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sexta-feira, 12 de setembro de 2025

A força das imagens



Sempre que o espadarte me vem à mesa, na refeição, lembro-me da hábil Mirandolina que, vinda de Belas pela manhãzinha, os expunha, pendurados, na sua pequena banca de Oeiras e, depois, já com mais espaço, no hipermercado de Cascais. Talentosa vendedora, ao fim do dia, já não havia nenhum resto do peixe.
Há imagens que marcam, definitivamente, as situações reais ou de ficção.
Embora na novela "O Velho e o Mar" traduzida de forma exemplar, para português, por Jorge de Sena, nunca se diga de que peixe gigantesco se tratava, aquele que o velho pescador tentava trazer para terra, o elegante desenho de Bernardo Marques, na capa da edição dos Livros do Brasil, sempre me pareceu de um espadarte. E para mim assim o será, em definitivo.

segunda-feira, 11 de maio de 2020

A sorte dos livros


Há livros que, após um sucesso retumbante, se apagam para sempre na obscuridade e no esquecimento. Não terá sido o caso de La Peste, de Albert Camus (1913-1960), que ainda é hoje um dos top-ten da Gallimard, a seguir a Le Petit Prince, de Antoine de Saint-Exupéry e de L'Étranger, do mesmo Camus.
Publicado em 1947, La Peste vendeu 22.000 exemplares na primeira semana e 100.000 até ao final desse ano. E embora a crítica literária não lhe tenha sido muito favorável, bem como o autor que o considerava um livro falhado, o público leitor excedeu as expectativas de compras, na época.
Integrada na Colecção Miniatura (nº 55), com capa de Bernardo Marques, a obra foi editada, em Portugal, em finais dos anos 50, e reeditada recentemente. E embora só obliquamente o tema se possa associar à peste bubónica ou a uma pandemia, dado que o texto é uma metáfora sobre o nazismo, a Itália e a França, países europeus mais atingidos pelo Covid-19, apressaram-se também a reimprimir  o livro...
Assim ressurgiu A Peste.

segunda-feira, 22 de abril de 2019

Em sequência de Simenon, e apoio iconográfico do poste anterior


Há tendência um pouco generalizada para esquecer os roman durs de Georges Simenon (1903-1989), em benefício dos extraordinariamente populares, ainda hoje, Maigret. É entendível e fácil de perceber.
Se os polar do escritor belga estão praticamente todos traduzidos na colecção Vampiro (73 volumes) e pela Bertrand (49 livros), dos durs, só uma pequena parte foi vertida para português.
Também a Bertrand publicou alguns e na colecção Miniatura se podem encontrar (hoje, só nos alfarrabistas, claro!...) quatro títulos (n.º 42, 83, 89 e 107), que aqui vão em imagem.
Agora reparem nas magníficas capas de Bernardo Marques (1898-1962) e comparem com a indigência estética que capeia grande parte dos livros que, hoje, se publicam em Portugal...


segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

O regresso (?) da Vampiro


A ser verdade a notícia de que a Porto Editora terá comprado, à Livros do Brasil, os direitos da conhecida e celebrada Colecção Vampiro, policial, em breve e provavelmente, teremos de volta os seus novos títulos à venda - oxalá! E faço figas para que regressem no antigo formato e com capas dignas da sua clássica antiguidade conceituada, por onde pontificaram Cândido Costa Pinto, Lima de Freitas e Infante do Carmo.
Esta boa nova juntou-se à coincidência de, na semana passada, eu ter adquirido, usados, 5 volumes que me faltavam, ficando agora com 596 livros da referida colecção, até ao malfadado número 681 do desengonçado novo formato, que, de algum modo, ditou a agonia da Vampiro. E que baratos que eles foram: cinco livros, por 2 euros. Deixo aqui 3, em imagem, com capas de Lima de Freitas.

sábado, 17 de março de 2012

Ele há horas felizes!...


Roubei o título deste poste a um estribilho dos cauteleiros que vendiam lotaria pela ruas e nos cafés, para tentar eventuais fregueses à compra de jogo. Já há muito que não ouço este grito aliciador, até porque, hoje em dia, os cauteleiros já são poucos. Mas, se o estribilho era apenas uma hipótese remota de sorte grande para o comprador, o título usado aqui, por mim, é num sentido afirmativo.
Estes pequenos magazines, na imagem, eram uma espécie de irmãos mais novos e mais pequenos da Colecção Vampiro, da Livros do Brasil , que começou a ser editada no final dos anos 40 do século passado. O Vampiro magazine começou a publicar-se pouco depois. De Março de 1950 é o primeiro número e tem, portanto, 62 anos de idade. Creio que se publicaram cerca de 30 números. Ainda comprei, no Porto, na minha adolescência, uns cinco ou seis exemplares diferentes. Novos, custavam Esc. 5$00, mas usados ficavam mais baratos, e apareciam, pouco, em quiosques-tabacarias que os vendiam em segunda mão. Mas, depois e em Lisboa, nunca mais vi nenhum à venda.
Eram apetecíveis pelo grafismo sugestivo das capas, de Cândido da Costa Pinto, que denotava alguma influência surrealista, mas também bom gosto estético. O conteúdo, com algumas traduções probas de Victor Palla, era muito informativo e diversificado. Os Vampiro magazines começavam por dar, em cada número, uma resenha biográfica e bibliográfica dos escritores policiais mais em voga ( Ellery Queen, Carter Dickson, Agatha Christie, S. S. van Dine, Dorothy Sayers, Georges Simenon...). Incluíam 5 a 6 contos policiais, traduzidos por Victor Palla. E ainda publicavam mistérios-problemas detectivescos, para os leitores resolverem, além de notícias várias e curiosidades sobre a temática.

Pois há dias, numa "hora feliz", e em Campo de Ourique, num pequeno alfarrabista, deparei-me com cerca de duas dezenas de Vampiros magazines, em óptimo estado e a preço convidativo. Comprei treze e, pela quantidade, fizeram-me desconto: paguei 12,00 euros, por todos. Ele há horas felizes!...

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Leituras Antigas XVI : Colecção Vidas Célebres



A Colecção Vidas Célebres foi, para mim, juntamente com o Petit Larousse (de 1959), uma espécie de enciclopédia juvenil de frequente consulta. As biografias de homens e mulheres notáveis, por áreas culturais divididas, foram editadas pela Livros do Brasil, creio que ao longo dos anos 50. Custava cada volume Esc. 15$00. Os livros, pedagógicos, foram escritos por Henry Thomas e Dana Lee Thomas, traduzidos por brasileiros, com adaptação e revisão, para Portugal, de A. Vieira d'Areia. As capas, bonitas e impressivas, tinham autoria de Cândido Costa Pinto. Segue-se a relação dos doze volumes publicados:
1. Cientistas 2. Compositores 3. Filósofos 4. Pintores 5. Religiosos 6. Romancistas 7. Estadistas 8. Poetas 9. Mulheres 10. Estadistas Americanos 11. Homens 12. Americanos Famosos.