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domingo, 26 de fevereiro de 2023

Impromptu 66


De muita coisa e sítio se aprende. Desde que haja humildade, atenção e paciência. Até mesmo de uma bula medicamentosa, na sua organoléptica própria. Eu fiquei pasmado com o que li numa delas, assim:

"... A Ectoína é um ingrediente 100% natural, obtido de microorganismos que vivem em ambientes extremamente hostis (ex: geiseres, lagos salgados, desertos). Estes microorganismos produzem ectoínes para se protegerem dos stresses ambientais."

Não há dúvida, temos que dar a devida atenção e valor à digna classe dos farmacêuticos, porque têm muito a contar e a ensinar-nos!

segunda-feira, 6 de maio de 2019

Algaravias (8)


Castiços pela criação original ou em deslizes de corruptelas populares de mais fácil pronúncia dos termos clássicos, os regionalismos acabam por enriquecer a linguagem local, tornando a fala uma marca identificadora dos nativos de determinada região. No caso vertente, do Algarve.
Damos hoje seguimento a palavras começadas por m, colhidas no Dicionário do Falar Algarvio.

1. Má relé ou màrrelé - irritação; zanga.
2. Maçarico - que é de raça pequena, mas de muita vitalidade.
3. Machio - que é estéril; que não produz.
4. Machote - rapariga com modos de rapaz.
5. Mais contente que uma pega sem rabo - diz-se de pessoa que fica satisfeitíssima com algo que lhe acontece.
6. Marouvaz - biltre; patife; malandro, mariola.
7. Matadela - acto de matar o bicho de manhã com vinho ou aguardente.
8. Moçalho - rapazito; criança; pessoa muito nova.
9. Moxama - tira seca de lombo de atum (Do árabe muxam'a = seco).

sexta-feira, 13 de março de 2015

Retro (65)


Era no tempo em que um curso de Farmácia representava um seguro de vida ou, pelo menos, uma existência desafogada a quem a viesse exercer. Mas 59 anos implicam transformações e mudanças grandes. Porque, surpreendentemente, os sérios e dignos Artur Ribeiro, Júlia Barroso ou Mena Matos, de antanho, vieram dar lugar aos infra-pimbas quins barreiros.
E até a afamada Orquesta Vilaça me faz lembrar os "caixões Vilaças", do Herman José, que "eram caros com'ó caraças"...

com os melhores agradecimentos a A. de A. Mattos.

terça-feira, 23 de julho de 2013

Idiotismos 21


O artesanato profilático industrializou-se definitivamente ao longo do séc. XX, mas ainda me lembro bem que uma boa parte dos medicamentos era feita no interior das próprias famácias, normalmente, na retaguarda. Depois, as mezinhas, hóstias ou comprimidos eram acondicionados em pequenas caixas de cartão, com indicação da procedência e componentes do remédio - como se pode ver na primeira imagem.
Mas era da expressão ser-se pílulas que eu queria falar. Que ainda hoje significa ser avariado da cabeça, não regular bem... Há quem defenda que viria do facto de ao se abrir essas caixinhas de cartão, sem precaução e cuidado, as pílulas se espalhavam e caíam. E também há quem diga que foi por ter havido alguns acidentes (e os actuais laboratórios farmacêuticos ainda hoje os têm...) na composição das pílulas, que se começou a usar a expressão popular: ficar pílulas ou ser pílulas (com o tomar dos comprimidos).
Termine-se com uma quadrinha popular que, se não vem a propósito, é engraçada e ilustra a questão etimológica, com originalidade:  

O meu amor tem farmácia
Está lá sempre a fazer pílulas,
Se as continua a fazer
Um dia vou lá e tiro-las.