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domingo, 15 de novembro de 2020

Citações CDXLVIII

Preparem-se, porque a citação é longa, ao contrário do que é habitual. E tem como autora uma dissonante ou dissidente (ou demitida?) ex-colaboradora das bem pensâncias directoriais do Expresso, que já tinham posto a andar António Guerreiro por não fazer as delícias tranquilas do leitor-médio do excelso e pio semanário do regime. Aí vai, então, na voz livre de Ana Cristina Leonardo (1959) e da sua crónica na ípsilon, do jornal Público (13/11/2020):

"...Por cá, neste «ano introspectivo» - seja lá o que isso for que a expressão não é minha - as editoras continuam a publicar e muito, apesar da suspeita de que, nesse muito, o que não faltarão são os «cagalhões líricos que por aí andam, passeiam e triunfam» de que falava em tempos um editor infelizmente desaparecido, Vitor Silva Tavares. Auschwitz, por exemplo, mantém-se em alta não só como tema, mas também nos títulos.

Ele há fotógrafos de Auschwitz, tatuadores de Auschwitz, mágicos de Auschwitz, gémeas de Auschwitz, farmacêuticos de Auschwitz, bibliotecárias de Auschwitz, violinos de Auchwitz, bebés de Auschwitz..."


Nota pessoal: nunca será demais falar deste oportunismo nojento e chulo de algumas editoras e autores mercenários. Eu próprio já aqui o tinha feito em 14/10/2020 (Ideias Fixas 59). 

quarta-feira, 14 de outubro de 2020

Ideias fixas 59


Ciclicamente, há os revivalismos para pacóvios ler. Com intuitos mercantis.
Nos últimos dias (15?) saíram dois livros com o nome Auschwitz escarrapachado no título.
Não me digam que não se trata de um oportunismo nojento e torpe, por parte de autores e editoras!?

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2020

Pinacoteca Pessoal 161


Alemão de origem judia, o pintor Felix Nussbaum (1904-1944) chegou a ter grande sucesso público nos anos 20 e início dos 30 do século passado, até que a ascensão do nazismo, em 1933, determinou a sua fuga, com a mulher, pela Itália, Bélgica e França. Vindo a ser preso pelas autoridades de Vichy.


A fase inicial da sua obra, entre o expressionismo e o surrealismo, parece incorporar ténues influências de Chagall e Chirico, para gradualmente vir a assumir uma personalidade própria que culmina na tensão dramática dos seus últimos quadros, pintados no campo de concentração de Auschwitz, onde veio a ser assassinado em Agosto de 1944.



O auto-retrato, em imagem inicial, é de 1943 e representa o pintor exibindo o seu bilhete de identidade de judeu. A penúltima tela (Triunfo da Morte) e a final, com uma cena de Auschwitz, são quadros pintados no último ano da sua vida (1944).

sexta-feira, 20 de dezembro de 2019

Modas


Que me perdoem os liberais e relaxados consumistas deste mundo, mas escolher uma grande superfície para comprar um livro é, na minha opinião, uma prova justificada de mau gosto.
Agora, parece que o que estar a dar, pavlovianamente, é o uso da palavra Auschwitz no título de uma obra. Os leitores iscam que nem leitões nesses hipermercados. Sobretudo desde que Merkel lá foi, ao célebre campo sinistro, piedosamente.
Ou será o lobby que está a trabalhar afanosamente, nesta época natalícia?

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Ernst Barlach : "Der Schwebende Engel"






No mês em que se celebram os 65 anos da libertação dos sobreviventes de Auschwitz, pelo Exército Vermelho, apraz-me lembrar o gráfico e escultor alemão Ernst Barlach (1870-1938) cuja obra foi parcialmente destruida pelos nazis. Dos seus trabalhos, o meu preferido é "Der Schwebende Engel" (O Anjo Suspenso) que se pode ver na Antoniter Kirche, em Colónia, na Schildergasse. A pequena igreja (evangélica), integrada numa rua de intensa vida comercial, é um oásis de tranquila claridade e recolhimento. O rosto do Anjo é o retrato de Käthe Kollwitz (1867-1945), outra grande escultora e desenhadora alemã. A estátua suspensa é posterior à II Grande Guerra e foi feita pelo molde que Barlach deixara. Por baixo do Anjo está uma lápide com as datas "1914-1918 / 1939-1945", celebrando as vítimas da Guerra.