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terça-feira, 31 de julho de 2012

A distracção de Álvaro 2


Devido a mais uma falha de "serviço mínimo" não prestado pelo Metro de Lisboa, apresentei não uma, mas três reclamações em dias seguidos. Passado uma semana, recebi de resposta o seguinte "naco de prosa" que não resisto de partilhar com os leitores, muitos deles diariamente lesados:

"Recebemos o e-mail que nos enviou relativo às escadas mecânicas que se encontram fora de serviço.

O Metropolitano de Lisboa tem de assegurar a máxima operacionalidade funcional de qualquer equipamento, designadamente das escadas mecânicas observando sempre os devidos requisitos de segurança. Sempre que é reportada qualquer anomalia as escadas mecânicas são imediatamente colocados fora de serviço para verificação e reparação.

Assim sucedeu no caso que refere relativo às escadas mecânicas da Baixa Chiado.

Não podendo a sua reparação ser assegurada por meios internos, foi necessário recorrer, para o efeito a empresas especializadas. A contratualização destes serviços obedece, todavia, a condicionalismos legais próprios que, tendo em conta os montantes envolvidos, passam pela realização de concursos públicos.

O concurso em causa foi lançado, encontrando-se a decorrer os seus termos, estando a empresa a fazer os possíveis para que, tendo em consideração o largo período de tempo em que os nossos cliente se têm visto privados destes equipamentos, a respectiva conclusão com a adjudicação e o início dos trabalhos ocorra com a maior brevidade possível,

Até lá resta-nos mais uma vez apelar à compreensão dos nossos clientes, apresentando o devido pedido de desculpas pelos incómodos causados.

Com os melhores cumprimentos"

De facto, o nosso Álvaro ando muito distraído, ocupado com o "Código do Trabalho", esqueceu-se de "modernizar" as empresas, sobretudo aquelas sob alçada e alimentadas com dinheiros públicos. Fica uma sugestão: e se ele pedisse à PT que, em vez da barulheira nos corredores do Metro, desse um "jeitinho" para empregar o dinheiro naquilo que é essencial ? Porque a "gente" pede pão e detesta caviar !

Post de HMJ



terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Da janela do aposento 6: Dia da Mentira

Na sequência da notícia, dada pelo PROSIMETRON, sobre a abertura, em 2012, da extensão do Metro até ao Aeroporto, entrei na página oficial da dita empresa que conhecemos pela excelência do serviço prestado.
Atesto aos nossos leitores, pela minha honra, que não me enganei naquilo que vi. Aqui vai o testemunho para memória futura:
Com efeito, uma empresa internacional, SGS, com sede no "insuspeitável" país que se chama Suiça, passou um certificado de excelência e qualidade ao Metropolitano de Lisboa.
Que o "chief executive officer", Chris Kirk na imagem abaixo, nunca tenha subido, à pata, os quatro lanços de escada rolante, avariados com frequência, da estação Baixa-Chiado, até se compreende.
Que a senhora administradora da SGS, Portugal, Ana Pina Teixeira, não o tenha feito, antes de assinar de cruz o relatório de excelência, constitui, no mínimo, desleixo, se não fosse ofensa a todos os utilizadores diários do Metro.
A dita senhora nem deve ter olhado bem para o mapa de rede do Metro que, como no Chiado, não tem elevador para a superfície. Sendo proibido, por norma nas cidades do centro da Europa, que as pessoas com carrinhos de bébé utilizem a escada rolante, sem pensar nas pessoas em cadeiras de rodas, pergunta-se como a empresa SGS empresta o nome para semelhante mentira, porque o destempero não tem outro nome !
Post de HMJ
No direito à indignação, consagrando este post a MR

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

A telenovela das escadas rolantes

Finalmente, um jornal ("Público") interessou-se pela "saga" das escadas rolantes da estação de Metro Baixa-Chiado que, ainda ontem e como vem sendo hábito, tinham 4 lanços avariados e parados. Acresce o interesse da Assembleia Municipal de Lisboa, pelo caso, que é vergonhoso e mostra, à saciedade, a produtividade, capacidade e eficácia da Administração do Metro onde, entre os 5(!) elementos, 2 são engenheiros. Ao ler a notícia no "Público", inicialmente, regozijei-me. Mas quando vi as paupérrimas e salvíficas explicações dessa inefável Administração, voltei a ficar preocupado: prometem que no fim do 1º trimestre de 2011 o problema estará resolvido!?...
Se eu não tivesse alguma experiência, no decurso da minha vida profissional, do tipo de manutenção de escadas rolantes, monta-cargas e elevadores, talvez aceitasse essas explicações, e me calasse. Mas essa prática de problemas permite-me definir, sucintamente, as razões de um tipo prolongado de avaria que se não resolve. São exclusivamente 3, que explicito:
1. Falta de pagamento à empresa de manutenção, por parte da empresa contratante (neste caso, o Metropolitano de Lisboa);
2. Falta de peças para conserto da avaria, por parte da empresa de manutenção (este problema resolve-se, no máximo, em 15 dias, mesmo que as peças venham do estrangeiro); no caso vertente é a Schmidt & Sohn (alemã);
3. Desleixo, incompetência e falta de eficácia das chefias de uma empresa (neste caso, Administração do Metropolitano de Lisboa).
Como há-de imaginar quem me lê, e tem lido, não tenho dúvidas que é a 3ª razão o motivo das escadas rolantes da Estação Baixa-Chiado terem estado avariadas, no Verão de 2010, cerca de 4 meses e, agora, desde o início de Janeiro de 2011, até hoje. Produtividade portuguesa?, valha-me deus! Mudem mas é esta inefável Administração para o piso mais fundo da citada Estação.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Estabilidade, coerência e produtividade de uma Administração


O tema é recorrente, a situação é a mesma, desde Junho de 2010. Mas neste ano da graça de 2011, faz hoje, no mínimo, um mês e um dia, que 3 lanços de escada, na descida, e 1, na subida, das escadas rolantes da estação de Metropolitano da Baixa-Chiado, se encontram avariados. Sei que, diariamente, seguem para instâncias superiores, pelo menos, 2 relatórios: um da Segurança, outro da chefia desta Estação. Inúmeras reclamações escritas foram enviadas. As respostas aos utentes queixosos são, habitualmente, beatíficas e celestiais - li uma. Por isso, só poderemos responsabilizar a inefável Administração do Metropolitano de Lisboa, e gabar-lhe a estabilidade na atitude, a coerência de comportamento e a produtividade da sua acção, de que dão um magnífico exemplo ao País. Quem terá nomeado estes 5 magníficos?