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quarta-feira, 1 de outubro de 2025

Desabafo (102)

 
A moda é terrível, escraviza os cérebros pequenos e as criaturas sem horizontes. Que nem sequer se dão conta do seu seguidismo acrítico e da vacuidade das suas vidas inúteis. Como dizia uma pessoa estimada por mim, acertadamente: andam no mundo por ver andar os outros. E nem deixam sinais...

segunda-feira, 18 de maio de 2020

In


Hoje, o jornal vinha mascarado. Por muito horroroso que o problema seja, o sistema recicla, absorbe, recupera e põe a circular, ainda que com novas cores. Neste caso, suavizou a máscara com Piet Mondrian.
E pasme-se!, não fora a atenção gentil da dona da Tabacaria-quiosque, que me guardou um exemplar, o Público às 9h00 já estava esgotado.

sexta-feira, 20 de dezembro de 2019

Modas


Que me perdoem os liberais e relaxados consumistas deste mundo, mas escolher uma grande superfície para comprar um livro é, na minha opinião, uma prova justificada de mau gosto.
Agora, parece que o que estar a dar, pavlovianamente, é o uso da palavra Auschwitz no título de uma obra. Os leitores iscam que nem leitões nesses hipermercados. Sobretudo desde que Merkel lá foi, ao célebre campo sinistro, piedosamente.
Ou será o lobby que está a trabalhar afanosamente, nesta época natalícia?

domingo, 24 de fevereiro de 2019

Moda - a regularidade conservadora, na alternância


Se, nos últimos dias, a Moda esteve em destaque pela morte de um dos seus ícones mais representativo, exuberante e conhecido, não tenho dúvidas ao pensar que os limites que se lhe deparam, para além das cores dos tecidos, são relativamente estreitos e até previsíveis. Dos sapatos pontiagudos aos de biqueira arredondada, das calças justas às de boca de sino, dos vestidos justos ao corpo, aos tipo-saco dos anos 50...
Por isso, não me custa subscrever e concordar com algumas afirmações de Roland Barthes (1915-1980), em O Grão da Voz (1981), nomeadamente com esta, que passo a transcrever, da página 65 desta obra: 

" E poder-se-ia perfeitamente prever o fenómeno actual, que as saias chegariam hoje ao estado mais curto possível, em relação a um outro polo de comprimento, ele próprio relativo e que se atingiu há cinquenta anos, por volta de 1900. Isto é, a mini-saia parece-nos muito curta, sem dúvida, mas o analista retém apenas este facto: ela é não muito curta, mas o mais curta possível relativamente ao ciclo completo. É certo que a história constitui, mesmo assim, uma força que conserva a sua liberdade e reserva algumas surpresas; mas, normalmente, se o ritmo da moda continua a ser regular, as saias deveriam, a partir de hoje, ficar mais compridas pouco a pouco, através das variações sazonais. Digamos que no ano 2020 ou 2025, deveriam de novo ser muito compridas."

Quanto à premonição, havemos de ver...

sábado, 4 de junho de 2016

Curiosidades 56

Não sei se a indumentária humana, na Antiguidade, estava tão sujeita a alterações, como hoje. Mas estou convencido de que, presentemente, a moda feminina é mais volúvel. Quero eu dizer: muda mais depressa e com mais frequência do que a indumentária masculina.



Apesar de os chamados Painéis do Infante, de Nuno Gonçalves, serem um manancial precioso para a identificação dos usos, modas e costumes do traje português antigo, escasseia a iconografia lusitana sobre o vestuário civil anterior ao século XVI, tirando o aspecto militar, mais representado em imagens. Sendo que, a nível legislativo, já o uso de roupa dos cortesãos tinha sido objecto de atenção especial de D. João II, por motivos de ordem económica, principalmente.


Considerado o primeiro livro sobre a Moda, o Trachtenbuch é resultado do interesse obsessivo que Matthäus Schwarz (1497-1574?), alemão vaidoso, dedicava à sua roupa e à forma como se vestia. Fez-se assim representar (e pintar por Narziss Renner) ao longo da sua vida, com múltiplas indumentárias, através de imagens onde eram anotadas, minuciosamente, as datas e a idade deste alto funcionário dos Fugger. Acima pode ver-se a representação dos pais de Mattäus, estando a mãe grávida dele próprio. Abaixo, deixo a primeira representação de Schwarz, aos 19 anos, e a última que aparece no Trachtenbuch.
A pintura, que acompanha o início deste poste, é o retrato de Matthäus Schwarz, aos 63 anos, executado por Christoph Amberger (1505-1562). O quadro integra o acervo do Museu Thyssen-Bornemisza, em Madrid.


quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Síntese de 100 anos de moda

Seria difícil, em tão pouco tempo, dar uma panorâmica tão completa, ritmada e objectiva da efemeridade.

A AVP, o grato reconhecimento pela sua leitura sempre atenta e pelas suas contribuições amigas.

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Assobiar para o lado


Sempre achei uma suprema hipocrisia, a denúncia acrisolada do trabalho infantil, na primeira página dos jornais ou no prime time televisivo e, ao mesmo tempo, a apologia descarada, em desfiles de moda, de modelos infantis. E, que me lembre ou tenha conhecimento, nunca vi esta ambivalência ética desmascarada.
Nem o facto de, em muitos casos, serem os próprios pais dos menores a incentivarem esta prática, aproveitando-se, descaradamente, dos benefícios. Para não falar do que se passa com as telenovelas... A própria lei, como tantas vezes, é ambígua: se condena um dos casos, absolve ou esquece o segundo, assobiando para o lado.
Não será, por acaso, a mesma coisa?

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Em geminação e desagravo, para MR e LB, no Prosimetron


Por contraste, civilidade e decoro, aqui vai um cavalheiro composto, bem arranjado e minimamente vestido. Trata-se, nada menos, do que o Duque d'Epernon, Jean-Louis de Nogaret. Para dar o exemplo ao despudorado e sumariamente vestido, cavalheiro (?) que apareceu no Prosimetron, todo encalorado e mal vestido...

quinta-feira, 21 de março de 2013

Retro (25) : Primavera de 1865


Era um dos modelos propostos, para a Primavera, há quase 150 anos. Os motivos do desenho do tecido, em organdi, privilegiavam as rosas e folhas de roseira. Não se lhe pode negar uma evidente elegância. Francesa, claramente.

para MR, com os melhores votos primaveris.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Retro (23) : ansiando pela Primavera


Aqui fica o conjunto saia e casaco feminino que a Chanel propunha para a Primavera de 1961. Apesar de ter mais de 50 anos, a elegância do traço e corte mantém a sua estética de modernidade.

para MR, recém-chegada.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Geminando, com MR

Muito próprio para dançar o "Charleston", nos anos 20, do século passado, este vestido não deixa de ter elegância e distinção. Nada que se compare, por exemplo, aos vestidos "Saco" dos anos 50/60 - supino do mau gosto, no meu entender...

Daqui, para MR, geminando com o seu Elegâncias, do Prosimetron.