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sábado, 11 de fevereiro de 2012

Antes que eu me esqueça


Ao ler uma entrevista antiga (Março de 2009) de António Barreto, notei que ele refere a talhe de foice que, no Liceu de Vila Real (anos 50/60), onde havia uma bem fornecida e boa biblioteca, alguns livros estavam vedados à leitura dos alunos. E concretiza: "...dois ou três livros de Camilo, mais "O Crime do Padre Amaro", "A Relíquia"...
Concluí, assim, que o homem foi um sortudo, porque estando-lhe proibidos apenas alguns, poderia escolher imensos e variados livros para ler . Pois a minha experiência, no Liceu de Guimarães, foi diametralmente oposta, nesses mesmos anos 50/60. Quando algum professor faltava, e não havia outro para dar aula de substituição, os jovens alunos eram mandados para a biblioteca do liceu, também muito bem fornecida e extensa. Mas, aí, o Sr. Lopes excluía dos alunos todos os livros do acervo, só nos permitindo requisitar e ler obras de apenas um autor: Nuno de Montemor (1881-1964) que, vim a saber mais tarde, era um beirão que foi padre, capelão militar e tresandava a moralista. Os livros dele eram todos fastidiosos e beatos...