Mostrar mensagens com a etiqueta Vitor Silva Tavares. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Vitor Silva Tavares. Mostrar todas as mensagens

sábado, 19 de julho de 2025

Ultimas aquisições (61)

 


Criação de Vitor Silva Tavares (1937-2015), embora irregular de qualidade na sua inclusão, talvez excessivamente, genererosa de autores, a colecção & etc iniciou-se em 1974 e contou com cerca de 400 títulos até 2013.
W. H. Auden (1907-1973) é porém um autor seguro, bom poeta e arguto ensaísta, apreciado por mim, o que me levou a comprar este livro, recentemente e sem hesitações, e com vontade de o ler.

domingo, 15 de novembro de 2020

Citações CDXLVIII

Preparem-se, porque a citação é longa, ao contrário do que é habitual. E tem como autora uma dissonante ou dissidente (ou demitida?) ex-colaboradora das bem pensâncias directoriais do Expresso, que já tinham posto a andar António Guerreiro por não fazer as delícias tranquilas do leitor-médio do excelso e pio semanário do regime. Aí vai, então, na voz livre de Ana Cristina Leonardo (1959) e da sua crónica na ípsilon, do jornal Público (13/11/2020):

"...Por cá, neste «ano introspectivo» - seja lá o que isso for que a expressão não é minha - as editoras continuam a publicar e muito, apesar da suspeita de que, nesse muito, o que não faltarão são os «cagalhões líricos que por aí andam, passeiam e triunfam» de que falava em tempos um editor infelizmente desaparecido, Vitor Silva Tavares. Auschwitz, por exemplo, mantém-se em alta não só como tema, mas também nos títulos.

Ele há fotógrafos de Auschwitz, tatuadores de Auschwitz, mágicos de Auschwitz, gémeas de Auschwitz, farmacêuticos de Auschwitz, bibliotecárias de Auschwitz, violinos de Auchwitz, bebés de Auschwitz..."


Nota pessoal: nunca será demais falar deste oportunismo nojento e chulo de algumas editoras e autores mercenários. Eu próprio já aqui o tinha feito em 14/10/2020 (Ideias Fixas 59). 

domingo, 31 de julho de 2016

Bibliofilia 145


Eu já tive um encantado afecto pelos livros de Fialho de Almeida (1857-1911) e ainda releio, hoje, algumas das suas obras com imenso gosto.
Por outro lado, esta colecção de culto, minoritário é certo, criada por Vitor Silva Tavares (1937-2015) e que morreu com ele, sempre me mereceu um concentrado respeito. Comprei vários dos seus números, na altura da saída. Entre o fescenino e o raro, o provocador e o proibido, a série contramargem / & etc tem a maior parte dos seus livros-folhetos esgotados.
Pois, esta pequena antologia de Fialho, com o número 11 da série, tem exactamente 35 anos, porque foi editada em Julho de 1981, e contém alguns textos soberbos como, por exemplo, a extravagante descrição do enterro do rei D. Luís I. Depois, o exemplar era o único, que restava, nessa pequena, mas muito cuidada livraria da Cova da Piedade, onde o comprei. Custava 3 euros - para quê esperar?


segunda-feira, 21 de setembro de 2015

À margem


Vitor Silva Tavares (1937-2015) faleceu hoje. Era um dos últimos abencerragens da edição, que sempre funcionou fora do sistema e do circuito de interesses económicos que predominam, hoje, em Portugal. Editor independente, original e ousado, a ele se deve uma prestigiada colecção de livros de Poesia (e etc.),que sempre primou pela qualidade gráfica e de texto. Onde a par dos consagrados (Herberto Helder, por exemplo), incluiu autores e textos esquecidos, marginais, mas também novos e desconhecidos poetas. É, na verdade, uma perda importante e pesada para a edição livre e de qualidade, portuguesas.


em geminação com MR, no seu Prosimetron. Recomendo, vivamente, a audição de dois vídeos lá existentes, com entrevista a Vítor Silva Tavares.