

"Portugal, povo de suicidas", Miguel de Unamuno (1864-1936).
A frase de Unamuno decorre do seu conhecimento, de viagens que fez a Portugal (1907-1909) e de contactos amigos que estabeleceu com Manuel Laranjeira (1877-1912) que se suicidou; mas reporta-se, também, a Antero, Soares dos Reis, Camilo e Mouzinho de Albuquerque. Como poderia tambem incluir Florbela Espanca e outros. Mas estes foram suicídios físicos de portugueses, nessa época.
Agora, assistimos ao "hara-kiri" do nosso PGR que se considera uma "raínha de Inglaterra", pelos seus fracos poderes. Se não tivesse havido, primeiramente, Cunha Rodrigues, cujo mandato me pareceu positivo, e apenas o "gato constipado" (assim crismado por Eduardo Prado Coelho), com a sua gaguez interventiva, sobretudo no processo "Casa Pia", que me pareceu desastrado, eu até aceitaria, se calhar, esta "auto-entronização" de Pinto Monteiro. A que se seguiu o duelo funambulesco entre o Sindicato de Juízes e o PGR. Sejam discretos, meus senhores! Ou, então, andem à pancada, mas dentro de casa...
Até me apetece - plagiando um velho ditado português - rifonar e dizer : Casa onde não há justiça, todos ralham, ninguém se justifica...