sexta-feira, 30 de outubro de 2020

quinta-feira, 29 de outubro de 2020

Do que fui lendo por aí... 39

É ponto assente, nas minhas referências memoriais, que o primeiro romance de Camilo (1825-1890) que li terá sido O Retrato de Ricardina. Para o 6º ou 7º ano, tive que ler o Amor de Perdição, mas não me lembro, com rigor, da impressão inicial que me deixou.  


De há um tempo a esta parte, deu-me para reler alguns clássicos da nossa literatura. Assim fiz com Os Lusíadas, há uns 4 ou 5 anos, assim estou a fazer agora com a obra magna camiliana, tendo alcançado já as 85 páginas e finalizado o capítulo VII.


As impressões são várias. Da pungência custosa até à ironia divertida, da leitura empolgada ao tédio interpretativo, da admiração ao humor. Datado embora, não deixa de ser um grande livro.

quarta-feira, 28 de outubro de 2020

Português em destaque (12)

 


No dealbar dos anos 60, em Coimbra, ele com Ofélia Milheiro Caldas eram o jovem casal de assistentes do catedrático Álvaro Júlio da Costa Pimpão, na cadeira de Teoria da Literatura. E parece que desde sempre não mais parou de pensar as coisas literárias portuguesas. A sua última obra de ensaísta, Colheita de Inverno (Almedina, 2020), foi aqui falada por HMJ, no Arpose, recentemente.

Falamos de Vítor Aguiar e Silva (1939), a quem foi atribuído o Prémio Camões, merecidamente. No corpo universitário nacional, em que os catedráticos até convidam os cómicos para apresentar os seus livros, Aguiar e Silva é um sábio discreto, sério e sólido, que muito me apraz destacar. E que muito me honra por ter sido meu antigo professor.

terça-feira, 27 de outubro de 2020

Uma fotografia, de vez em quando... (146)

 


Algumas datas e paragens definem a vida e diáspora da fotógrafa Ellen Auerbach: 1906, nascimento em Karlsruhe, 1933, fuga para a Palestina onde o seu auto-retrato foi tirado, 1940, fixação definitiva em Nova Iorque, local em que esta judia alemã viria a trabalhar para as revistas Time e Life. Além de ter sido professora.



Pelo meio, há ainda passagens importantes por Inglaterra (Londres) e México de que há sinais inequívocos do interesse pelos aspectos sociais e contactos com figuras importantes (J. D. Salinger, Einstein e Lotte Lenya) para Ellen Auerbach, que veio a falecer em Nova Iorque, no ano de 2004.



domingo, 25 de outubro de 2020

Citações CDXLVII



Sem ironia, o mundo seria como uma floresta sem pássaros.


Anatole France (1844-1924), in La Vie Littéraire

sábado, 24 de outubro de 2020

Natureza caprichosa

 


Diversos sinais, pelas varandas de casa, levam-me a concluir que, do ponto de vista agrícola, a temporada 2019/20 foi extremamente atípica, para não dizer estranha. Várias plantas nem sequer floriram, outras não produziram fruto. Apenas a oliveirinha da varanda a sul manteve a sua fiel rotina, embora a safra (57 azeitonas) tenha sido das menores. Mas o melhor ainda estava para vir: hoje, nessa mesma varanda, deparei-me com o limoeiro, lá existente, com 9 florações bem recentes. Em finais de Outubro!? Não dá para crer...

Em tempo


Tomar nota e agir em conformidade. 

sexta-feira, 23 de outubro de 2020

Revivalismo Ligeiro CCLV


Nota pessoal: pela minha parte dispensaria totalmente o ricto facial e excessivo do intérprete...

quinta-feira, 22 de outubro de 2020

Lembrete 77



Integrada na colecção sob o título Ciência & Conhecimento, o jornal Público faz-se acompanhar, hoje, da edição fac-similada de Colóquio dos Simples, e..., de Garcia de Orta (1501?-1568), ao imbatível preço de 6,90 euros. Louvável iniciativa que, aqui, lembramos com destaque.

