Mostrar mensagens com a etiqueta Abstenção. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Abstenção. Mostrar todas as mensagens

domingo, 6 de outubro de 2019

Os matrecos


Voto desde 1969, há 50 anos, portanto. Apenas falhei umas Europeias, por estar doente e acamado.
Estou à vontade, por isso, para me insurgir com a enormidade percentual (44/49%) da abstenção nestas eleições portuguesas legislativas de hoje. Com 21 opções possíveis, estas criaturas que não votam não podem ser tratadas com delicadeza, mas como marginais da vida pública. Autênticos matrecos, ou na feliz expressão de alguém, que eu conheci: gentinha que anda na vida por ver andar os outros.
Embora eu não advogue o voto obrigatório, como na Bélgica, estas criaturas só me merecem desprezo.

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

O dia seguinte


Quando acordo, logo de manhã, o denso nevoeiro não me permite, da janela, ver, até muito longe, os contornos definidos do horizonte.
Um factor retive, no entanto, da noite anterior. Talvez por razões de proximidade e confiança local, o peso da abstenção, nestas eleições, estancou a sua tendência vertiginosa e progressiva de crescimento. Se nas últimas eleições presidenciais chegou aos 53%, ontem, nas locais, ficou-se pelos 47%. Magra consolação - dirão -, mas sempre é um sinal positivo.
Pode concluir-se que mais de metade dos eleitores portugueses ainda está viva. E, eles, acordados.

sábado, 28 de setembro de 2013

Amanhã

Falemos por parábolas. Há, pelo menos, três comodidades facilmente reconhecíveis: a da juventude, a cegueira mental aliada à paralisia física , e a preguiça natural da velhice. Convém, no entanto lembrar, que há sempre uma palavra a dizer. Para quem ainda possa estar vivo.