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segunda-feira, 14 de julho de 2025

Filatelia CXLV



É minhas convicção enraízada que a qualidade estética e beleza da produção de selos dos correios da maior parte dos países tem vindo a piorar substancialmente, nos últimos decénios. Talvez escapem as estampilhas da Alemanha, da Inglaterra e pouco mais.
Em geminação, e talvez para me penitenciar de um comentário desprimoroso que fiz num poste do Prosimetron, da MR, sobre uns selos actuais de França que apareciam em imagem, aqui deixo o testemunho de beleza de alguns selos dos anos 40 a 70 do século passado, em que o cuidado gráfico dos correios gauleses era soberano e digno de admiração, nessa época.

terça-feira, 31 de dezembro de 2024

Marcadores 33

 


Difícil foi escolher da gentil oferta, numerosa, aqueles que mais me agradavam. Um bem haja à ofertante! Com os melhores votos de Ano Novo.


quarta-feira, 31 de janeiro de 2024

Marcadores 30

 

Em geminação com MR, aqui ficam os três marcadores que acompanhavam o Gutenberg Jahrbuch de 2023. Lembrando assim uma das temáticas ("Marcadores de Livros")  mais extensa do seu Prosimetron.

domingo, 17 de outubro de 2021

Memorabília (19)



Em tempos, que hoje me parecem imemoriais, adquiri na rua do Alecrim, nº 44, em Lisboa, ao alfarrabista sr. Tarcísio Trindade (1931-2011), um conjunto  dos 12 primeiros números da celebrada revista Seara Nova, encadernados pela própria empresa. O lote custou-me Esc. 1.200$00, modestos.




Gradualmente, e a pouco e pouco, fui comprando, creio que no mesmo local, alguns outros números soltos da revista, sempre dos mais antigos. No grupo se inseria o nº 51, de 15 de Agosto de 1925, que tem uma capa impressiva, curiosamente e quando nada o fazia prever, do escritor José Rodrigues Miguéis (1901-1980).
Este poste acaba por ser uma parceria geminada com outro poste de MR, no seu Prosimetron, que celebrou, na altura própria (15/10/2021), o centenário da famosa revista portuguesa.

domingo, 8 de agosto de 2021

Filatelia, Espanha e geminações



Cada filatelista terá um tipo de relação e opinião sobre os selos dos países que colecciona ou temáticas que vai desenvolvendo na sua colecção. Se os meus interesses iniciais, para além de Portugal naturalmente, se inclinaram para a Hungria, hoje, centralizam-se nos selos portugueses e das ex-colónias, bem como na Inglaterra e na Alemanha, países cujas emissões filatélicas são cuidadas, de bom gosto e inovadoras. Pelo contrário, nunca apreciei os selos de países da América do Sul e, na Europa, os da Bélgica e de Espanha. Para não referir os dos países do Leste europeu, normalmente berrantes no colorido, mas banais no desenho, e de mau gosto.



Num comentário a um poste (com imagem de 2 selos espanhóis) de MR, no blogue amigo Prosimetron, expliquei as razões do meu desagrado pela fraca qualidade do papel (muitas vezes couché e quebradiço), iconografia algo tosca e denteados (até meados do século XX) grandemente imperfeitos. Mas prometi eventualmente geminar o tema, aqui. Tentei seleccionar estampilhas, ao contrário do habitual, com alguma qualidade. A imagem acima começa com o selo nº 1 (emitido em 1851, com o perfil de Isabel II), contém um selo gravado celebrando Rosalía e reproduz pinturas de Goya e Velásquez, além doutros motivos.



Não queria deixar de referir o bom trabalho de investigação e classificação que representa o catálogo especializado castelhano Galvez, de que deixo imagens (1ª e 3ª). A última imagem  representa, finalmente, alguns selos da República Espanhola, que se inspiraram em quadros de Goya. E ainda outros, diversos, todos do correio aéreo.




