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quarta-feira, 23 de agosto de 2023

Certificação


É simples, de comprovar.
Se um filme sério, numa cena dramática, me faz rir, compreendo que estou frente a um exemplar tipo-Ed Wood (1924-1978). Quero eu dizer: uma película com canastrões de terceira ordem (da categoria de Schwarznegger, Seagal, Stallone, Stiller, van Damme...) no desempenho, e produzido por um relizador medíocre.

domingo, 15 de agosto de 2021

E o melhor título da Silly Season vai... para o jornal Expresso

 

Receita para o fim da crise global de solidão, tão prejudicial para a nossa saúde como fumar 15 cigarros por dia

14.08.2021

Só fiquei intrigado e curioso por saber como é que eles terão feito as equivalências... 

E o que é que pode acontecer se fumarmos um maço de cigarros inteirinho, diariamente?!

sexta-feira, 6 de setembro de 2019

Deferências e gentilezas


De uma forma geral, a clássica nomenklatura nacional reagiu, na net e redes sociais, incomodada ou despeitada (invejosa?, mas quem, inteiramente laico de espírito, quer ser cardeal, hoje em dia?). Eu próprio, me lembrei de Dantas, a propósito de Tolentino.
É evidente que não tenho nada contra ele. E a única vez que o vi, ao vivo, foi na Estefânia, a comprar Pastéis de Chaves numa loja gourmet. Se calhar, para levar para Roma e presentear Francisco e a sua cúria vaticana, altíssima e celestial.
Não muito diferente dum tal Martins que, mestrando na Aberta, nunca se esquecia de mimar as suas professoras, antes das aulas, com bolinhos doces, comprados amorosamente na Cister (ali, próxima), e com carinhosos vocábulos a acompanhar a oferenda. Foi assim que ele chegou a Real, na nossa pequenina república das letras. Lembre-se o povo: com papas e bolos...
Chegar a cardeal no enclave do Vaticano, sempre é outra louça - e desculpem-me a bisbilhotice pequena, porque ainda estamos na silly season. Ou assim parece...

sábado, 3 de agosto de 2019

Recomendado : oitenta e um


Não sendo fruto de historiadores consagrados, alguns artigos do último número de L'Obs (nº 2856) propõem-nos, ao menos, uma temática original. Abordando a importância decisiva do ano de 1519, na história da Humanidade. E em que se fala, também, de Portugal. Os textos não chegam para contrariar a sólida argumentação do historiador inglês Arnold Toynbee (1889-1975), mas, que diabo!, estamos a atravessar a silly season e, por isso, há que ter complacência mesmo com opiniões ligeiras. E leituras despretenciosas.
Venho, assim, chamar a atenção para este número recente da revista francesa.



p. s.: a imagem superior representa, parcialmente, o portulano de Jorge Reinel.

sexta-feira, 2 de agosto de 2019

Filosofia de bolso


Terei que ficar grato aos 26 visitantes que, ontem, frequentaram o Arpose ou lamentar os 87 que faltaram para completar os 113, da média habitual mais recente?
E terão ido à praia, ao campo ou para o estrangeiro? Ou ter-se-ão cansado, desgostados com o humor insólito de 3 postes mais acerbos que lancei, ultimamente?
Talvez estejam ocupados a fazer as malas e sem tempo para minudências internáuticas.
Por isso, boas férias aos ausentes. E que tenham uma silly season à sua medida.

sábado, 13 de julho de 2019

Róis


Rol, ou lista, queria eu dizer, se me referisse ao singular da palavra que serve para título deste poste. Francesismo que já Beatriz Costa usava numa canção ("... que a freguesa deu ao rol...") de um filme, Aldeia da Roupa Branca, dos anos 40 (?).
As listas servem bem os pressupostas da Silly Season, são ligeiras, permitem discordâncias, mas são também inclusivas e servem propósitos alargados de preferências. E lembram coisas e pessoas, para quem as quiser revisitar. Deparei-me com 2 róis, ultimamente.
Um do Expresso, elegendo 50 figuras influentes portuguesas, que não vou discutir. Outro rol, ou lista, saído de Le Monde, abordava 100 romances importantes do século XX. Relação que me pareceu muito mais exclusiva, parcial e ligeira. Desses, tinha eu lido apenas 16 obras.
A ausência de Camus pareceu-me uma injustiça clamorosa, sobretudo quando incluíram, no rol, Sartre (Les Mots) e, sobretudo, Françoise Sagan (Bonjour tristesse). Mas perdoei a Le Monde por ter repescado, em contrapartida, um grande romance dos anos 70 que devia estar esquecido de muita gente: Mars (1975), de Fritz Zorn (1944-1976).
Para alguma coisa havia de servir a silly season...