quarta-feira, 21 de outubro de 2020

Marcadores 25


Os dois pequenos marcadores, em imagem acima, acompanhavam o pequeno encarte de 24 páginas, muito cuidado e executado no atelier Henrique Cayatte. O belo voluminho, com uma tiragem de 500 exemplares, dava conta e celebrava (2001) os trabalhos de restauro, feitos na BNP, do raro exemplar The Birds of America (1827-1838), do ornitólogo, pintor e naturalista John James Audubon (1758-1851), de que a Biblioteca possui o conjunto completo dos 4 tomos. A obra original teve apenas uma tiragem de 130 exemplares, sendo por isso muito rara e de alto preço. E é de grande beleza e rigor nas ilustrações.


em geminação temática e para MR, no seu Prosimetron.  


terça-feira, 20 de outubro de 2020

Esquecidos (4)

Enquanto 3 canónicos e bolorentos académicos vêm definir em livro, inquisitorialmente, o que se deve ler e lembrar na literatura nacional, venho eu, com generosidade liberal, recordar um mavioso esquecido: João Xavier de Matos (1730?-1789), poeta de tardios acentos camonianos. 



As dez entradas do vate no registo do Arpose dispensam-me que dele fale em pormenor neste undécimo poste. Mas direi que dele falaram bem Garrett, Jacinto do Prado Coelho e David Mourão-Ferreira, pelo menos. E os cegos cantavam os seus versos suaves pelas ruas de Lisboa. A sua Écloga de Albano e Damiana teve inúmeras impressões, muito embora a primeira edição das suas obras em livro só tenha aparecido em 1770.



O Poeta, que gozou da protecção do Marquês de Nisa e de Fr. Manuel do Cenáculo (na BPE existem inúmeras cartas e manuscritos seus), foi sendo reeditado até ao primeiro quartel do séc. XIX, mas depois deu-se-lhe um quase total apagamento. Nascido, porventura em Alfange (como sugere J. do Prado Coelho), no termo de Santarém, João Xavier de Matos viveu em Lisboa, Porto (alguns poucos anos, onde se fez sócio da Arcádia Portuense), Vidigueira e Vila de Frades, onde veio a falecer. E onde tem nome de rua.

Aqui ficam dois sonetos seus do primeiro tomo dos três existentes da sua obra esquecida.

segunda-feira, 19 de outubro de 2020

Apontamento 139: Reencontro de qualidade


A foto acima, sugerindo uma tranquilidade e a beleza natural de um fim de dia, representa estados de alma desejados, diria até merecidos.

Infelizmente, o habitante da capital do país raramente assim se reencontra com o universo.

As caminhadas pelo centro da cidade, sobretudo da parte da tarde, deixam, normalmente, marcas profundas de desgosto e, quiçá, de revolta perante a degradação, cívica, social e cultural de um espaço de nobreza que merecia outros voos. Convenhamos que, com esta Câmara dedicada a outras prioridades, como a mobilidade e o atendimento a senhores de chapéus azuis, continuamos a milhas de uma convivência civilizada.

Assim, com estes constrangimentos, o reencontro com a qualidade, não sendo impossível, demora a instalar-se, sem qualquer penalização para os transgressores e prevaricadores do espaço público.

Adiante ...

Ainda sou do tempo da leitura quase obrigatória da Teoria da Literatura do autor do livro reproduzido, Vítor Aguiar e Silva. Para além da leitura de outros trabalhos que o Professor Vítor Aguiar e Silva foi publicando, comprei este seu último livro.

Bendita aquisição, no meio de tanto disparate, fornecendo em tom ligeiríssimo e falando sobre assuntos sérios, para captar a motivação de leitores de redes sociais e quejandos, sem reconhecer que a condição de professor de uma Universidade deveria ser motivo suficiente para não rebaixar, de forma infame, o estudo da literatura e da língua.

Mas vamos ao essencial, a saber, à qualidade de um espaço, de um tempo e de uma exigência que continua a proporcionar o pensamento e a reflexão.

Vítor Aguiar e Silva debruça-se, então, neste seu último livro, sobre assuntos teóricos e práticos, i.e., de leituras concretas de autores e obras.

Na primeira parte de «Ensaios de Teoria Literárias» reencontrei-me nessa elevação do pensar e reflectir sobre o Universo, partindo de leituras – da Antiguidade Clássica até aos Modernos – com um domínio de erudição admirável e invejável, por uma capacidade de transmitir fenómenos, conceitos, escolas e tendências com uma clareza rara, mas obviamente assente numa sólida formação humanística.

Não vale a pena dizer que, neste momento, o estudante universitário, se quiser, terá poucos autores para se instruir com maior sabedoria e proveito.

