quarta-feira, 12 de fevereiro de 2025
Bibliofilia 220
terça-feira, 4 de outubro de 2022
Mercearias Finas 182
segunda-feira, 30 de agosto de 2021
Pensar 2
Aliás, a obra ímpar supra reproduzida, modelo espantoso de junção de géneros, exige sempre um retornar à História do Liberalismo para compreender bem a obra e situar o leitor no seu contexto. Caso contrário, a criação magnífica de Almeida Garrett não passa de uma enorme “chatice”.
No entanto, a consulta e leitura de várias obras sobre a época não tem ajudado, em muitos casos, ao esclarecimento, porque, nas palavras de Reis Torgal, “sou já de um tempo em que a história do liberalismo e da república, ou a história contemporânea em geral, não era abordada na Universidade e, se o era no ensino primário e no ensino secundário, pretendia-se, de uma forma expressa ou subliminar, integrá-lo numa lógica corporativa de crítica ao liberalismo individualista, ao demoliberalismo, ao socialismo (democrático ou comunista) ou mesmo ao cristianismo dito «progressista».”
Nesse sentido, Reis Torgal cumpre perfeitamente o que
promete no capítulo O Sentido deste
Livro, a saber:
“Assumidamente esta obra integra-se nas comemorações do Bicentenário da Revolução de 1820, que se estende pelo menos até 1823, e pretende atrair a atenção do leitor para alguns aspetos que o autor foi estudando, com a maior objectividade a que o obriga a condição do historiador, aspectos que considerou de certa importância e atualidade. Não quis cometer o erro de confundir o presente com o passado, mas também não quis esconder as razões que me levarem a abordar os temas que a seguir são tratados. Num país em que (quase) nada se discute seriamente, não pretendi omitir qualquer ideia, mesmo mais presente e polémica, que justificasse o trabalho realizado e, por vezes, revisto”.
1)Luís Reis Torgal, Essa Palavra Liberdade ..., Lisboa, Temas e Debates – Círculo de
Leitores, junho de 2021
Post de HMJ
segunda-feira, 28 de dezembro de 2020
Bibliofilia 184
Não são muito abundantes os elementos biográficos ou dados críticos sobre o poeta José Maria da Costa e Silva (1788-1854), que foi também tradutor e historiador de literatura. Óscar Lopes dedica-lhe apenas duas entradas mínimas na sua obra maior, apesar do escritor ter uma bibliografia extensa, como aliás Inocêncio refere nos volumes V (pgs. 25, 450), VII (120) e XIII (90) do seu Dicionário.
Se a tradução, em 1850, de Os Argonautas, de Apolónio de Rodes, foi bem recebida pelos seus leitores, o poema O Passeio, cuja segunda edição, aumentada, saiu em 1844, foi elogiado por José Agostinho de Macedo e Almeida Garrett. Dono de uma importante biblioteca, que contava cerca de 16.000 livros, sobretudo de poesia, Costa e Silva dedicou-se, já nos últimos anos de vida, à escrita do Ensaio Biographico-Critico sobre os Melhores Poetas Portuguezes ( 1850/9).
Obra monumental em 10 volumes (os 2 últimos livros são já póstumos) que, apesar de algumas inexactidões, lhe grangearam fama e prestígio, no final da vida. Consta de uma análise por escolas literárias, cronológica, e da recensão interpretativa dos vários poetas portugueses, com transcrições de muitas poesias. Este notável trabalho merecia ser mais bem conhecido. E lido...
terça-feira, 20 de outubro de 2020
Esquecidos (4)
Enquanto 3 canónicos e bolorentos académicos vêm definir em livro, inquisitorialmente, o que se deve ler e lembrar na literatura nacional, venho eu, com generosidade liberal, recordar um mavioso esquecido: João Xavier de Matos (1730?-1789), poeta de tardios acentos camonianos.
As dez entradas do vate no registo do Arpose dispensam-me que dele fale em pormenor neste undécimo poste. Mas direi que dele falaram bem Garrett, Jacinto do Prado Coelho e David Mourão-Ferreira, pelo menos. E os cegos cantavam os seus versos suaves pelas ruas de Lisboa. A sua Écloga de Albano e Damiana teve inúmeras impressões, muito embora a primeira edição das suas obras em livro só tenha aparecido em 1770.
O Poeta, que gozou da protecção do Marquês de Nisa e de Fr. Manuel do Cenáculo (na BPE existem inúmeras cartas e manuscritos seus), foi sendo reeditado até ao primeiro quartel do séc. XIX, mas depois deu-se-lhe um quase total apagamento. Nascido, porventura em Alfange (como sugere J. do Prado Coelho), no termo de Santarém, João Xavier de Matos viveu em Lisboa, Porto (alguns poucos anos, onde se fez sócio da Arcádia Portuense), Vidigueira e Vila de Frades, onde veio a falecer. E onde tem nome de rua.
Aqui ficam dois sonetos seus do primeiro tomo dos três existentes da sua obra esquecida.quarta-feira, 17 de abril de 2019
Do que fui lendo por aí... 26
quinta-feira, 7 de março de 2019
Das histórias
quarta-feira, 28 de novembro de 2018
Bibliofilia 167
quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018
Leilão de livros e manuscritos
terça-feira, 2 de agosto de 2016
Sobre a Língua (portuguesa) e seus cultores
Nota pessoal: Álvaro Júlio da Costa Pimpão, tendo sido reitor de Liceu, foi depois leitor de português em Bordéus, vindo mais tarde a tornar-se professor catedrático da Universidade de Coimbra. Tive-o como mestre de Teoria da Literatura, creio que em 1963. Como episódio curioso posso informar que usava cerca de duas aulas para analisar a forma como Eça descrevia os modos diversos do bater das horas de relógio nos seus romances...




























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