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domingo, 6 de julho de 2025

Mercearias Finas 210

 


Calhou termos de ir ao mercado, de manhã, buscar uma garoupa que estava encomendada, para o almoço. A banca da Ângela estava repleta de bom peixe, onde imperavam uns bonitos salmonetes. Mas havia também peixe-espada nas suas duas variedades: branco e preto. Que me foi sugerido e declinei: "Temos o frigorífico cheio, já não cabe mais nada!"
E depois acrescentei: "Não como peixe-espada desde os anos 70. Saturei." Explicando que, em Coimbra, tinha as refeições contratadas ao mês, por 600$00 e, por causa dos preços, tive que gramar carapaus e peixe-espada branco, 3 a 4 vezes por semana, porque eram peixes mais baratos. De carapau ainda recuperei, agora de peixe-espada bastou. Para nunca mais!


A nossa garoupa a caminho do forno...
E, como hoje é o Dia Nacional do Vinho, irá ser acompanhada por um Alvarinho Deu La Deu 2024.

domingo, 9 de setembro de 2018

Produções


Se é certo que não viramos ainda, este ano, a página das vindimas portuguesas, já se vai noticiando que a  colheita será das menores de sempre. No Dão, com certeza. Boa justificação para subir os preços, que não estão nada baratos, a não ser nos vinhos regionais que, dizem os entendidos, muitos deles são feitos com uvas de fora... Há, pelo menos, que confiar nos de região demarcada.
Ao que parece, a França não se queixa, nem de uma coisa nem de outra. E L'Obs até traz, no seu último número, algumas sugestões de vinhos com preços diversos, mas numa escala moderada.
Não serei isento, porque gosto muito do Alvarinho Deu-la-Deu, da Adega Cooperativa de Monção.  É sobretudo uma garantia, ano após ano, de boa qualidade e preço justo. Pois o sítio do costume tem-no em promoção, neste momento, ao preço imbatível de 4,49 euros. Vale a pena aproveitar...

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Mercearias Finas 64 : Alvarinho


É, talvez, a casta branca portuguesa, autóctone, mais complexa, rica e de melhor qualidade. Pelo menos, para mim, assim a considero e, apenas, o Arinto de Bucelas, às vezes e em raros anos (1992, foi um exemplo, que pude confirmar, em Novembro de 1998, no restaurante Jordão, de Guimarães), lhe possa pedir meças, pelo seu aroma delicado e elegante. Por outro lado, o Alvarinho, da sub-região de Monção e Melgaço, assegura uma longevidade (5 anos, garantidamente) incomum, no Noroeste peninsular dos vinhos verdes. E faz lotes de segura qualidade, como é o caso do Muralhas (90% de Alvarinho, 10% de Trajadura, habitualmente) que, com imenso e merecido sucesso, a Adega Cooperativa de Monção produz, generosamente, todos os anos. Nas nossas irmãs Rias bajas da Galiza, esta casta branca ganha o nome de Albariño. Que é também de muito boa qualidade. Porque o clima é gémeo do do nosso Alto-Minho.
O terreno e as condições climáticas são considerados como a base fundamental da personalidade e características próprias de um vinho, seja ele tinto ou branco, pela forma, sabor e aromas que, as castas aí plantadas e amadurecidas, adquirem, inconfundivelmente. Daí os franceses terem criado a palavra terroir, com um significado enológico exclusivo. Ora, muito recentemente, um conceituado produtor de vinho de Napa Valley's (EUA) saiu-se a dizer que o terroir era um mito e que tal coisa não tinha nenhum fundamento. Saíram-lhe à estocada e com argumentos, e bem. Eu faria o mesmo, escandalizado com o dislate.
Aqui há algum tempo, nesta mesma rubrica, afirmei que a casta Alvarinho era exclusiva do Alto-Minho. Os produtores gostam muito de fazer experiências, e, por isso, a minha afirmação já não corresponde à realidade. Plantam-na no Ribatejo, na região de Lisboa, nas Terras do Sado e, até (pasme-se!), no Alentejo - mas com medíocres resultados. Até José Neiva, que costuma ser um mágico dos vinhos que produz (empresa DFJ), fez, no Ribatejo/Estremadura/Lisboa, um Alvarinho estreme que é um desastre. E, refere o "Fugas" (jornal Público) de sábado passado, que a Adega de Borba também fez a experiência, no Alentejo, com maus resultados ("...um branco sem muita graça e nenhuma personalidade..."). Em resumo: Alvarinho, só na sub-região de Monção e Melgaço - terroir é que é!