 Das leituras do livro de Vítor Aguiar e Silva apenas se transcreve uma máxima para finalizar este texto.

 Falando de um escritor dinamarquês, Georg Brandes, diz o autor o seguinte:

“O público em geral, com deficiente educação literária, mal informado e com limitada capacidade de julgamento, deixa-se seduzir pelo barulho dos pregoeiros do mercado ou pelos charlatões mais ou menos carismáticos.  (... continuando para sublinhar) a homogeneização neutralizadora da escrita induzida por um mercado cujos milhões de clientes-leitores espalhados por todo o mundo consomem uma literatura estandardizada, sem densidade estética, histórica e social, desenraizada e falsamente cosmopolita,”

 E foi assim, com agrado, o reencontro com a qualidade e no “Felizmente há Luar”.

 Post de HMJ

domingo, 18 de outubro de 2020

Quadros de uma exposição

É sabido que o título deste poste não tem nada de original, e pertence a uma das obras musicais mais célebres do compositor russo Modest P. Mussorgsky (1839-1881). Mas serve também para sublinhar o maravilhoso conjunto de uma exposição de pintura de Pedro Chorão (1945), na Galeria Monumental, e que encerra a 31 do presente mês de Outubro.


Com o sub-título de E la nave va, esta mostra O Princípio da Paisagem, na cumplicidade de Federico  Fellini (1920-1993) e lembrando o seu filme de 1983, convoca a ficcionada ilha de Erimo bem como o majestático funeral da diva Edmea Tetua, mas também uma fresca alegria marítima que os azúis, marca de água do Pintor, raramente abandonaram. É para esse regresso às coisas simples de que se faz a alegria e a beleza, que eu gostaria de convidar quem as ame.

Divagações 164


Abordar as ordens do dia é a tentação escrita de muitos; comentar os ogres do momento, a matéria prima dos fala-baratos. Em qualquer dos casos, há que pensar que ainda existem especialistas, raros é certo, para ilustrar, superiormente, estas mediocridades universais. Por outro lado, esta gentinha das redes sociais e dos blogues acaba por contribuir para dar publicidade às enormidades e aos anormais de primeira página. Deus os acompanhe, na sua estultícia bacoca!


sábado, 17 de outubro de 2020

W. A. Mozart / Alban Berg Quartet

Citações CDXLVI



Não é na novidade, mas no hábito que nós encontramos os maiores prazeres.


Raymond Radiguet (1903-1923), in Le Diable au Corps

As palavras do dia (41)



Não é o cerne da crónica de José Pacheco Pereira (1948), no jornal Público de hoje, que me importa destacar, mas uma sua breve apreciação sobre a vida literária portuguesa actual que me pareceu pertinente e que transcrevo, para uma mais cómoda leitura a quem aprouver. Aqui vai:

Como hoje não há livros maus, porque ninguém diz que eles são maus para não irritar as múltiplas pequenas cortes culturais que dominam o que sobra dos suplementos "culturais" e os vários grupos de pressão associados, fico-me pela sombra do pássaro sobre a pássara.

sexta-feira, 16 de outubro de 2020

Os Trabalhos e os Dias - 86: Produção nacional – lojas tradicionais

 

Registei, noutro dia e com satisfação, a notícia sobre o aumento de procura no comércio tradicional neste quadro em que vivemos.

Oxalá se confirme e que se traduza numa estratégia consistente de dotar o país, cada vez mais, num território o mais possível auto-suficiente. Aliás, faz-me imensa confusão alguém comprar: azeite de Espanha ou Itália, Vinagre de Modena, Laranjas da África do Sul (!), peixe do Nilo, carne não sei donde. O bacalhau, bom, tem que vir de fora, adiante.

Com o nosso abastecimento de proximidade, evitando, há vários meses, as grandes superfícies, porque também não corresponderam quando precisámos delas para a entrega em casa, estamos cada vez mais satisfeitos com os nossos amiguinhos próximos e competentes.

De queijos nos tem salvado o excelente serviço da Queijaria Vale da Estrela, exemplo a seguir pelos Jumbos, Continentes e quejandos, cujo serviço de entrega não funciona e, por isso, é de evitar a todo o custo.

Preferimos, pois, o atendimento profissional, dedicado, até com pessoas jovens a não terem medo de se inserir nesta cadeia saudável de viver.

