, afastou-se, deixando-nos sair para a rua.
Trazíamos, de nossa conta, 6 maviosos e macios pastéis de bacalhau, broa e rosca vimaranenses, uns filetes de pescada com arroz de feijão vermelho que HMJ não chegou a acabar; pela minha parte, matei saudades da língua estufada com as competentes ervilhas, batatas e um arroz branco boníssimo. Só do Minho não foi o Diálogo duriense de 2014, tinto Nieeport. Tudo a preceito.
É bom que se diga que o sr. Florêncio levou grande parte da sua vida, que já vai em oitenta e picos, a construir a excelência do seu Restaurante. Com sucesso. É um must de Guimarães, e fica a cerca de um quilómetro do Castelo, na rua da Senhora da Madre Deus, a caminho de S. Torcato. Assim abençoado de pergaminhos e toponímia...

quinta-feira, 30 de abril de 2015

Mercearias Finas 101


Era um vinho silvestre, o que bebi. Branco, sem pretensões puristas ou aristocráticas, mas como manda a plebe de além Tejo, ou melhor, das terras do Sado. Fernão Pires, com certeza, mais um poucochinho de Antão Vaz, para lhe dar equilíbrio e consistência honrada e nobre, mas chegava, quanto a castas consagradas e nomes que se possam confundir com pessoas da terra chã. Devia estar lotado com uvas mais ruanas, no seu todo.
Mas isso bastou para me lembrar sobremesas de antanho: o creme (que no Sul chamam: leite-creme), rolo (torta enrolada de..., como se diz, por aqui) - que os minhotos são pessoas dirigidas ao essencial, simples mas manhosos, na sua dura e pura ancestralidade castigada, onde pesa a chuva prolongada e o granito de poucas cores. Nada róseas, mas eu não me posso queixar, inteiramente...
Na sobremesa, fui no toucinho do céu, que também é vimaranense. Há quem diga, até, que de origem. Eu, que não sou pretensioso, não chegaria a tanto. Mas parece que me abençoaram de longe, porque não me arrependi: estava delicioso e à melhor maneira de finalizar o entrecosto grelhado competente, que me serviram ao almoço, neste restaurante, à beira da estrada que leva a lugares sem história registada.
A mim que sou beirão, de nascença, com sangue de pais minhotos genuínos.

Em jeito de bónus final, e porque à gastronomia diz respeito, duas palavras recolhidas de Diário de Paris/ 2001-2003, de M. D. Mathias, que continuo a ler:
Faceira - focinho do porco.
Alheita - cabeça do peixe.
Ao que o livro refere, particularmente saborosos.

quinta-feira, 12 de março de 2015

Ramalho, em Paris


Ora vejam:

...Os portugueses são indolentes, pezados, mas persistentes, perseverantes, fieis e generosos; taes são as principaes qualidades que fazem o seu elogio. É um paiz onde o "menu" de um banquete de um burguez ainda hoje se cifra em tres palavras: sopa, vaca e arroz. Napoleão dizia que com soldados portugueses daria a volta ao mundo. Os homens, cuja dureza tanto admirava o primeiro guerreiro dos tempos modernos, tinham-se creado com o mais rijo dos alimentos - a broa.
Entre os portugueses são os minhotos os homens que primeiro pegam em armas e sustentam a guerra ao primeiro indicio de opressão com que os ameacem. Se estudarmos a razão d'este forte sentimento de independencia na gente do Minho, encontramol-a na saudavel frugalidade nacional do caldo d'unto e do vinho verde.

