Se bem que no Arpose já existam pequenos excertos registados desta monumental MissaSalisburgensis, de Heinrich Franz von Biber, eu hesitei. Hesitei, porque sei que a enorme maioria dos visitantes ao Blogue não consegue ouvir mais do que 5 minutos de um vídeo musical seguido. E alguns, nem isso... Ora, desde já previno que a audição completa ocupa cerca de 46 minutos da nossa vida (os 4 minutos finais são de aplausos)...
Mas esta obra-prima de música coral, erudita e barroca merece ouvir-se integralmente para melhor se apreciar, e sobretudo neste Domingo que é de Páscoa. E, se ninguém decidir escutá-la, paciência. Irei ouvi-la eu, mais uma vez, e para meu proveito e deleite.
Obra maior da música sacra, esta Missa Salisburgensis (1682), atribuída a Heinrich Johann Franz von Biber (1644-1704), cai bem, pela sua magnificência, alegria e qualidade, nesta quadra natalícia. Aqui ficam os acordes de Gloria, num coro magnífico, sob a direcção de Ton Koopman.
A "Missa Bruxellensis", de Heinrich Biber, foi composta em 1692 e é portanto posterior à "Missa Salisburgensis". Não terá a frescura notável da primeira, mas é, apesar de tudo, uma agradável obra musical sacra.
Somos um país de escassa criação musical, pelo menos no passado. Não temos, que eu saiba, uma "Missa Lisbonensis", ou quejando. A "Missa Salisburgensis" de Heinrich Ignaz Biber (1644-1704), compositor austro-boémio, é uma obra-prima da música sacra e foi terminada em 1682.
Sendo eu agnóstico, embora com raízes de infância e adolescência católicas, não me repugna dar as boas-vindas a Bento XVI, através desta obra musical de que gosto, particularmente. Tendo Biber uma obra musical laica apreciável, pensei primeiro na "Battalia" - porque este Papa tem andado debaixo de fogo -, mas acabei por optar, finalmente, por um excerto da "Missa Salisburgensis".