segunda-feira, 10 de setembro de 2018

Humor negro (10)


Por aqui (imagem) se pode ver a alta qualidade da propaganda anti-tabágica. Tal como a indigência de pensamento e a proficiente capacidade profissional da agência publicitária que a produziu. A habilidade canhestra e paroquial do fotógrafo que foi contratado, para o efeito. Mas também a craveira mental, o inestético mau gosto e o lado foleiro dos elementos da comissão europeia que aprovaram ou deram origem a  esta campanha ridícula, politicamente correcta.
Quem quiser deixar de fumar, não é por aqui que chega lá, certamente...

quinta-feira, 30 de agosto de 2018

Agora...


Agora que a silly season está a acabar, será a altura própria para prepararmos o relato ufano e minucioso das nossas férias cosmopolitas, algures por aí. Quer tenha sido em qualquer praia das galinhas ou cancun, ou mesmo nalgum recôndito lugar famoso, mas já muito batido desta Europa envelhecida. Numa epifania delicodoce ou tropical, os escritórios de empresas, salas de professores, casas de chá e cafés de bairro vão encher-se de descrições edénicas e fotos virtuais desses felizes dias do passado mais recente.
Aos pobres infelizes, que ainda não usufruíram da vilegiatura anual, sugiro uma alternativa exótica, mas mais económica - o interior lusitano. Que este ano se enobreceu pela estadia das nossas mais altas figuras de estado. Banal, seria recomendar Pedrógão ou Monchique, que estão muito vulgarizados. Mas aqui deixo uma dica preciosa: vão até Sobradelo da Goma, no viçoso Minho! E banhem-se nas frescas águas do Ribeiro Queimado. Tenho a certeza que os colegas os vão invejar, quando lhes contarem a proeza singular e a escolha requintada.

quarta-feira, 29 de agosto de 2018

Impromptu (35)


O bing, sempre é mais directo e rude que o Google. Este último, mesmo que o cibernauta digite umas search words apalermadas, arranja sempre sugestões, igualmente estúpidas e histriónicas, para o encaminhar. O bing, não, é seco, sério, directo e conclusivo.
Um destes dias, um daqueles cibernautas despassarados, que pululam voando ligeiros pela net, e que pairava nas imediações do Arpose, apelou ao motor de busca, literariamente, através das seguintes search words: o que foi o cultismo e o competisismo.
O bing, seco e taxativo, disse-lhe apenas que não existia nada sobre este assunto. O bing não brinca em serviço, nem divaga, perdulariamente. Mesmo que sobre o conceptismo...

domingo, 26 de agosto de 2018

A economia do Pisco...

A letra (?) da canção (?) tem apenas um dístico, melhor seria dizer: refrão repetitivo.
Não difere grandemente daquilo que se pode ver e ouvir nas tardes televisivas, difundidas dessas terrinhas portuguesas, em época da silly season. Até a coreografia é banal. As meninas terão talvez um glamour diferente e serão mais elegantes do que  as gorduchas lusitanas que costumam acompanhar os quins barreiros do verão televisivo nacional.
Será pimba? Ou não será?
Deixo a decisão a quem vier por aqui...
Uma última informação: este Fly, robin, fly chegou a top ten no já longínquo ano de 1975. Andávamos nós entretidos com o PREC.

domingo, 19 de agosto de 2018

Comic Relief (142)


Na boa sequência da Literatura, tema do poste anterior, a Música de um  tango. Que contrasta, absolutamente, com a cenografia e a coreografia do último tango que aqui postei (Enrico Macias). Só para mantermos o registo da Silly Season. E siga a dança!

Retemperar


Eu creio que poucas coisas haverá que permitam o restabelecimento da nossa boa disposição pessoal, em determinado momento, e de forma imediata. Uma delas pode colher-se nos blogues que se auto-intitulam de literários. (A auto-sugestão, é certo, sempre teve muita força...) Eu próprio fiquei varado, com o título nietzscheano do livro do marcano dr. Dispenza (este apelido insinuante dispensa comentários ou adjectivos...), em imagem. Que poderá, no entanto, ferir a susceptibilidade e mimosa sensibilidade epidérmica dos nossos jovens politicamente correctos. Mas há mais. Ora, atente-se nestes inspiradíssimos 4 títulos, a rondar o lado doméstico-familiar e a genialidade lumpen:

