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sábado, 26 de novembro de 2016

Curiosidades 60


Muita gente saberá que o uso de beber chá veio da China. E que foi Catarina de Bragança (1638-1705), filha de D. João IV, quem, ao casar com o rei inglês Carlos II, levou para a Grã-Bretanha o costume de se beber chá, a meio da tarde.
O que nem todos saberão - lenda ou história verdadeira - é que terá sido o imperador chinês Chen Nung, no ano 2737 A. C., que, por acaso, o criou pela primeira vez e o bebeu. Este imperador tinha bons conhecimentos de medicina e, por questões de saúde, ordenou que os seus súbditos sempre que pudessem deviam beber apenas água depois de fervida. Ele próprio cumpria, escrupulosamente, a regra.
Num dia de grande calor, Chen Nung sentou-se à sombra de uma árvore selvagem, bebendo a sua água fervida. Uma leve aragem fez desprender algumas folhas do grande arbusto e duas ou três cairam no seu copo. Ao levar aos lábios esta inesperada tisana, o imperador ficou maravilhado com o sabor requintado da bebida. A nova feliz espalhou-se e o uso do chá começou a ser hábito na China.

sábado, 7 de março de 2015

Para acompanhar o chá das 5, de MR


Parabéns, MR!
Este "Postal de Arte" sobre o chá, para lhe desejarmos um feliz aniversário e um futuro ano promissor.


domingo, 1 de março de 2015

Para todas as estações...

 


Eis uma forma diligente que a Sidul encontrou para garantir o consumo de açúcar, durante todo o ano. Lembrando a sua utilização em diversos momentos, através dos seus pacotinhos de açúcar. De Inverno, no chá, para aquecer as tardes frias, usando o mascavado; de Verão, na sua versão de açúcar amarelo, para adoçar as caipirinhas, que ajudam a refrescar as noites quentes.

quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

Uma geminação com o Prosimetron


Para MR, que tem consagrado alguns postes ao Chá das 5, no amigo blogue Prosimetron, com uma profusa selecção de chávenas insólitas...

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

O Recanto do Chá



Embora já tenha passado a hora mais apropriada para o chá, deixo esta imagem para aguçar o apetite para mais logo, ao jantar.

Post de HMJ, dedicado ao benfeitor

domingo, 3 de fevereiro de 2013

O chá de Correia Garção


O louro chá no bule fumegando
De Mandarins e Brâmanes cercado;
Brilhante açúcar em torrões cortado;
O leite na caneca branquejando;

Vermelhas brasas alvo pão tostando;
Ruiva manteiga em prato mui lavado;
O gado feminino rebanhado,
E o pisco Ganimedes apalpando:

A ponto a mesa está de enxaropar-nos,
Só falta que tu queiras, meu Sarmento,
Com teus discretos ditos alegrar-nos.

Se vens, ou caia chuva, ou brame o vento,
Não pode a longa noite enfastiar-nos,
Antes tudo será contentamento.

Nota pessoal: estava eu a pensar neste chá de Inverno, de Correia Garção (1724-1772), quando, do outro lado da net, no Prosimetron, a MR colocou um poste sobre o chá das 5. É neste tempo frio que ele, realmente, mais apetece. Garção tinha as suas tertúlias, ali, entre a Rua Maria Pia e o Casal Ventoso, numa casa da quinta que era da mulher. Aí se lhe juntavam os amigos, em cavaqueira amena, que ele refere neste soneto saboroso e intimista. Aqui fica geminando, dedicado o poste a MR, o poema de Garção.

terça-feira, 1 de maio de 2012

Produtos Nacionais 7 : Chá



É sabido de muitos que o chá, bem como a geleia de laranja, foram introduzidos na corte inglesa pela filha de D. João IV, Catarina de Bragança (1638-1705), que casou com Carlos II, e foi a única portuguesa que reinou na Grã-Bretanha. Contribuiu, assim, para amenizar um pouco a sensaboria da gastronomia britânica e deu início ao tradicional five o'clock tea. O que nem todos saberão é que somos o único país europeu a produzir chá. Mais concretamente, na ilha de S. Miguel, dos Açores, no lugar da Gorreana, concelho da Ribeira Grande.
É bastante provável que o chá açoreano tenha sido produzido já no séc. XVII, mas há várias datas em litígio: 1750, 1801 e 1878. Ao que parece, o primeiro envio da planta aromática para o Continente, deu-se em 1801. Mas o seu tratamento ainda não era perfeito, por isso, em 1878 vieram 2 macaenses (Lau-a-Pan e Lau-a-Teng) especialistas na matéria, para os Açores, fazer formação e aperfeiçoar os conhecimentos dos ilhéus, no cultivo da famosa planta. Aí se demoraram cerca de ano e meio.
Numa altura em que devemos, por várias razões, preferir os produtos portugueses, sobretudo quando são bons, quero sublinhar a excelência do Chá Gorreana, que se produz nos Açores: preto ou verde. Das variedades, eu prefiro o Orange Pekoe, mas todas elas são boas, sendo que esta é mais aromática. Pode comprar-se em Lisboa, nas lojas da especialidade, ou no ponto de venda de artigos açoreanos, na rua de S. Julião. É uma aposta segura, e um chá delicioso para as tardes ou noites frias de Inverno, e não só - é um produto nacional.