Com efeito, hoje foi o dia de comprar peixinho para o almoço e os marmelos que haviam de estar em condições, este fim-de-semana, para fazer a marmelada. E assim foi. Com uma tarde na cozinha, já temos marmelada e geleia para o resto do ano.

Post de HMJ

Pinacoteca Pessoal 170

 


O pai tinha-lhe destinado a carreira de farmacêutico, mas o bávaro Carl Spitzweg (1808-1885) tinha outros talentos artísticos, que o levaram até à senda da poesia, fazendo-se também notar como um pintor dotado. O seu quadro O Poeta Pobre explica, de forma muito linear, o que ele pensava das perspectivas que a poesia destinava aos seus cultores.

É no entanto como poeta romântico ou pré-romântico que Spitzweg é mais conhecido, mas terá sido, creio, tal como Máro Cesariny, que ele, como pintor, acabou por ganhar satisfatoriamente a vida...

quarta-feira, 14 de outubro de 2020

Ideias fixas 59


Ciclicamente, há os revivalismos para pacóvios ler. Com intuitos mercantis.
Nos últimos dias (15?) saíram dois livros com o nome Auschwitz escarrapachado no título.
Não me digam que não se trata de um oportunismo nojento e torpe, por parte de autores e editoras!?

segunda-feira, 12 de outubro de 2020

A Leiteira da Costa


Vinha cedinho da Costa, com o seu cântaro de leite à cabeça, muito a tempo do nosso pequeno almoço vimaranense. Que o leite tinha que ser fervido, antes de se beber. Deveria ter uma ou duas vacas, a nossa leiteira, e bom pasto, donde vinha também o musgo, no princípio de Dezembro para se montar o Presépio. Acabada a volta pelos fregueses, o leite remanescente era vendido, ao fim da manhã, na Feira do Pão, praça ampla aonde acorriam os clientes retardatários e alguns donos das leitarias da cidade. Foi isto nos finais de 40 e iniciais anos 50, porque em Coimbra e Lisboa, nos anos 60, já o leite só aparecia embalado, industrialmente. 

Não sei, por isso, como fizeram a reconversão, estas profissionais da venda ambulante, sindicalizadas, de que encontrei os respectivos cartões de associadas (nº 48 e 381), passados pelo respectivo sindicato, no já longínquo ano de 1955. Talvez tivessem ficado desempregadas... O que posso garantir é que a nossa leiteira da Costa não estava inscrita no sindicato.



Impromptu (55)

domingo, 11 de outubro de 2020

Mercearias Finas 162

 


No Alentejo, há duas cooperativas que me merecem particular respeito: a de Borba, de que frequento tintos e brancos desde 1972 e a de Vidigueira e Alvito em que privilegio o estreme Antão Vaz, que quase todos os anos sai bem. Esta casta atina mais facilmente lotada. Porque em anos de canícula, sozinha em garrafa, ganha, às vezes, uma untuosidade quase enjoativa que me não agrada. 

Neste fim-de-semana dei-me conta, e antes que viesse o Outono puro e duro, que não nos tinhamos ainda iniciado numas Gambas grelhadas, que HMJ faz tão bem. Felizmente que a Leonor tinha a banca bem abastecida e ressalve-se, a benefício de inventário, que os carapaus tinham voltado ao preço comedido, depois de umas semanas em alta inexplicável. Vieram umas quantas gambas, entretanto! Óptimas.

Que já foram, ontem. Com o monocasta Antão Vaz de 2019, magnífico e fresco, a 13,5º.

sábado, 10 de outubro de 2020

Da leitura 39

Raramente deixo finalizar na despensa os policiais por ler.  Depois dum interregno alongado, tinha acabado de ler, há dias, um Rex Stout (Clientes a Mais, Vampiro 559) sofrível, que me demorou vários dias a finalizar, apesar do Nero Wolfe. Resolvi, por isso, jogar pelo seguro, no livro seguinte.