- Tu não és como as outras mães.
- Procura-me quando a guerra acabar.
- Os avós são bons.
- Deixo-te para não te perder.


sábado, 18 de agosto de 2018

Elegâncias


Antes de mais, o seu a seu dono: o título deste poste plagia o nome de uma temática do blogue Prosimetron. E o poste é dedicado a MR.
Quando eu era pequeno, havia uma única coisa que eu detestava na época balnear. Que era usar sandálias, porque se calçavam sem as meias intermediárias entre os meus pés e o couro tratado da pele dos bichos. Esse contacto directo sempre me desagradou, por vários motivos.
Hoje, não usar meias é moda muito acarinhada e elegante. E não é para poupar na despesa. É porque sim...

O jardineiro de Mobutu


Por entre o ritual obrigatório da silly season e a necessidade de dar pasto ao cultivo reiterado da indignação das redes sociais pueris, é sempre muito difícil passar, incólume, por entre os pingos da chuva.
Os incêndios, que foram tardios, são agora um must televisivo e, à falta de intensidade, pode sempre falar-se dos do ano passado; a Web Summit, por causa dos convidades, tem dado pano para mangas...
A que propósito virá o título do poste?, perguntará, curioso, o leitor e o visitante amigo. É que até o circunspecto Le Monde, à falta de melhor, nos vem falar, nostalgicamente, do jardim de Mobutu.
E por onde, em Gbadolite (Zaire), o velho jardineiro Lena Mapamboli, hoje desempregado, passeia, saudoso, o fausto passado. Por entre as flores raras do jardim devastado, que a floresta tem vindo a invadir...
(Como vêem, nem eu consegui passar por entre os pingos da chuva, sem me molhar...)

quarta-feira, 8 de agosto de 2018

Retratos (20)


A damisela (O´Neill dixit) postava-se à direita do blogue, de perfil, semi-sorridente e de óculos escuros, satisfeita de si. Escrevia elegantemente, com minúsculas depois dos pontos finais. Gostava  dos livros do mãezinha, do Cruz, e dos daquele rapaz que tem um piercing no sobrolho. O seu C. V.  abusava um pouco da psicologia positiva, de life changer, de life coaching, de workshop, de academia...
Se a lêssemos, uma beatitude espalhava-se pelo nosso dia, num optimismo vaporoso de rósea felicidade invencível.
As suas referências atestavam formação jurídica, mas que pouco teria praticado, para criar a sua academia, onde administrava cursos de bem-estar na vida. Pagos, claro. Numa entrevista, muito publicitada, insistia na ideia de descomplicar (?) os dias e reafirmava que gostava de buganvílias e de mirtilos, ao brunch.
Mais tarde e por acaso, e depois de lhe ter fixado o rosto, vim a vê-la de corpo inteiro - era francamente obesa, apesar dos mirtilos.

terça-feira, 7 de agosto de 2018

O fundibulário incontinente


Numa coisa, a prolongada crise no Sporting foi útil, para evitar a poluição palavrosa, por causa dos fogos. O palreiro de serviço, tão ocupado com o seu clube, deixou de defender os Bombeiros, seus subordinados, e de desdobrar-se,  nas televisões, em declarações inflamadas e apocalípticas sobre os incêndios em Portugal.
Haja saúde, ó Bruno de Carvalho!...
( Vai dando trabalho ao Marta.)

De acordo com a estação...


A tendência para a uniformização está patente no adolescente da extrema esquerda: seria um interno do Colégio Militar, em saída de férias graciosa para a época balnear, mas que manteve o uniforme?
E as meninas estão bem compostinhas... Mas eu destacaria o pater familias, sobretudo e apesar do calor,  por não ter abdicado do seu traje de cerimónia. E que, decerto, não tomaria banho.

sábado, 4 de agosto de 2018

Louis Prima (1910-1978), o Rei dos Swingers

Esta canção antiga, em apoio da silly season, por dois pequenos pormenores: o inefável capachinho de Louis Prima e os olhos esbogalhados da assistente e acompanhante ( nos primeiros segundos do vídeo), que parece ter visto um fantasma...

quarta-feira, 26 de julho de 2017

Desabafo (28)


A ditadura dos números, que continuam a dominar, tiranicamente, e a incendiar e ensandecer os pobres de espírito e as mentes mais frágeis.
Sobrepõem-se até aos sentimentos e ao luto de Pedrógão Grande - nesta silly season, parecem ser o grande e momentoso problema nacional.
Seria cómico, se não fosse trágico.
Calai-vos, gralhas!