
Se excluirmos o Papa S. Dâmaso, que terá nascido em Guimarães no séc. IV e que, na cidade-berço tem direito a nome de freguesia e igreja (orago que andou em bolandas e mudou, pedra por pedra, para junto do Castelo onde se encontra); dizia eu, se pusermos de lado S. Dâmaso, que nasceu antes de Portugal ser nação, o único papa português é Pedro Julião ou Pedro Hispano que foi, em Roma, João XXI. Médico respeitado, pontificado breve, tinha nascido em Lisboa, ao que parece na freguesia de S. Julião, antes de 1226. Foi aluno de S. Alberto Magno, foi arcebispo de Braga, e condiscípulo, no estrangeiro, de S. Tomás de Aquino e S. Boaventura. O seu pontificado durou apenas 8 meses: de Setembro de 1276 a 20 de Maio de 1277. E há duas versões para o seu local de morte, mas que têm uma mesma base comum e coincidente: obras de manutenção. A versão mais difundida é que houve um desmoronamento nos aposentos em que se encontrava e que estavam a ter obras de beneficiação, provocando-lhe a morte. A segunda versão é que, tendo João XXI ido visitar e vistoriar as obras de uma igreja, na altura em que ele passava a cavalo, o telhado ruíu e o desabamento atingiu-o, mortalmente. Coincidências fastas ou nefastas papais que ocorrem em Maio. Mês habitualmente escolhido pelos Papas para visitar Portugal, por causa de Fátima aonde foram Paulo VI, João Paulo II e, recentemente, Bento XVI.
Breve nota, em forma de declaração: este poste não tem nada a ver com a "pappa col pomodoro" da Rita Pavone.