Calhou a vez a Agatha Christie (1890-1976) e à colecção XIS, da Editorial Minerva (nº 35),  intitulado Crime na Mesopotâmia, editado em 1943. A capa é de Edmundo Muge e a tradução de Baptista de Carvalho. A edição inglesa original saíu em 6 de Julho de 1936. E, menos de duas semanas depois (18/7/36)!, o TLS publicou uma crítica favorável sobre este romance policial.


sexta-feira, 9 de outubro de 2020

Osmose 117

Pequenos universos alheios contribuem, muitas vezes, para mínimos microcosmos pessoais que nos levam até outras paragens reflexivas irradiantes e próprias, que se tornam quase pessoais. Alex Moran escreveu que: Uma das tarefas fundamentais da filosofia é a de transformar em estranho aquilo que parece familiar. O agente gráfico do jornal resolveu aditar ao texto a imagem da escultura de Will Ryman, The Roses, situada na Park Avenue, de Nova Iorque. Que, por sua vez, talvez tenha contribuído para o título do texto da recensão do artigo: The redness of the rose. Que eu teimaria em traduzir, forçadamente, por: A vermelhidão da rosa. Quem sabe  se não por influência da camoniana pretidão de amor?


Se todos os caminhos, dizem, levam a Roma, também é certo que a imaginação nos pode levar muito longe...

quinta-feira, 8 de outubro de 2020

Finch / Keita

Filatelia CXXXIXL

Creio que terá sido a Grã-Bretanha o primeiro país a aplicar tarjas fosforescentes nas estampilhas, para efeitos de controlo mecânico postal na correspondência. Isso aconteceu, inicialmente, no ano de 1969, sobre o selo da franquia 1sh. 6d., de Isabel II, que o catálogo Stanley Gibbons regista sob o nº 743 c., acima, em imagem. 


No decurso de 1975, os CTT de Portugal, fizeram uma experiência idêntica, imprimindo uma tarja fosforescente sobre 3.500.000 exemplares, dos 10.000.000 já emitidos anteriormente (13/5/75) da taxa de 1$50 da emissão comemorativa do Ano Santo. Seguiu-se a experiência sobre a série Europa na mesma taxa, bem como da FICC, XXX aniversário da ONU e Astronáutica (IAF). Os resultados foram considerados satisfatórios e o processo manteve o seu curso, até mesmo na emissão base Paisagens e Monumentos, sobre diversas taxas ($50, 1$00, 1$50, 2$00, 2$50, 3$00...).



Atendendo à percentagem, que foi tarjada, estes selos têm, hoje, um valor de catálogo muito superior aos exemplares normais. Sendo o mais caro o da série Europa, cotado por cerca de 60 vezes mais o preço do seu congénere sem a tarja fosforescente, do lado esquerdo da estampilha.

quarta-feira, 7 de outubro de 2020

Shakespeare e Julia Margaret Cameron


Todos os anos, o TLS me surpreende ao dedicar um dos seus números à temática shakespeariana, impreterivelmente. O fervor e imaginação dos ingleses é inesgotável ao abordar  motivos sempre novos sobre o seu dramaturgo mais importante. (Imagine-se, que todos os anos, o JL e/ou a Colóquio consagrassem a Camões um seu exemplar. Impensável!, que os nossos estudiosos e académicos mimosos andam assoberbados com outros trabalhos muito mais vistosos...) Desta vez, foi o nº 6107 do TLS, de 17 de Abril de 2020, que dedicou 8 páginas a pequenos ensaios sobre William Shakespeare, como sempre muito originais. Sendo que o texto que mais me chamou a atenção é dedicado à iconografia da representação teatral e cinematográfica, ao longo dos tempos, nomeadamente, os testemunhos fotográficos (Still  Shakespeare and the Photography of Performance, de Sally Barnden), de Julia Margaret Cameron (1815-1879), pioneira inglesa da fotografia, que têm, aqui, uma particular evidência. E que dedicou uma boa parte da sua obra às encenações shakespearianas do seu tempo. Deixámos imagens de Prospero e Miranda, bem como do rei Lear e suas 3 filhas, pelas lentes de Julia M. Cameron.



segunda-feira, 5 de outubro de 2020

Para os que "commigo van"

 

Post de HMJ, dedicado a HN

Os explicadores dos pobrezinhos


É certo e sabido, nas televisões, depois de uma comunicação institucional, ainda que linear ou foleira, vem logo um pivot solícito explicar ao público pagode o conteúdo da mensagem. Mas não se ficam por aí: depois aparece um comentador avençado desse canal, normalmente apoucado das meninges, a debitar umas banalidades confrangedoras sobre o assunto.
A celebração da República, ainda que chapa zero quanto a discursos, por parte do Medina e do Belenenses, teve direito, como sempre, a explicações das catequistas do costume. Quero eu dizer, dos papagaios palradores, para elucidar o povoléu inculto e ignorante sobre o que as eminências disseram.