Para MR, no seu Prosimetron, e em geminação cordial.

terça-feira, 27 de julho de 2021

Filatelia CXLV



Breve explicação, a deste poste sobre selos de França. Que é também uma geminação com o Prosimetron e um poste de MR, sobre o mesmo assunto. Eu tinha comentado a menor qualidade dos selos franceses actuais, que aparecem no poste, comparando-os com selos gauleses gravados e de alta qualidade mais antigos. Aqui deixo como testemunho alguns selos gravados a talhe doce, dos anos 30 a 1953, que justificam, plenamente quanto a mim, a afirmação que fiz no comentário do Prosimetron.



sábado, 13 de junho de 2020

Filatelia CXXVII


Não se esqueceu MR, no seu blogue Prosimetron, de celebrar com diversos motivos o feriado de Sto. António, que hoje passa. Mesmo através da filatelia, reproduzindo uma flâmula e um selo utilizado, em 1981, da série de dois (Esc. 8$50 e 70$00) dedicados ao Santo que Lisboa, hoje, lembra.
Já antes porém (1895) os Correios Portugueses tinham emitido, na segunda série comemorativa (a primeira fora dedicada ao Infante D. Henrique, em 1894) nacional, um conjunto de 15 selos antoninos, cujos desenhos tinham sido executados pelos artistas António M. Ramalho e Carlos Reis.
O verso dos selos transcreve um excerto de S. Boaventura. Esta série é hoje rara e valiosa.


Em 1931, os CTT voltaram a lembrar-se de Santo António e emitiram um novo conjunto de 6 valores, com desenhos de Arnaldo Fragoso, António Lima e Júlio Alves. Como a série tardava a esgotar-se, os selos vieram a ser sobretaxados, em 1933, reentrando em circulação, até 1945.

para MR, e em geminação com o Prosimetron.

domingo, 3 de março de 2019

Recomendado : setenta e oito


É um livro em que se está bem - ao ler.
MR já tinha falado desta obra, há que tempos!... E, gentil e virtualmente, ma endereçou com envoi cordial, por razões objectivas. Foi a 30 de Setembro 2018, no seu Prosimetron. Imagine-se que passaram 5 meses, até que eu conseguisse comprar este livro, muito bem escrito, por Luísa Costa Gomes (1954), sobre a Costa de Caparica. A Fundação Manuel dos Santos não tem pressa em aviar as encomendas que, por lá, o tempo deve passar muito devagar... A distribuição de livros não tem, seguramente, o mesmo ritmo da empresa-mãe, em suprir as faltas e rupturas, que usa para com as suas grandes e médias superfícies. É uma perninha amadora e ineficaz, que eles fazem, por favor e sobranceiros, para satisfazer os pedidos das obras que vão editando, como se delas não se quisessem separar. Bem se afanou e insistiu R. A., da Livraria Escriba, para que lhe enviassem alguns exemplares do Da Costa (2018). Ao fim de cerca de 150 dias, lá se dignaram corresponder e satisfazer o pedido...
A obrinha (112 páginas) lê-se que é uma maravilha!
Não esperem é encontrá-la, com facilidade, em livrarias. Talvez seja melhor comprá-la no sítio do costume... Aí, a distribuição dos empregados do sr. Santos sempre é mais eficiente, com certeza.

para MR, retribuindo.

sábado, 18 de agosto de 2018

Elegâncias


Antes de mais, o seu a seu dono: o título deste poste plagia o nome de uma temática do blogue Prosimetron. E o poste é dedicado a MR.
Quando eu era pequeno, havia uma única coisa que eu detestava na época balnear. Que era usar sandálias, porque se calçavam sem as meias intermediárias entre os meus pés e o couro tratado da pele dos bichos. Esse contacto directo sempre me desagradou, por vários motivos.
Hoje, não usar meias é moda muito acarinhada e elegante. E não é para poupar na despesa. É porque sim...

domingo, 12 de agosto de 2018

Fulanos & Comandita, S. A.


Sou muito céptico em relação a projectos e trabalhos de grupo. Nas equipas portuguesas, há sempre um par de madraços, que se limita a ver os outros trabalhar. Desde o meu tempo de Liceu que vejo isto. Na Faculdade, era o mesmo. Até na minha vida profissional, quando havia grupos de trabalho com determinado objectivo, só cerca de 20% é que vergavam a mola, porque os restantes 80%, estavam ali para mandar bocas e recomendar umas minudências perfeccionistas e adamadas, q. b. Assim também acontece, como tenho observado, com alguns blogues que, nominalmente, têm vários colaboradores inscritos.
Há que lembrar, no entanto, o que a vida real e empresarial nos ensina. Habitualmente, há os sócios capitalistas, e os sócios trabalhadores. Só me pergunto: e para quem vão os dividendos?...

para MR, de forma oblíqua...

