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sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Juntar a fome com a vontade de comer


Só a presciência divina ou um um sublime dom adivinhatório mediúnico permitiriam descriptar algumas, das muitas, crassas search words que, tantas vezes, aparecem por aí, a pairar no ciberespaço.
Há duas ou três semanas, num zapping televisivo, que fiz, tive ocasião de ouvir parte de uma entrevista dum jovem português que teria inventado um esquema informático que disciplinava as search words e permitia um melhor sucesso nas pesquisas - Deus o oiça! Mas também é verdade que, a partir daí, a preguiça mental de alguns cibernautas se vai acentuar ou, até mesmo, a total paralisia cerebral...
Porque o laxismo que por aí reina e o analfabetismo funcional de tantas cabecitas apoucadas - que não sabem muito bem o que querem ou procuram, nem o sabem explicar ou escrever - irá de mal a pior.
Ora atente-se nesta "pérola" que, recentemente, nos chegou ao Blogue, e que também exemplifica à saciedade os resultados do Ensino que se ministra. Aí vai o dislate das search words:
"biografia de soplia de melhos b. andresen 42 de lingua portuguesa e sabel e o anao" (sic).
Pois o motor de busca, na sua infinita misericórdia e cega ignorância, todo pressuroso, sugeriu no Blogue:
poste "Modest Mussorgsky (1839-1881) - Pictures at an Exibition", de 14/2/2012.
Conseguem perceber? Eu não. Mas penso que estão bem um para o outro: o cibernauta e o motor de busca.

terça-feira, 17 de abril de 2012

DIE WELT - um jornal alemão de incultura e desumanidade

Existem determinados pasquins na Alemanha que, desde cedo, fazia questão de não ler pelo seu nível "abaixo de cão", termo bem expressivo para um jornalismo abjecto. Por acaso, o jornal alemão DIE WELT sempre me passou ao lado, por razões que não vem ao caso. No entanto, há bem pouco tempo comecei a ver algumas notícias inseridas no referido jornal, de jornalismo duvidoso, que despertaram a atenção pela negativa. Longe estava de imaginar que a indigência jornalística chegasse a tanto. 
Eis o título do DIE WELT de 17.4.2012: "As pérolas de Espanha e Portugal são agora uma pechincha". Os fazedores desta enormidade são uns rapazolas, parece que até com prémios, chamados E. Eckert e H. Zschäpitz



A essência do artigo do DIE WELT estrutura-se com base numa eloquente citação do banqueiro Carl Meyer Rotschild, a saber: " Comprar, quando os canhões troam, vender quando tocam os violinos" (sic!) De facto, parece não haver melhor metáfora para caracterizar a desumanidade e incultura do mundo financeiro. Nem sequer poupam a música para a tentar subjugar, de forma abjecta, aos seus interesses mais baixos.
Ora, os dois fazedores de notícias em epígrafe ainda conseguem ultrapassar o mestre Rotschild na intenção do ataque, para não falar do seu domínio rudimentar da língua. Comparam o "troar dos canhões" ao "troar da dívida", sugerindo que o consequente pessimismo - grego, espanhol e português - representa um terreno fértil, a longo prazo, para comprar as tais "pérolas". 
Se dúvidas houvesse, ficamos a saber quem humilhou os "povos do Sul" em proveito próprio.
Recuso-me a traduzir mais pormenores da notícia pelo simples facto de não estar escrita num nível de língua que considero aceitável, inscrevendo-se, antes de mais, num analfabetismo funcional que desconhece, por completo, as regras fundamentais de pragmática de qualquer língua e na ausência de aquisição, em casa paterna, de regras mínimas de boa educação e respeito para com o próximo. 
De facto, a incultura e consequente desumanidade de certos "meninos do coro económico, financeiro e jornalístico", para além da revolta, fazem-me lembrar experiências tristes do passado a que a vontade individual, embora determinada, não conseguiu pôr cobro.
Quando o ensino secundário em Portugal ainda se dividia em quatro ramos - Ciências, Humanidades, Economia e Artes - sucedia, sem generalizar, que os meninos de Economia eram os mais amorfos e fracos, de estrutura e de vontades. Fugiam das Ciências por causa da Matemática (!), das Humanidades pela preguiça de ler e escrever e, das Artes, por falta de "jeito". Ora, esses "meninos do coro da Economia" também não sabiam escrever e como "soe dizer-se, tinham raiva a quem soubesse ou tentasse ensinar" o rudimentar que não traziam de casa.
De todos estes exemplos de fulanos medíocres que atentam contra a humanidade dos povos, na sua arrogância atrevida, fica-me, embora já de uma forma abstracta, uma tristeza profunda. A saber, o falhanço da educação e do ensino no cumprimento da sua função mais nobre: contribuir para a elevação do pensamento e da cultura ao serviço da Humanidade.
Post de HMJ