Tirando a referência à perseverança, como qualidade dos portugueses, eu estaria tentado a concordar com grande parte do resto desta citação de Ramalho Ortigão (1836-1915). Este livro (Em Paris), um dos menos conhecidos do Escritor portuense, entre outras coisas, é um hino à gastronomia e à Mulher. E lê-se, com imenso agrado, rapidamente.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Nomes


Também os nomes e apelidos passam. Têm seu tempo e moda e, depois, apagam-se, muitas vezes, para sempre. Talvez como os de hoje em dia, alguns deles inspirados em telenovelas e em heróis efémeros e mediáticos...
De uma monografia sobre uma pequena aldeia ou vila minhota, recolhi, pelo exotismo a que me sabem, alguns exemplos antigos de nomes e apelidos, então, usados (Século XI). Aqui ficam:
- Salamiro Fafilaz
- Rodrigo Riquilaz
- Pelágio Justiz (filho de Justo)
- Rodorigo (variante de Rodrigo e Rorigo)
- Gundisalvo
- Odório
- (Dona) Aragunte
- Eldega
Todos eles curiosos e estranhos, nos dias de hoje...

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

2 regionalismos avulsos


Estes (regionalismos?) não vieram de livros, mas de terem sido ouvidos, em conversa. Por alguém (A. de A. M.) que costuma deles tomar nota, e que mos transmitiu, depois. Assim:
1. De provável origem minhota: indejar, com o significado de agitar, abanar. Por exemplo: "Não indejes a garrafa de Vinho do Porto!"
2. De proveniência beirã: condesilhar, significando tratar com cuidado ou desvêlo.

sábado, 28 de junho de 2014

Regionalismos transmontanos (43)


1. Gala-fula - apressadamente, com sofreguidão.
2. Galfarro - vadio, beleguim.
3. Galiqueira - blenorragia.
4. Ganapo - rapazito. Lampantim.
5. Garimo - quente, abrigado, carinhoso.
6. Gastalhão - homem alto.

Nota pessoal: as palavras 2, 3 e 4 eram usadas, no Minho, com o mesmo significado.

sexta-feira, 4 de abril de 2014

segunda-feira, 31 de março de 2014

Uma louvável iniciativa (25)


Mais três pacotinhos de açúcar, desta vez, alusivos à província do Minho (no verso, com informações sobre a arte da filigrana), do Douro Litoral, com um pequeno texto sobre o Vinho do Porto. Finalmente, da Ilha da Madeira, com a receita do conhecido Bolo de Mel islenho, no verso. De que, também, deixamos a imagem.

sábado, 28 de dezembro de 2013

Uma fotografia, de vez em quando (25)


Por razões objectivas, e a pedido, não se identifica o autor das fotografias.
De concreto, presidiu a vontade de expressar uma paisagem exterior, de horizonte largo, e outra, interior ou mais intimista.
Admita-se, no entanto, que o mar é o Atlântico, de Casablanca, e o maple, que era forrado a verde, sobre tábuas de pinho, fazia parte da mobília de uma casa minhota. Ambas as fotografias são de 1989.

terça-feira, 30 de julho de 2013

Regionalismos minhotos (45)


Terminamos, hoje, esta escolha que temos vindo a fazer, com base nos dois voluminhos do Vocabulário Minhoto, de M. Boaventura. Daí, o número de regionalismos ser maior, passando dos habituais 6, para 9, neste poste. Veremos, se será possível dar continuidade à temática (Regionalismos), através de palavras menos usuais, de outras regiões portuguesas. O tempo dirá... Para já, aqui vão os últimos do Minho:

1. Urraca - volta de cabo para puxar a vela. Água-pé ordinária.
2. Varar - conduzir, levar por sobre a praia.
3. Vazalheiro - linguareiro.
4. Vingada - madura.
5. Xinxadela ou Chinchadela - ferroada, ferradela.
6. Zarro - pateta.
7. Zóla - bebedeira.
8. Zungar - fungar, atirar pelo ar fora.
9. Zurato - doido, casa de doidos, hospício.

sábado, 20 de julho de 2013

Regionalismos minhotos (44)


Finaliza-se, hoje, a selecção dos regionalismos minhotos iniciados pela letra T. Como se segue:

1. Trapicalho ou trepicalho - farrapo, roupa ordinária. Coisa sem valor.
2. Trêpo - canhoto de lenha miúda.
3. Triclos-meclos - estar com os triclos-meclos: sem saber o que diz. Bêbado.
4. Trilhadela - magoadela, ferimento.
5. Trocho - troço. Pé de couve cortado junto às folhas.
6. Trompetudo - mal encarado, antipático.