quarta-feira, 23 de agosto de 2017

Esquecimentos e omissões


Das ex-colónias portuguesas, tirando, eventualmente, o dito Estado da Índia (Goa, Damão e Diu) - que, da Índia, têm vindo vários visitantes ao Arpose - só faltava que alguém de Timor viesse ao Blogue. Aconteceu hoje, às 5h34, e o visitante dirigiu-se a um poste antigo de 8/3/2012, intitulado Lembrar Ruy Cinatti (1915-1986), poeta esquecido que tanto amou Timor. Alguém, por lá, o terá recordado.
Similarmente, ontem (hoje), no blogue amigo Prosimetron, JAD evocou o historiador Oliveira Marques (1933-2007). Assim se vai tentando alimentar a memória dos vivos, com a lembrança dos mortos queridos. Mas, penso, que é uma tarefa inglória neste nosso tempo de glórias efémeras e memórias curtas. Em que incensámos ontem o que amanhã sepultamos, para eleger um novo ídolo.
No entretanto, as Academias vão lembrando, burocraticamente, os seus maiores, como lhes compete, mas estas evocações ficam restritas às suas instalações geográficas e não chegam ao povo, nem às gentes das ruas. Como nos cemitérios, as inscrições biográficas e afectuosamente saudosas vão sendo delidas, nas lápides votivas, pelo bater inclemente do Sol, diariamente. Até que já não podem ser decifradas, pelas omissões das letras.
Quantos poetas, quantos historiadores, quantos escritores, quantos nomes ilustres se foram apagando, no tempo!...
( Por isso, não foi sem algum cepticismo e alguma melancolia, que eu fui escrevendo estas palavras.)

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Uso pessoal 14


De facto, nunca virei a saber a razão exacta que torna tão popular e visitado o antigo poste, do Arpose, "Heidegger, sobre um quadro de Van Gogh" (23/1/2013). Se a reprodução da célebre tela das cansadas e camponesas botas do pintor holandês, se as sábias e humanas palavras do filósofo alemão. Inclino-me, no entanto, para a imagem, por várias razões. Que os nómadas ligeiros e aéreos, que pululam na net, não gostam de perder tempo com palavras e leituras. Creio que, muitos deles, são até analfabetos funcionais.
Estes meus velhíssimos e desgastados sapatos de pala, em imagem fotográfica, confesso à puridade que me acompanham há duas ou três décadas - nunca juntei coragem para os deitar fora. Acusam longa vida, mas ainda os uso por casa ou em brevíssimas surtidas exteriores que, por curtas, não chegam para envergonhar-me perante os meus semelhantes mais atentos e observadores...
Sinto-me bem com eles: são cómodos, dão-me bom andar, são seguros, flexíveis q. b., e nem preciso de apertar ou desatar os atacadores quando os calço ou descalço. Em suma, que poderia eu querer mais?


Nota: para os devidos efeitos, tenho a declarar que este poste não é uma geminação da sofisticada temática "Elegâncias", que a MR costuma publicar no seu Prosimetron.

segunda-feira, 21 de março de 2016

No Dia da Poesia, do bom e velho Sá


Ao Príncipe D. João, mandando-lhe mais obras


Tardei, e cuido que me julgam mal,
qu'emendo muito e, qu'emendando, dano.
Senhor, porqu'hei gram medo ao mau engano
deste amor que nos temos desigual;

Todos a tudo o seu logo acham sal;
eu risco e risco, vou-me d'ano em ano:
com um dos seus olhos só vai mais ufano
Filipo, assi Sertório, assi Aníbal.

Ando cos meus papéis em diferenças.
São preceitos de Horácio - me dirão;
em al não posso, sigo-o em aparenças.

Quem muito pelejou como irá são?
Quantos ledores, tantas as sentenças,
c'um vento velas vêm e velas vão.


Nota: em geminação com MR, no seu Prosimetron.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Bibliofilia 131


Quase poderia dizer que descobri Vergílio Ferreira (1916-1996) através de "Manhã Submersa" (1954), primeiro livro que li do escritor português, e ainda hoje uma das obras dele de que mais gosto. Li-o pela primeira edição, que um amigo me emprestou. Por isso, só muito mais tarde, vim a comprar o romance e a relê-lo, com o mesmo agrado inicial, aliás.
É apenas a terceira edição, de 1968, esta que tenho, mas pertenceu a Ruben A. (1920-1975), tendo a particularidade de ter uma afectuosa dedicatória de Vergílio Ferreira, que só enriquece o volume. Por aqui fica, em imagem. Hoje, dia em que se completa o centenário do nascimento do Escritor.




para MR, em geminação com o Prosimetron.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Agatha Christie, em geminação com o Prosimetron


Na portuguesa colecção Vampiro policial, Agatha Christie (1890-1976) está representada por 67 obras, sendo apenas ultrapassada por Geoges Simenon (1903-1989), com 73 livros. Na primeira vintena de Vampiros, a escritora inglesa tem 5 obras e Ten little Niggers (Convite para a Morte) ocupa a décima oitava posição.

