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quinta-feira, 9 de abril de 2026

Maldizer

 


Os Estados Unidos? Papel higiénico excessivamente fino, jornais demasiado grossos.

Winston Churchill (1874-1965).

segunda-feira, 5 de setembro de 2022

Do que fui (re)lendo por aí... 52



Subscrevo, integralmente:

"Vou comprar o jornal, compro-o todos os dias. Não para ler mas para ver se há alguma coisa para ler. Porque às vezes há."

Vergílio Ferreira (1916-1996), in Conta-Corrente 4 (pg. 94).

domingo, 8 de julho de 2018

Morte assistida


Nunca morri de amores pelo DN. Acomodatício aos regimes e conservador com o poder, teve, no entanto, alguns bons jornalistas. E, nos anos 60, a sua página literária semanal dirigida por Natércia Freire, revelava alguma qualidade, apesar de muito encostada à Direita e às academias dominantes...
Mas não foi sem alguma melancolia que tive notícia da sua desaparição como diário, para surgir apenas semanalmente, ao Domingo. Pacheco Pereira prognosticou-lhe a morte anunciada, com uma prévia e prolongada agonia - previsão que subscrevo também, pelos indícios.
Resolvi, no entanto, dar uma última oportunidade ao velho(-novo) DN, e hoje comprei-o na banca. O jornal é enorme e incómodo de ler, pelo tamanho. Custa 3 euros e traz uma revista (Evasões), mas muito fracotinha. Vários colaboradores e cronistas, de que se aproveitam, na minha modesta opinião, apenas os artigos de Ferreira Fernandes, Soromenho Marques e Fernanda Câncio. E uma entrevista a José Gil, interessante. O resto, é banalérrimo.
De surpresa, apenas a reprodução, em separado, de um cartoon de Stuart Carvalhais, que aproveitei para imagem deste poste. Mas, como era também gigantesco, usei apenas cerca de 1/3 dele...

sábado, 7 de outubro de 2017

Miscelânea descentrada


Levei cerca de uma hora a ler um hebdomadário e um diário, saídos hoje, ainda frescos.

Haverá alguém que imagine o Prémio Nobel a ser atribuído a John Le Carré? Creio que não.

Premeia-se por contraste, para tomar posição. Veja-se o da Paz, ou a deslocação do Sabadell...

Sempre Verão, também cansa. Porque conheço algumas pessoas que aspiram a ver a chuva, de casa.

Os 2 jornais, que li, recomendam quase só vinhos de 9 a 30 e tal euros. Para quem?

Recordo que, nas Cooperativas do Douro, as uvas se estavam a pagar a menos de 1 euro, o quilo.

No "Expresso", há dois encartes, grossos, sobre Angola. Vingança do chinês, ou subserviência lusa?

Vou reler o último livro de Gastão Cruz (Existência) para arejar a vista e mudar de alma.

Que, como dizia um poeta inglês: a esperança terá de ir para outras coisas.

Até porque Londres e o seu hipotético nevoeiro não me vão, seguramente, mudar a vida.

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

Apontamento 106: A cor e a qualidade do jornalismo



Ontem, acompanhei, um pouco, a “jornada épica” do debate televisivo entre A. Merkel e M. Schulz, candidatos, respectivamente, da CDU (da direita) e do SPD (da Internacional Socialista) a um lugar de chanceler da Alemanha, nos próximos anos.

Procurando informar-me sobre o desenvolver da campanha eleitoral da Alemanha, com a devida distância, e a reflexão “intramuros”  sobre as autárquicas,  o estado da política e a consciência dos eleitores, não posso deixar de sublinhar que um debate, entre candidatos, de 90 MINUTOS, é um “assassinato por entusiasmo” !

Primeiro, porque os eleitores já não têm uma capacidade tão prolongada de concentração. Segundo, porque os jornalistas não pretendem, objectivamente, colocar-se ao serviço do bem comum da informação, o que impede que as pessoas estejam atentas com o objectivo de serem esclarecidas. A agenda dos jornalistas já não coincide com a essência da sua razão de ser, a saber, o seu mister de informar, esclarecer e contribuir para o bem comum. Foi, aliás, o que se viu, mais uma vez, ontem.

Sucede, no entanto, que os nossos jornalistas ainda são mais alinhados nesta “agenda” oculta da política. Enquanto nos vários jornais da Alemanha ainda se discutia quem tinha sido o vencedor da noite: MERKEL OU SCHULZ, por cá os jornais principais já tinham a “caixa” preparada. MERKEL GANHOU.

Ora, como a SENHORA MERKEL poderá ser a próxima “chefe ideológica” máxima do jornal para que trabalham os nossos jornalistas, convém posicionar-se cedo. 

Felizmente, e por enquanto, ainda entendo outra língua e outros jornais de referência. 

Post de HMJ

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Ervas daninhas


Quando vejo alguns arquitectos abandonarem a profissão, para que estudaram, e adoptarem o ofício de comentadores políticos, fico de pé atrás, desconfiado. Se não se sentiam capazes de projectarem casas, como é que se sentem suficientes para pensar o futuro de um país?
Há, por aí, 2 abortados arquitectos (um deles ex-) directores de jornais que, decerto, estudaram para construtores civis metafísicos, mas cedo abandonaram a vocação. Um deles, que ainda é director de um semanário, rendeu-se às benesses da alta cleptocracia angolana; o outro, mais gorducho, que já não é director de um jornal diário, mais ainda lá escreve, periodicamente, faz a sua vidinha à sombra de uma fundação (portuguesa) offshoreanamente holandesa. Que lhes faça bom proveito terem trocado de alma.
Os miguéis de vasconcelos sempre estiveram entre nós. Mudam é de roupas e de máscara.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Alguns títulos

Por razões muito diversas, destacaria, dos jornais de hoje, os seguintes títulos, que me dispenso comentar:

- Caso Camarate chega à 10ª comissão parlamentar.
- SPA (Sociedade Portuguesa de Autores) não adoptará o Acordo Ortográfico.
- Tribunal (de Coimbra) considera que «palmada no rabo» pode ser medida correctiva.
- Número recorde de sobreendividados na Deco atinge dívidas de 180 milhões.

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Jornais - um percurso


Na minha casa do norte amanhecia com a entrega de "O Comércio do Porto" (1854-2005) mas, até morrer, o meu Pai foi leitor fiel do "Jornal de Notícias" (1888) e, na casa dos meus Tios, comprava-se "O Primeiro de Janeiro" (1868), que me guardavam para ler, ao domingo, as tiras de BD. Assim se perfazia o trio dos principais jornais do Norte, fora os regionais ou citadinos, nessa época. Em Coimbra, nos anos 60, fiz a primeira opção de alforria, em termos jornalísticos, e comecei a comprar "O Diário de Lisboa" (1921-1990). Talvez o jornal de que me senti mais próximo, até hoje, porque também lá colaborei, episodicamente. Pelo meio, fui comprando o "Expresso" (1973), pouco tempo, e o também hebdomadário "O Jornal" (1975-1992), que me agradava particularmente.
Quando "O Diário de Lisboa" foi extinto, senti-me um pouco órfão mas, pouco tempo depois fui-me afeiçoando ao "Público" (1990), que ainda hoje compro, diariamente. Era dirigido, de início, por Vicente Jorge Silva, um bom jornalista, mas com as sucessivas mudanças de direcção, o jornal tem vindo a piorar em qualidade, gradualmente. Mesmo assim, quando vou tarde à banca de jornais, e já não o encontro por se ter esgotado, fico um pouco desasado para o resto do dia. São hábitos...