Mostrar mensagens com a etiqueta Auschwitz. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Auschwitz. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2020

Pinacoteca Pessoal 161


Alemão de origem judia, o pintor Felix Nussbaum (1904-1944) chegou a ter grande sucesso público nos anos 20 e início dos 30 do século passado, até que a ascensão do nazismo, em 1933, determinou a sua fuga, com a mulher, pela Itália, Bélgica e França. Vindo a ser preso pelas autoridades de Vichy.


A fase inicial da sua obra, entre o expressionismo e o surrealismo, parece incorporar ténues influências de Chagall e Chirico, para gradualmente vir a assumir uma personalidade própria que culmina na tensão dramática dos seus últimos quadros, pintados no campo de concentração de Auschwitz, onde veio a ser assassinado em Agosto de 1944.



O auto-retrato, em imagem inicial, é de 1943 e representa o pintor exibindo o seu bilhete de identidade de judeu. A penúltima tela (Triunfo da Morte) e a final, com uma cena de Auschwitz, são quadros pintados no último ano da sua vida (1944).

sexta-feira, 20 de dezembro de 2019

Modas


Que me perdoem os liberais e relaxados consumistas deste mundo, mas escolher uma grande superfície para comprar um livro é, na minha opinião, uma prova justificada de mau gosto.
Agora, parece que o que estar a dar, pavlovianamente, é o uso da palavra Auschwitz no título de uma obra. Os leitores iscam que nem leitões nesses hipermercados. Sobretudo desde que Merkel lá foi, ao célebre campo sinistro, piedosamente.
Ou será o lobby que está a trabalhar afanosamente, nesta época natalícia?

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Ernst Barlach : "Der Schwebende Engel"






No mês em que se celebram os 65 anos da libertação dos sobreviventes de Auschwitz, pelo Exército Vermelho, apraz-me lembrar o gráfico e escultor alemão Ernst Barlach (1870-1938) cuja obra foi parcialmente destruida pelos nazis. Dos seus trabalhos, o meu preferido é "Der Schwebende Engel" (O Anjo Suspenso) que se pode ver na Antoniter Kirche, em Colónia, na Schildergasse. A pequena igreja (evangélica), integrada numa rua de intensa vida comercial, é um oásis de tranquila claridade e recolhimento. O rosto do Anjo é o retrato de Käthe Kollwitz (1867-1945), outra grande escultora e desenhadora alemã. A estátua suspensa é posterior à II Grande Guerra e foi feita pelo molde que Barlach deixara. Por baixo do Anjo está uma lápide com as datas "1914-1918 / 1939-1945", celebrando as vítimas da Guerra.