Tirando livros de temática religiosa (Bíblia, Alcorão...), as obras de Agatha Christie são daquelas que mais se vendem em todo o mundo, o que atesta também a popularidade dos livros policiais. MLV, no Prosimetron, destacou ontem a passagem dos 40 anos da morte (13/1/1976) da autora britânica, referindo Ten Little Niggers (1939), com mais de 100 milhões de cópias vendidas. E, hoje, MR, no Prosimetron, faz uma adenda, convocando o Arpose para um desafio...
Aqui ficam, por isso, imagens do meu exemplar da colecção Vampiro, para uma geminação cordial.


segunda-feira, 21 de setembro de 2015

À margem


Vitor Silva Tavares (1937-2015) faleceu hoje. Era um dos últimos abencerragens da edição, que sempre funcionou fora do sistema e do circuito de interesses económicos que predominam, hoje, em Portugal. Editor independente, original e ousado, a ele se deve uma prestigiada colecção de livros de Poesia (e etc.),que sempre primou pela qualidade gráfica e de texto. Onde a par dos consagrados (Herberto Helder, por exemplo), incluiu autores e textos esquecidos, marginais, mas também novos e desconhecidos poetas. É, na verdade, uma perda importante e pesada para a edição livre e de qualidade, portuguesas.


em geminação com MR, no seu Prosimetron. Recomendo, vivamente, a audição de dois vídeos lá existentes, com entrevista a Vítor Silva Tavares.

quinta-feira, 18 de junho de 2015

Régis Debray


Um dos últimos, senão o último representante de uma geração de ilustres e coerentes intelectuais activos (Orwell, Bernanos, Malraux, Char...) que deram o corpo ao manifesto, lutando, no terreno, por aquilo em que acreditavam, o francês Régis Debray (1940), autor prolífico (57 livros), lançou recentemente mais uma obra: Un cândide à sa fenêtre. E tem-se desdobrado em intervenções diversas (aconselho a audição de um vídeo que MR colocou no blogue Prosimetron, há pouco) e entrevistas. De uma das últimas, concedida à revista Marianne (nº 946), aqui vão, traduzidos, alguns excertos-sublinhados, que fiz:
-"Destruindo por todo o lado os Estados (Iraque, Líbia...) acabámos por trazer as tribos ao poder."
-"A superstição da economia, com um pouco de moral em cache-sexe, é isso que fazem os idiotas estratégicos."
-"Nós tirámos os sapatos antes de entrarmos numa mesquita; pedimos às jovens muçulmanas para tirarem o véu, antes de entrarem na escola. Chama-se a isto reciprocidade. A escola republicana possui uma sacralidade própria. Auschwitz, também."
-"Mas os homens da cultura, é uma questão de ecossistema, não devem misturar-se com os negócios, e cada vez menos. Julien Gracq dizia-me muitas vezes que a política não é uma actividade digna do espírito."
-"Vista da esquerda, a direita tem dois motores, o lucro e o medo (do outro, do novo, etc.). E vista da direita, a esquerda é o ressentimento e a fuga para o abstracto, para não olhar o real de frente."

com agradecimentos a MR.

sexta-feira, 15 de maio de 2015

Há 25 anos, B. B. King


25 é um número redondo, como 90 seriam, que B. B. King (1925-2015), falecido ontem, não chegou a completar, de anos de vida.
Será boa altura para o relembrar quando, em 1990, actuou no Casino do Estoril, e convidou Rui Veloso para o palco, para o acompanhar.
Em geminação com MR, no seu Prosimetron.

segunda-feira, 16 de março de 2015

Assim vai Portugal...


Estas coisas ou situações, todos temos a tendência de esquecê-las, por pesadas e insuportáveis. Porque creio que MR, no seu Prosimetron, já tinha colocado uma fotografia semelhante, destes habitantes nocturnos do Túnel do Marquês, em Lisboa.
Mas o meu amigo C. S. veio relembrar-me esta indignidade humana e portuguesa, hoje.

quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

Retro (61)


No ano do centenário do início das hostilidades da I Grande Guerra, este "Fado das Trincheiras", cantado pelo Miúdo da Bica, celebrando a participação portuguesa na guerra. E em mais uma geminação com MR, no Prosimetron (canção de Mike Harding). Muito embora esta interpretação de Fernando Farinha (1928-1988) tenha um tom muito mais patriótico e heróico...